Os visitantes de Coober Pedy, no sul da Austrália, veem-se em elegantes alojamentos, com mobiliário confortável, quadros nas paredes e moderno equipamento eletrônico. Mas é inútil pedir um quarto com vista, porque não há janelas: as casas são subterrâneas.

Coober Pedy é uma remota vila mineira que extrai quase 90% da produção mundial de opalas. Desde que as pedras preciosas foram ali descobertas em 1915, muitos mineiros têm vivido em casas subterrâneas sob o deserto. Os aborígenes chamam o local de kupa piti – “homem branco num buraco”.

Vantagens das casas subterrâneas

Coober Pedy – Austrália

Vista panorâmica de Coober Pedy, a cidade subterrânea da Austrália. (mastersky/istock)

Escavados no arenito macio e rosado, as casas subterrâneas dos mineiros são muito mais do que simples buracos no solo. Além de comodidades modernas, têm algumas vantagens especiais. Os jogadores de bilhar podem pôr giz nos tacos esfregando a ponta deles no teto, e quem quiser aumentar uma sala só precisa derrubar a parede com uma picareta.

A falta de uma madeira para construção pode ter sido uma razão para a opção de construir casas subterrâneas. (A última árvore de Coober Pedy morreu em 1971.) Mas a razão principal é fugir do calor.

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No verão, a temperatura pode chegar a 50º C  na superfície do deserto, mas as casas subterrâneas mantêm um ambiente agradável em torno de 25º C. Cerca de um terço dos habitantes de Coober Pedy vive sob a terra.

Matmata – Tunísia

Caverna residencial em Matmata, Tunísia. (Perszing1982/Istock)

Em outros lugares quentes do mundo, as pessoas optaram pela vida subterrânea, embora de forma menos luxuosa. Em Matmata, no sul da Tunísia, na fronteira com o tórrido Saara, o povo berbere local cavou fundo para fugir do clima impiedoso.

As casas de dois e três andares, escavadas na rocha macia, formam um círculo em volta de um pátio central da aldeia. Existem cerca de 700 destes poços, o que sugere que foram escavados porque o material da construção é escasso e a rocha macia. Assim, foi mais fácil construir para baixo do que para cima.

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