A decisão de fazer um investimento não é uma decisão difícil. O que é difícil, na verdade, é escolher em que aplicar o seu rico dinheirinho para fazê-lo se multiplicar. Veja o passo a passo:

1º passo: conhecer o seu o perfil de investidor

Esse é o primeiro passo para tomar uma decisão sobre a opção mais acertada de onde aplicar o seu dinheiro. Todas instituições financeiras devem disponibilizar aos clientes um questionário de avaliação para identificação do perfil, que pode ser conservador, moderado ou arrojado. De acordo com o seu perfil, que leva em conta o seu grau de aceitação à exposição de riscos, as opções de investimentos serão oferecidas pelo próprio banco. Saiba mais em nosso artigo “Qual o seu perfil de investidor?

 

2º passo: definir em que prazo você vai precisar do dinheiro investido

Alguns investimentos possuem mais liquidez do que outros. Ou seja, podem ser convertidos em dinheiro mais ou menos rapidamente. Isso porque alguns possuem um prazo de carência para serem resgatados; ou incidência de impostos (IOF) elevados nos primeiros 30 dias; ou mesmo possuem um prazo fixo durante o qual o valor não pode ser levantado. Assim, se você acredita que pode precisar do dinheiro num curto prazo, deve evitar estas opções. Ações e outros investimentos de maior risco também podem ser mais interessantes no longo prazo, mas não são recomendados para quem precisará do valor investido num prazo de tempo mais curto (em menos de 1 ano).

 

3º passo: pesquisar as opções disponíveis de acordo com os seus recursos

Para alguns tipos de investimentos não existe valor inicial mínimo exigido para começar a investir ou o valor inicial é muito baixo (acessível a todos). É o caso da Poupança e do Tesouro Direto (plataforma de venda de títulos públicos do Governo Federal). Por isso, embora algumas dessas opções possam não ser as mais rentáveis, são boas para começar a juntar dinheiro e num segundo momento possibilitar um passo maior fazendo um investimento de volume maior. Essas são opções de investimentos em renda fixa com alta liquidez.

Com um volume maior de recursos, as opções de investimentos (seja em renda fixa ou em renda variável) aumentam, seja no banco no qual você já possui uma conta corrente, seja através de uma corretora de valores mobiliários que dá acesso a um leque de opções oferecidas por banco de investimentos, muitas vezes com rentabilidades melhores do que as opções dos bancos de varejo. Saiba mais nos nossos artigos “Investimento em renda fixa” e “Seja um investidor: o que é Renda Variável?”.

 

4º passo: considerar o risco de oportunidade

A lógica geral dos investimentos é: quanto menor o risco (de ter um prejuízo), menor será o ganho (rentabilidade) atrelada a ele, e quanto maior o risco, maior a rentabilidade. Mas isso não é uma regra absoluta. Tendo em conta essa lógica, como os investimentos em renda fixa possuem um risco de perda reduzido, sua rentabilidade não costuma ser elevada. Contudo, são muitos os fatores que irão determinar esta relação tendo-se em conta cada tipo de investimento. Em tempos de inflação alta, por exemplo, um título de renda fixa com rentabilidade atrelada a um índice de inflação pode render muito. LCAs e LCIs disponíveis em bancos de investimentos também costumam oferecer uma rentabilidade diferenciada. Entenda as siglas dos investimentos em “Glossário de Investimentos”.

O custo de oportunidade é uma comparação que se deve fazer entre todas as possibilidades disponíveis na data do investimento, observando aquele que pode render mais. Ou seja, se você aplicar seu dinheiro num investimento que ao final do prazo rendeu menos do que outro que estava disponível na mesma data, você perdeu dinheiro, mas preferiu aquele por achar que tinha menos risco. Este é o custo da oportunidade.

 

5º passo: diversificar os investimentos

Uma forma de evitar grandes perdas é montar uma carteira de investimentos bem variada, que combine aplicações em investimentos de renda fixa, de renda variável e ainda combinando investimentos com maior ou menor liquidez. Por exemplo, você pode deixar uma pequena reserva de segurança na Poupança, investir em um Fundo de Renda Fixa e comprar Ações de uma empresa de infraestrutura, tendo em mente que em um investimento em ações, eventual desvalorização pode ser recuperada no longo prazo. Assim, é aconselhável evitar a concentração dos seus recursos em um único tipo de investimento. Já dizia o velho ditado: nunca coloque todas as fichas na mesma aposta, pois poderá perder todas de uma vez.

Por Samasse Leal

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