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Publicado em: 3 de agosto de 2021

Consumo de fast-food: tudo o que você precisa saber

Pryscilla Casagrande
Última atualização: 6 de abril de 2022
Por: Pryscilla Casagrande

Os lanches rápidos são práticos, mas pobres em nutrientes

Consumo de fast-food: tudo o que você precisa saber Imagem: jenifoto/iStock

O consumo de fast-food cresce no Brasil, apesar dos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam o arroz e o feijão como a base alimentar dos brasileiros.

Essa combinação clássica perdeu espaço para os lanches rápidos. O consumo de pizzas e sanduíches, por exemplo, passou de 10,5%, no período de 2008/2009, para 17%, em 2017/2018.

Apesar de sua praticidade, não dá para exagerar, certo? Visto que muitos desses alimentos contêm altas quantidades de sal, açúcar e gorduras saturadas, podendo levar a uma série de doenças. Saiba mais a seguir.

Como surgiu o fast-food

O conceito de fast-food, ou comida rápida, surgiu em meados do século XX, em paralelo ao crescimento das cidades. Dessa forma, a velocidade das grandes metrópoles favoreceu a ascensão desse tipo de comida, que ganhou o gosto do consumidor em todo o mundo.

Além disso, muitos trabalhadores não tinham como voltar para suas casas no horário do almoço e passaram a fazer refeições nas ruas.

Mas, o boom da fast-food aconteceu a partir dos anos 1950, quando os irmãos McDonald popularizaram o hambúrguer com batatas fritas. Eles foram responsáveis por criar uma rede de restaurantes, batizada com o sobrenome da dupla, que instituiu um novo método de produção, parecido com uma linha de montagem de uma fábrica. Os famosos lanches, produzidos de forma rápida, estão presentes até hoje. Curioso, não é?

Junto à popularização das comidas rápidas, também foi preciso aumentar os cuidados com a saúde. Como coordenadora do Centro de Competência de Alimentação e Saúde da PROTESTE, acho importante explicar mais sobre esse tipo de alimento. Acompanhe!

Principais perigos da fast-food

fast-food não é saudável
Alimentos ofertados por redes de fast-food geralmente têm excessos de gorduras, sódio e açúcar. (Imagem: ugurv/iStock)

Atualmente, as redes de fast-food dividem espaço com as comidas congeladas do supermercado. Isso mesmo, os consumidores ganharam outra opção de comida rápida. Com o auxílio de um micro-ondas ou um forno, o freguês pode ter uma pizza pronta para consumo, em poucos minutos. Prático, não?

Mas a agilidade das comidas ultraprocessadas pode representar um perigo para a saúde. O Guia Alimentar para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde (MS), divulgou que os alimentos industrializados nem sempre possuem os nutrientes necessários para o corpo humano. Apesar de muitos levarem cereais, legumes e hortaliças em sua composição, eles são feitos, muitas vezes, com cereais e açúcares refinados e excesso de gorduras e sódio.

Sódio

O sal prolonga o prazo de validade da comida e intensifica o sabor. Em alguns casos, é usado para esconder o gosto desagradável que alguns aditivos químicos podem promover. Porém, em excesso, contribui para a retenção de líquidos em nosso corpo. Além de estar associado ao aumento da pressão sanguínea (hipertensão), podendo causar problemas no coração.

Açúcar

O açúcar é outro componente que ajuda a melhorar o sabor dos alimentos. No entanto, os açúcares adicionados aos alimentos possuem baixo valor nutricional, e doses altas significam maior risco de sobrepeso, além de aumentar as chances de ter problemas cardiovasculares, cáries e diabetes.

É importante lembrar que muitas vezes o açúcar está “escondido” nos alimentos, e os consumidores precisam ficar atentos na leitura do rótulo. Essa é a melhor forma de se prevenir, pois, na lista de ingredientes, não basta buscar apenas pela palavra açúcar, há outros ingredientes que também significam a presença do açúcar, como xarope de glicose e milho, extrato de malte, maltose, glicose de milho, entre outros.

Consumo de fast-food na pandemia

Você sabia que durante a pandemia da Covid-19, as idas aos restaurantes foram substituídas pelos pedidos de comida nos aplicativos de celular? Segundo o levantamento feito pela Mobills, empresa especializada em educação financeira, os gastos com delivery cresceram 149% em 2020.   

