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Publicado em: 23 de setembro de 2020

Como preparar o seu filho para voltar às aulas presenciais

Entenda melhor como facilitar o ajuste de crianças e adolescentes ao novo esquema presencial

Imagem: Gustavo Fring/Pexels

Na iminência da volta às aulas presenciais, após meses em casa devido à pandemia de Coronavírus, pais e mães se questionam como conduzir esse processo junto dos filhos.

As crianças e adolescentes acompanharam as notícias e muitos vivenciaram a situação de perto, perdendo parentes ou amigos queridos para a doença.

Entretanto, quanto mais nova for a criança, mais delicada é sua compreensão da situação e das novas regras que precisam serem seguidas. Como por exemplo o uso de máscara não é indicado para crianças menores de cinco anos, mas crianças acima dessa idade são encorajadas o uso.

Mesmo com as escolas voltando com funcionamento parcial, a capacidade reduzida e horário alterado, há muitos pais que não se sentem confortáveis com aulas presenciais sem um tratamento concreto ou vacina. Tanto por alguém do convívio da criança ser de grupo de risco, quanto a própria criança ter algum problema de saúde.

A máscara é indicada somente para crianças mais velhas que cinco anos
RF._.studio/Pexels

Da mesma forma, é dever deles dialogar com a Escola e buscar a melhor solução que concilie bem-estar da família e da criança, da equipe escolar e o processo de aprendizado.

Similarmente, mães e pais devem permanecer atentos para a saúde da família e da criança, a qualquer sinal de sintoma da covid-19 informar a Escola e não enviar mais para a aula até confirmação da doença. Do mesmo modo, professores e outros funcionários também devem adotar rigor quanto à própria saúde e não expor colegas e alunos ao risco.

Novas Dificuldades

Muitas crianças e adolescentes podem apresentar quadros de depressão, ansiedade e síndrome do pânico com retorno de uma rotina com longas horas fora de casa e maior convívio social. As causas podem ser variadas, desde medo de se contaminarem ao desejo de “ter a vida de volta” e sofrer com a desilusão. 

É preciso que pais e guardiões comecem o quanto antes a estabelecer o diálogo aberto e franco. Acolher as emoções e desejos das crianças, além propiciar uma transição confortável para elas nesse período é garantir uma saúde mental melhor no futuro.

Medidas de higiene como passar álcool em gel e lavar as mãos permanecem essenciais
créditos: Gustavo Fring/Pexels

Mentir e omitir informações nesse período não é saudável e não está levando em consideração o melhor para seus filhos. Tente responder às perguntas feitas, da maneira mais honesta e que não incite insegurança ou medo. Caso não saiba alguma resposta, responda que você também não sabe e quando souber irá informar. 

Prepare-as para receber novas perspectivas sobre a situação

Durante o período de fechamento, principalmente, as crianças receberam as informações e interpretaram por meio de visões políticas ou religiosas do ambiente em que conviveram. Porém, com a retomada das aulas presenciais e as trocas de impressões entre os alunos, elas irão voltar com novas perspectivas. 

Converse sobre isso com elas, explique que há diferentes formas de analisar uma situação e extrair contexto dela. Apesar de existirem visões distintas e que se chocam sobre um mesmo fato, não há um certo ou errado, apenas narrativas diferentes.

créditos: Macau Photo Agency/Unplash

Caso sua família não tenha sido diretamente afetada pelo vírus, explique a necessidade de ser solidário e compreensivo com a dor de amigos e colegas. Cada pessoa tem seu próprio tempo de luto e maneira de lidar, não existindo um jeito “correto”. Incentive ações como manter o diálogo aberto e lidar naturalmente com questões como doenças e morte.

Assim como a maioria dos adultos, elas estão vivenciando toda essa situação muito intensamente, porém sem o respaldo da maturidade e sabedoria. Esse período traumático deixará marcas em todos, mas por meio de atividades terapêuticas, lúdicas e por dos relacionamentos interpessoais, essas feridas se tornarão aprendizados. 

