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Publicado em: 26 de maio de 2020

Infecção urinária: causas, sintomas e tratamento

Todos os anos, cerca de 4 milhões de brasileiros procuram os médicos com queixas de infecção urinária.

Imagem: Tharakorn/iStock

A infecção urinária é muito comum, principalmente no sexo feminino – pelo menos metade das mulheres tem infecção urinária ao longo da vida. Nos homens, é bem menos frequente em jovens, mas sua incidência começa a aumentar a partir dos 50 anos. A repetição de episódios apesar do tratamento é chamada de Infecção urinária recorrente.

Quais são as causas da infecção urinária?

Muitas vezes, a infecção é causada por bactérias externas que chegam à bexiga pela uretra. Essa forma é conhecida como infecção ascendente. Em outras, as bactérias são transportadas pela corrente sanguínea até as vias urinárias. Qualquer distúrbio que impeça o esvaziamento completo da bexiga aumenta o risco de infecção. Os distúrbios predisponentes são obstrução, esvaziamento incompleto da bexiga e distúrbios vesicais neuropáticos. O diabetes é um fator de risco, pois o açúcar na urina favorece o desenvolvimento e a multiplicação das bactérias.

As infecções urinárias recorrentes são causadas por distúrbios que estimulam a reinfecção das vias urinárias por bactérias, os quais incluem anormalidades congênitas, cálculos renais e refluxo vesicoureteral.

Quais são os sintomas?

As manifestações clínicas clássicas são dor durante a micção, necessidade frequente e urgente de urinar e noctúria. A urina costuma estar turva e com odor desagradável. Quando a infecção ascende pelos ureteres, pode haver dor nas costas e febre. Em idosos, os sintomas podem incluir confusão e perda do apetite.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com base nos sintomas e no exame de urina. Se há infecção, costumam-se detectar nitratos e leucócitos na urina. A prova definitiva é o exame de amostra do jato médio de urina (AJM), que indica o tipo de bactéria responsável pela infecção e o antibiótico mais apropriado. As infecções urinárias recorrentes exigem investigação mais completa para determinar a causa da persistência de bactérias nas vias urinárias. Em geral, isso requer cistoscopia e urografia excretora ou ultra-sonografia.

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento é feito com antibióticos, a serem iniciados de imediato quando os sinais e sintomas forem graves e o exame de urina, positivo, podendo ser modificados quando os resultados da cultura estiverem disponíveis. Em geral, o tratamento por três a cinco dias é suficiente nas mulheres; nos homens, pode ser necessário um período maior. Além disso, algumas vezes é recomendada a “lavagem” das vias urinárias, com ingestão de grande quantidade de líquido.

Como é possível evitar ou minimizar?

A micção após a relação sexual e o consumo regular de
suco de cranberry (oxicoco) são úteis na prevenção da IU.
O tratamento de qualquer distúrbio que predisponha à
infecção, como a obstrução do colo vesical, ajuda a evitar infecções futuras.

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