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Vida digital

Um chip que guarda o passaporte da vacina sob a pele

Empresa da Suécia já instalou o chip em cerca de 6 mil pessoas; tecnologia levanta polêmica sobre privacidade.

Escrito por:

Ana Marques

Redator
Reprodução/euronews
Publicado em: Última atualização:

O certificado de vacinação contra a Covid-19 é um dos documentos mais importantes em vários lugares do mundo atualmente — aqui no Brasil ele é exigência para quem quer entrar no país, e é pedido também em algumas regiões para o ingresso em academias, cinemas e shows. Nada mais justo do que tê-lo sempre à mão para as horas de necessidade, certo?

Leia também: Comprovante de vacinação online: como acessar o certificado pelo celular?

Pensando nisso, uma empresa sueca desenvolveu um chip que guarda o passaporte da vacina sob a pele. É claro que a ideia despertou arrepios nos mais paranoicos: um implante sobre a pele? Com registros de v… va… vacina?

Sim, é o que você leu — mas é bem mais simples do que parece, e inofensivo também.

Para além das teorias sem pé nem cabeça de que a própria vacina transforma pessoas em jacaré, roteadores 5G ambulantes ou qualquer outra fake news que circulou nos últimos tempos, o microchip da DSruptive Subdermals tem a proposta de apenas guardar o documento em formato de leitura, para você poder acessá-lo sempre que necessário.

Como funciona o microchip com o passaporte da vacina?

A tecnologia de leitura é bem simples, na verdade, e amplamente difundida: se dá por meio do NFC, que existe em diversos celulares, cartões e maquininhas por aí.

O chip implantado sob a pele poderia ser lido por um smartphone compatível. A partir daí, o dispositivo móvel mostraria o arquivo com o comprovante das doses de vacina tomadas salvo em PDF, que estaria hospedado no Google Drive.

Microchip tem passaporte da vacina em PDF hospedado no Google Drive (Imagem: Reprodução/euronews)

“Mas se precisa de um celular, para que colocar embaixo da pele?”

Porque esse celular pode ser qualquer celular, não necessariamente o da pessoa que precisa comprovar a vacinação. Desse modo, em caso de fim da bateria, perda do telefone ou qualquer outro acontecimento que não permita acessar o arquivo, ele estaria ali, pronto para ser “escaneado”.

“Vão me rastrear com esse chip?”

A empresa jura que não, e ele também não conta com bateria para que seja realizado um monitoramento em tempo real. Segundo a companhia, mais de 6 mil pessoas já usam o microchip na Suécia. O implante custa cerca de 100 euros em versões mais avançadas, mas pode durar até 40 anos e ter outras aplicações no futuro.

Uma alternativa a se considerar sendo brasileiro

Se eles precisam de algo assim na Suécia, eu não sei. Mas a gente, aqui no Brasil, tá necessitado, né?

Com o histórico recente de ataques hacker aos sistemas do Ministério da Saúde, ter um passaporte vacinal sempre à disposição me parece minimamente seguro (vale lembrar que o ConecteSUS ficou 13 dias fora do ar após uma invasão este mês, o que prejudicou a emissão de comprovantes de vacina).

Em todo caso, eu acho que ainda prefiro guardar o meu certificado em PDF no meu celular mesmo (com backup em nuvem!). E você, o que pensa sobre isso tudo?