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Publicado em: 13 de janeiro de 2022

A importância da musculação ao envelhecermos

André Messias
Última atualização: 13 de janeiro de 2022
Por: André Messias

Afinal, com o passar do tempo devemos treinar mais ou menos?

A importância da musculação ao envelhecermos Imagem: Extreme Media/iStock

Sophia tem 39 anos e faz musculação diariamente. Dentro de alguns meses, irá fazer aniversário, chegando aos 40 anos. Ela disse que estava preocupada, visto que já leu em alguns lugares sobre as mudanças fisiológicas que ocorrem no organismo a partir dos 40 anos e me perguntou o que poderia fazer para minimizar as “perdas” que costumam acontecer. Fomos tomar um suco e conversar.

Leia também: O que acontece com seu corpo ao envelhecer?

Antes de iniciar a conversa, fiz questão de explicar a Sophia que, sim, existem — ou melhor, podem existir — muitas mudanças fisiológicas na medida em que envelhecemos, tais como: perda de massa muscular, perda de força, redução da aptidão aeróbia e aumento do percentual de gordura. 

Inatividade: o real problema

Porém, em muitos casos isso se deve a uma redução do nível de atividade física e não apenas em decorrência do envelhecimento. É simples: os problemas surgem da inatividade física e não da idade. 

Infelizmente, ainda é comum o pensamento de que pessoas mais velhas não podem fazer esforço, musculação correr etc. Elas não só podem como devem e, quanto antes começarem um programa de atividade física, mais benefícios terão. Portanto, as mudanças fisiológicas decorrentes do passar dos anos podem ser revertidas. Conheço pessoas entre 40 e 80 anos que são ativas e estão saudáveis, com bons níveis de força e aptidão aeróbia. São as escolhas e não a idade.

Expliquei para Sophia que ela era uma ótima aluna, seu corpo e organismo eram provas disso, assim, ela não precisaria se preocupar. Era só manter seu nível de atividade física que chegaria bem aos 40, 50, 60 e além.

Obviamente, alguns pontos são essenciais: frequência, equilíbrio entre volume e intensidade, qualidade do sono, importância da alimentação, validade do programa de exercícios e individualidade do programa. Cada pessoa precisa ter seu programa de treinos de acordo com suas necessidades, histórico e objetivos. 

A musculação é essencial

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Há — de novo: pode haver —  uma perda de massa muscular significativa que ocorre principalmente a partir dos 40 anos. A musculação é essencial para que isso seja revertido uma vez que proporciona inúmeras adaptações, sendo o ganho de massa muscular e de força duas das principais. 

Pessoas idosas devem fazer todo esforço possível para realizar exercícios de força, pois assim terão menores riscos de quedas — a principal causa de queda em idosos é a musculatura fraca E ainda  terão muitos benefícios fisiológicos que irão promover a saúde. Vale lembrar que quando promovemos a saúde, combatemos a doença. Idosos ativos estão distantes de câncer, diabetes, osteoporose, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, depressão e, não poderia deixar de citar, de casos graves de Covid-19.

O treinamento de força reverte, modifica e altera as mudanças negativas que podem ocorrer no organismo enquanto envelhecemos. Costumo dizer aos meus alunos que a idade mais importante é a biológica, aquela que é construída através de nossas escolhas: atividade física, alimentação, sono, estresse etc. A idade cronológica não passa de um número. O que vale é o que somos por dentro.

Sophia ficou tranquila e disse que não largaria nunca a musculação. Assim como a ciência, ela sabe que o treinamento de força é essencial para a saúde. Todos devem realizar programas de exercícios de força e, quanto mais o tempo passa, mais importante eles são. 

André Messias
André Messias
Doutorando em Epidemiologia em Saúde Pública pela FioCruz, é mestre em Ciências Cardiovasculares pelo Instituto Nacional de Cardiologia, o professor e personal trainer André Messias tem como prioridade a saúde e a qualidade de vida. Ele acredita que as escolhas relacionadas ao estilo de vida, em especial à prática de exercícios físicos, são essenciais para nossa saúde física, mental e social. E que, portanto, cabe a todos nós uma reflexão de como estamos vivendo.

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