O número representa mais que uma mudança de hábito, visto que boa parte dos pedidos realizados são de fast-food. Vale ressaltar que, no mesmo período, diminuiu o número de pessoas que praticavam atividades físicas. Essa combinação perigosa acendeu um sinal de alerta para intensificar os cuidados com a saúde.

Pizza, hambúrgueres e salgados podem ser deliciosos, mas também são nutricionalmente desequilibrados. O excesso de carboidratos, gorduras saturadas e sódio está acompanhado da falta de proteínas, fibras e nutrientes essenciais para uma vida saudável.

Fast-food e a obesidade infantil

criança acima o peso olhando para comida de fast-food
Comidas ultraprocessadas e a falta de atividade física são as principais responsáveis pela obesidade infantil. (Imagem: yacobchuk/iStock)

Conforme o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, em 2019, uma em cada três crianças brasileiras, entre cinco e nove anos, estava acima do peso. As comidas ultraprocessadas têm responsabilidade nisso.

Leia também: Como evitar o fast-food: dicas para fugir das armadilhas!

Veja, diversos fatores podem explicar os dados da obesidade infantil, como o paladar infantil e a praticidade dos lanches de fast-food e congelados. O estilo de vida das grandes cidades também contribui para esses hábitos alimentares, já que os pais não têm tempo para preparar refeições mais saudáveis. E, por isso, optam por soluções mais rápidas.

A situação dessas crianças é agravada com a falta de atividade física, principalmente, durante a pandemia. Esse combo não faz bem para a saúde.

O Ministério da saúde explica que crianças obesas têm mais chances de desenvolverem doenças crônicas na fase adulta, como hipertensão e diabetes. Além disso, elas podem se tornar adolescentes e, consequentemente, adultos obesos.

O combate ao problema precisa da cooperação dos diferentes setores da sociedade, como a economia e a cultura. Além disso, os pequenos precisam conciliar uma alimentação balanceada com a prática de exercícios físicos.

Como ter uma alimentação equilibrada

Separei algumas dicas para ter uma alimentação mais equilibrada. Primeiro, dê preferência aos ingredientes frescos, como frutas e legumes. Os lanches de fast-food só devem ser consumidos esporadicamente, com moderação e consciência.

Confira outras dicas de alimentação que foram desenvolvidas com base no Guia Alimentar para a População Brasileira:

  • Prefira alimentos minimamente processados, que não passaram por procedimentos industriais para alterar sua textura e sabor. São exemplos desta categoria os insumos in natura, como legumes, frutas, castanhas, ovos e carne.
  • Use sal, açúcar e óleo em pouca quantidade. Eles continuam importantes para temperar e preparar os pratos em casa. Só não vale exagerar! Existe a possibilidade de substituí-los por outros temperos naturais.
  • Busque refeições feitas na hora, mesmo quando estiver fora de casa. Os restaurantes de comida caseira ou os buffets a quilo costumam oferecer opções saudáveis.
  • Evite os ultraprocessados. Salgadinho de pacote, bolacha recheada, embutidos (como presuntos, salames e salsichas) e macarrão instantâneo, entre outros, pouco contribuem com a nossa nutrição.

Consumo consciente com a PROTESTE

Conhecer a procedência e os benefícios dos alimentos é essencial na hora de montar o cardápio. Para fazer as melhores escolhas, conte com a PROTESTE. Saiba mais no site MinhaSaúde.

Somos a maior associação de consumidores da América Latina. Acesse o site e conheça nossos testes de qualidade! Nós comparamos os produtos disponíveis no mercado para mostrar a você quais atendem, da melhor maneira, às necessidades de sua família.

Pryscilla Casagrande
Pryscilla Casagrande
Mestre em Alimentos e Nutrição pela UNIRIO, graduada em Engenharia de Alimentos pela UFRRJ, pós-graduada MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e especialista em Chocolates e Açúcares pelo Central College of the German Confectionery Industry (ZDS) em Solingen, Alemanha. Atualmente é Coordenadora do Centro de Competência de Alimentação e Saúde da PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

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