A participação da Escola nesse processo é fundamental para providenciar o suporte pedagógico e muitas vezes, psicológico, que crianças e adolescentes irão precisar. Ainda assim, é preciso que se intensifique o diálogo da família com o colégio. O melhor para o estudante é se a família e a Escola estiverem “na mesma página” quanto às necessidades emocionais deles.

Qual o dever de casa dos pais na retomada?

Saiba exatamente quais são as medidas de proteção que a escola de seus filhos está tomando
créditos: Halfpoint/iStock

Antes de tudo, os pais precisam conhecer e entender como será o novo funcionamento da escola. Precisam saber qual será o horário de entrada, o de saída, a hora da lanche, o que pode ser levado e o que não pode. Todos esses detalhes minuciosos são de extrema importância para serem passados para a criança, que se sentirá mais segura tendo informações concretas.

Também é de extrema importância para os pais questionarem como professores e funcionários estão se preparando para receberem os alunos, não só fisicamente, mas afetivamente. Apesar de adolescentes possuírem mais independência, crianças precisam e procuram pelo contato e reafirmação dos professores. 

Uma das principais formas de comunicação para elas é o sorriso e, com a cobertura do nariz e boca, precisa-se pensar como cultivar os laços de outra maneira. Uma boa dica para pais e guardiões é combinar previamente com seus filhos quais tipos de cumprimentos e interações são adequados e seguros nesse período. O toque de cotovelos substituindo o aperto de mãos pode servir como exemplo.

Combine previamente com as crianças novas formas de se comunicar corporalmente
créditos: Finn Hafemann/iStock

Ainda assim, adultos precisam saber que a forma como transmitem o conteúdo para crianças pode fazer a diferença na aceitação de uma situação ou não. Não se trata de enfeitar a realidade e inserir elementos que não existem, ou criar expectativas irreais que nunca serão concretizadas. Por mais que elas ainda não tenham desenvolvido essa consciência, todas as situações que ocorrem na vida são multifacetadas e sentimentos conflitantes e distintos coexistem.

Afinal, mesmo que pareça assustador voltar a frequentar as aulas presenciais, existe o lado positivo da presença física de colegas, mesmo sem os abraços e beijos. É preciso mostra-las o lado positivo das situações para que possam assimilar melhor. 

Incentive seu filho a não tirar a máscara, exceto para trocar
Ketut Subiyanto/Pexels

Como fazer meu filho usar a máscara?

Para muitas pessoas, a maior preocupação é o uso das máscaras que os alunos farão. Por conhecerem a relação dos filhos com a máscara facial em casa e quando estão em público, muitos se preocupam em como eles irão se comportar em contato com colegas. Há a preocupação que eles se incomodem o suficiente para não mantê-la no lugar, se distraiam e abaixem para falar, troquem de máscara com algum colega… As possibilidades de cenário são infinitas.

As regras de convivência social mudaram e crianças e adolescentes precisam se ajustar à elas
créditos: Julian Wan/Unplash

Outra necessidade prévia a volta às aulas é explicar, de forma divertida, como é o protocolo do uso de máscara e porque é preciso que usem a todo momento. Muito conteúdo como animações e vlogs foram produzidos para crianças compreenderem o que é o Coronavírus e o porquê usar a máscara.

Incentive o uso a partir do exemplo, também! Mostre pessoas que elas admirem usando máscara e que é uma atitude especial cuidar do outro. Crianças costumam gostar de objetos envolvendo personagens que gostam, e é possível encontrar máscaras temáticas de super-heróis ou bonecas.

É muito importante para pais manterem-se atualizados com os casos locais e em sua cidade. Caso notem um aumento significativo, devem conversar com a escola e outros responsáveis por alunos para tomarem novas decisões. A segurança coletiva é tão importante quanto a individual e as duas estão mutuamente conectadas.

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