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Publicado em: 6 de agosto de 2020

Nova regra prevê expulsão para jogador que tossir de propósito em rival

Apesar de parecer um ato absurdo, tosse em jogador já foi usada como estratégia de intimidação em 2009, à época do H1N1.

Imagem: pxel66/iStock

A International Board aprovou nesta terça-feira (4) uma nova regra que prevê a expulsão de jogadores que tossirem de propósito em atletas rivais, em árbitros ou em assistentes.

A determinação, que visa à diminuição do risco de contágio por Covid-19 dentro de campo, passa a fazer parte da punição a linguagem verbal ou gestual ofensiva, cabendo ao árbitro a avaliação sobre a intenção do atleta de tossir propositalmente ou não em um adversário.

Entenda a nova regra que começa a valer desde já

Caberá ao árbitro identificar se tosse foi acidental ou não. (Imagem: DragonImages/iStock)

“Se [o ato de tossir] é claramente acidental, o árbitro não poderá agir, assim como se a tosse acontecer a uma distância segura de qualquer outro jogador. Mas se acontecer quando o jogador estiver perto o suficiente para ser claramente ofensivo, o árbitro poderá agir”, disse a International Board.

O órgão, responsável por regulamentar as regras do jogo de futebol, pede aos árbitros que também lembrem os atletas de não cuspirem no chão.

A diretriz passa a valer desde já para todos os níveis do futebol, do amador ao profissional. A Federação Inglesa já anunciou que colocará a nova regra em prática para jogos de categorias de base e torneios amadores.

Tosse em jogador já ocorreu em 2009, época do H1N1

A Copa Libertadores de 2009, disputada em meio à pandemia do H1N1, foi marcada por um episódio que envolveu uma tosse proposital em um rival. (Image: FIFA)

No confronto entre Chivas (MEX) e Everton (CHI), após uma disputa de bola pelo alto, o zagueiro mexicano Héctor Reynoso tossiu na direção do atacante Sebastián Penco, do Everton, e depois assoou o nariz em sua direção. O México era o epicentro da doença.

Penco contou que todos os jogadores do Everton tomaram injeções contra a gripe após a partida contra os mexicanos.

“Foram as circunstâncias do jogo que me levaram a essa situação. Eu não estava doente, nem os meus companheiros. Apenas quis desconcentrar de alguma maneira o rival. Foi uma artimanha do futebol, como há tantas outras”, contou Reynoso recentemente.

Na ocasião, o zagueiro foi expulso da competição (nos tribunais) e não poderia disputar o restante da Libertadores. O Chivas, sua equipe, havia se classificado para as oitavas de final.

Mas os clubes mexicanos, diante da indefinição sobre a viabilidade de realização de partidas no país em razão da pandemia, pediram dispensa do torneio. Com a saída dos clubes do México, São Paulo e Nacional (URU) ganharam classificação automática para as quartas de final.

FOLHAPRESS

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