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Publicado em: 26 de março de 2021

As melhores notícias do mundo da medicina

Fique por dentro das notícias mais recentes da área da saúde e mantenha-se informado.

Imagem: sdecoret/iStock

Manter-se bem informado é muito importante para fazer escolhas conscientes. A informação segura e confiável é também a melhor forma de prevenção contra as notícias falsas. Por isso, nós reunimos algumas das notícias mais recentes do mundo da medicina para você se manter informado.

Durma melhor com um cobertor pesado

Muita gente prefere tratar a insônia sem medicamentos – por boas razões, pois os soníferos podem causar dependência física, sonolência e quedas. Um estudo sueco testou recentemente uma opção menos arriscada: cobertores pesados ou ponderados. Disponíveis em lojas de produtos terapêuticos e pela internet, esses cobertores complementam o material macio comum com pastilhas, correntes ou esferas. A pressão do peso sobre o corpo traz calma e conforto. Comparados com os participantes do estudo que dormiram com uma coberta leve, os que receberam o cobertor de 6 a 8 quilos se sentiram melhor tanto no sono quanto em problemas de saúde mental como depressão e ansiedade.

Beber demais aumenta o risco de demência

Bebida em excesso pode fazer mal para o cérebro. (Imagem: Odairson Antonello/iStock)

É claro que beber muito faz a pessoa se sentir mais relaxada e com menos inibição social; mas hoje se acredita que essas mudanças cerebrais ligadas ao álcool podem não ser apenas temporárias. Um artigo publicado na revista JAMA Network Open examinou os hábitos dos bebedores e seu efeito num período de 12 a 30 anos. Os que às vezes bebiam o suficiente para perder a consciência tinham cerca do dobro da probabilidade de desenvolver demência. Esse efeito não dependia de quanto bebiam normalmente. Assim, mesmo que você seja um “bebedor moderado” (que consome 14 ou menos unidades de álcool por semana; uma lata de cerveja ou uma taça comum de vinho contém cerca de 2 unidades), ainda é preciso tomar cuidado para não beber demais de uma vez só.

Não pegue a estrada depois de bater a cabeça

Mesmo que você sinta que se recuperou de uma concussão, o efeito ainda pode prejudicar a capacidade de dirigir, como indica um estudo americano. Quando os pesquisadores puseram pacientes vítimas de concussão em roteiros simulados – ver uma criança correndo na frente do carro, por exemplo –, o tempo de reação ainda foi maior do que o normal, mesmo após o fim dos sintomas. A pesquisa é nova demais para dizer quanto esperar depois da concussão, mas, se possível, é melhor tomar cuidado e, passados os sintomas, esperar algum tempo antes de pegar no volante.

Remédios para a pressão arterial não aumentam o risco de câncer

Faz tempo que os cientistas discutem a possibilidade de medicamentos anti-hipertensivos afetarem o risco de câncer. Depois de várias décadas de pesquisa, os indícios não foram coerentes: alguns estudos mostram que a taxa de câncer aumenta, outros que diminui ou que não muda. Como algumas reportagens só se concentraram nos primeiros, os pacientes hesitaram em tomar sua medicação. Mas a maior análise já feita até hoje deveria tranquilizá-los. Com base em 31 estudos que envolveram um total de 260 mil pessoas no mundo inteiro, a revisão da Universidade de Oxford, feita em 2020, concluiu que nenhum tipo de medicamento para a pressão eleva o risco de câncer. Enquanto isso, há bons indícios de que esses remédios previnem infartos e AVCs em pessoas com hipertensão.

Para se sentir conectado, pegue o telefone

Desde o surgimento do e-mail e das mensagens de texto, muita gente recorre a esses métodos para manter contato, em parte por achar que as ligações podem ser invasivas. No entanto, quando os participantes de um estudo feito no Texas tiveram de fazer contato com um velho amigo usando aleatoriamente e-mail ou telefone, o telefonema deu uma sensação mais forte de estarem conectados, sem o constrangimento adicional que muitos esperavam. Sentir-se ligado aos outros é essencial para a saúde e o bem estar. Assim, no caso de relacionamentos a distância, deveríamos limitar a comunicação baseada em textos e preferir com mais frequência os telefonemas ou as ligações em vídeo.

Comer bem melhora a saúde, mesmo sem emagrecer

Ter uma alimentação equilibrada melhora a saúde. (Imagem: Mizina/iStock)

Não é preciso lembrar às pessoas com obesidade que, como grupo, elas têm risco maior de problemas de saúde potencialmente fatais. Elas sabem disso, mas perder os quilos em excesso e mantê-los longe é mais fácil de dizer do que de fazer. Um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, examinou qual seria um modo mais factível de reduzir esse risco: adotar hábitos alimentares saudáveis (não confundir com “dieta”, que se concentra apenas em emagrecer e pode não incluir refeições com uma variedade equilibrada de alimentos nutritivos).

Leia também: Reeducação alimentar e a importância de bons hábitos alimentares

Quando o estudo começou, seus 79.003 participantes tinham média de 61 anos. Para estimar a “salubridade” da alimentação de cada um, os pesquisadores avaliaram até que ponto os hábitos se aproximavam da dieta mediterrânea. Tradicional na região do Mediterrâneo, esse modo de se alimentar se baseia em frutas, legumes, verduras, nozes e castanhas, cereais integrais e ricos em fibras, peixe e azeite. Não é a única alimentação tradicional saudável no mundo, mas é fácil de adotar quando se dá preferência por hortaliças frescas e produtos saudáveis na hora de fazer as compras.

Durante 21 anos de acompanhamento, as pessoas que comeram de forma saudável mas permaneceram obesas não tiveram probabilidade maior de morrer do que pessoas mais magras com alimentação saudável, embora o risco de morrer especificamente de causas ligadas ao coração ainda fosse um pouquinho elevado. Enquanto isso, pessoas não obesas mas que não comiam bem tiveram risco acima da média de morrer. Embora o peso seja um dos fatores relacionados à saúde e à expectativa de vida, claramente ele não é o único.

Dançar ajuda idosos a se manter em pé

Quase um terço das pessoas com mais de 65 anos leva um tombo por ano. Danças como tango, quadrilha ou suingue reduzem esse risco em cerca de 37%, de acordo com uma nova revisão de estudos. É provável que seja porque dançar melhora o equilíbrio, a mobilidade e a força dos membros inferiores. 

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