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Publicado em: 12 de setembro de 2020

Vivemos na Era do Glitter

É glitter no corpo, nas partes íntimas, na barba, nos cílios. É um casamento eterno no seu corpo!

Imagem: ajr_images/iStock

Essa é a Era do glitter.

Não sei como vocês gostam de disso.

E não só em época de Carnaval, é toda hora.

Antigamente era brega.

Agora é super cool.

Glitter na barba.

Na boca.

Nos pelinhos da axila.

Na hora de abrir os braços, eu me sentiria a própria Menina Super Poderosa.

Tem coisa pior do que aquelas fotos com zoom de pontinhos grudados nos lábios?

mulher com glitter tomando champanhe
Foto: Pete Bemmer/iStock

Eu vou além.

Eu imagino o glitter naqueles lugares.

Você esfregando pra tirar, em vão.

Aquilo não vai sair nunca.

Os bebês já vão nascer brilhando.

Você bota pra ficar um dia e ele te sacaneia, fica a vida inteira.

Não tem como, depois daquele banho de duas horas e quarenta, você ainda vai achar um pontinho rosa gritando pelo seu corpo. 

Glitter no cabelo me dá nervoso.

Não tem como aquilo sair algum dia no cabelo.

Imagino as minhas amigas sendo avós e achando pequenos pontinhos coloridos pela cabeça, e mostrando pros netos.

- Olha aqui, Enzo Miguel! Esse glitter era o que a gente mais usava na minha época! Pela cor, esse eu tava usando no Carnaval de 2017. Você nem pensava em nascer!

A última vez que eu chamei uma galera pra dormir na minha casa, na época do Carnaval mesmo, uma amiga veio de glitter.

E pediu pra tomar banho.

Era glitter no chuveiro, na toalha, na sala.

Parecia o banheiro da Xuxa.

Hoje em dia, eu ainda acho vestígios.

Porque ele passa igual gripe.

Às vezes, minha mãe aparece com um pontinho brilhante grudado na bochecha.

Quando gruda nas pálpebras me dá nervoso.

Imagino aquilo caindo no olho e aí pronto, fica pra sempre lá.

Afinal, é uma afronta.

glitter na mão
Foto: cringe/iStock

Você esfrega como se tentasse tirar craca de navio e não sai.

Por favor, usem longe de mim.

Em eventos propícios.

Daqui a pouco até em enterro vão estar jogando glitter.

Pro pó virar purpurina.

Quem sabe das cinzas não nasce um Clodovil?

Eu só queria um pouco de paz.

Sem encontrar glitter no umbigo.

Marina Estevão
Marina Estevão
Formada em Jornalismo pela PUC-RJ, sua paixão é escrever sobre o que vive, o que vê e o que sente. Afinal, toda história tem vários lados, o que muda é a forma de contá-la – sempre de bom humor.

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