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Publicado em: 2 de abril de 2020

Relembre outras epidemias que abalaram a humanidade antes do novo coronavírus

Imagem: gameover2012/iStock

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O novo coronavírus Sars-CoV-2 já infectou mais de 1 milhão de pessoas e matou mais de 51 mil em poucos meses; sua ocorrência foi oficialmente informada pelas autoridades chinesas em dezembro de 2019.

Gripe A (H1N1)

Para comparação, a última pandemia mundial, da gripe A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, matou cerca de 18 mil em um período maior, entre 2009 e 2010, segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vírus influenza H1N1 apresentava menor transmissibilidade e menor letalidade que o vírus da Covid-19. Também havia dois antivirais, um deles o Tamiflu, que se mostraram efetivos no combate à epidemia de H1N1.

Na época do surto de H1N1, o Ministério da Saúde registrou quase 60 mil casos e pouco mais de 2.000 mortes no Brasil.

A gripe espanhola 

Outras epidemias mais antigas, porém, deixaram um rastro de destruição muito maior. A gripe espanhola, em 1918, dizimou 75 milhões de mortos.

Um dos elementos-chave por trás de seu impacto é que ela parece ter sido mais grave quando infectava adultos jovens e saudáveis. Enquanto outras formas da doença tendem a produzir mortes de bebês, idosos e pessoas com sistema imune mais debilitado.

Há boas razões para acreditar que parte dessa violência contra jovens saudáveis tem relação com a chamada tempestade de citocinas, uma reação descontrolada do sistema imune à presença do invasor. Fragilizados pelo vírus, os pulmões dos doentes também podiam sucumbir a infecções bacterianas, e há ainda relatos da época que falam em hemorragias no nariz, nos ouvidos e no sistema digestivo.

O avanço devastador do vírus (um tipo de influenza A H1N1, tal como o da gripe de 2009) foi facilitado pela falta quase total de imunidade natural das populações do planeta e pelo confinamento de jovens em quartéis e campos de batalha durante a Primeira Guerra, uma população aglomerada e sem anticorpos era um campo fértil para a doença.

Fazendo uma comparação

A comparação de outras epidemias com a pandemia da Covid-19, porém, precisa ser feita com cautela. Se ainda hoje ocorre a subnotificação nos casos do novo coronavírus, os dados de doenças do passado não eram muito confiáveis.

Leia também nosso artigo Coronavírus: saiba tudo sobre o covid-19.

  • Em Campos/iStock

    Peste de Atenas, Grécia, 429 a.C.

    Talvez uma forma de tifo, a peste teria levado à morte até 100 mil pessoas.


  • hdesislava/iStock

    Peste de Justiniano (provavelmente peste bubônica), 541 d.C.

    Teria matado até 50 milhões de pessoas (40% da população da bacia do Mediterrâneo).


  • st-design/iStock

    Peste negra, 1346

    Até 200 milhões de pessoas foram dizimadas na Europa, na Ásia e no norte da África.

    A patologia recebeu este nome por conta do aparecimento de manchas negras no corpo. O nome, no entanto, é popular; o termo médico é Peste Bubônica.


  • gameover2012/iStock

    Doenças infecciosas em 1492

    Colombo chega às Américas; doenças trazidas pelos europeus podem ter eliminado 90% ou mais da população indígena original.


  • pcruciatti/iStock

    Grande Praga de Londres, 1665

    Estimativas apontam que ela deixou 100 mil mortos na capital inglesa.


  • kozorog/iStock

    Primeira pandemia de Cólera, 1817

    Espalha-se da Índia para países asiáticos, africanos e para a bacia do Mediterrâneo, matando centenas de milhares de pessoas.


  • SeanPavonePhoto/iStock

    Gripe Espanhola, 1918

    Pode ter matado 75 milhões de pessoas no mundo todo.


  • klebercordeiro/iStock

    AIDS, dos anos 1960 ao presente

    Doença se espalha pelo mundo, matando cerca de 30 milhões de pessoas ao longo de várias décadas.


  • jarun011/iStock

    H1N1, 2009

    Vírus H1N1, da gripe, mata cerca de 18 mil pessoas na pandemia de 2009 a 2010.


  • borgogniels/iStock

    Ebola, 2013-2016

    Ebola leva à morte mais de 11 mil pessoas na África Ocidental.


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