Especialistas em finanças geralmente recomendam o investimento em ações quando a economia do país está em crescimento. E é exatamente este o momento que estamos vivendo neste primeiro trimestre de 2018. Considerando que a economia brasileira está saindo de uma recessão que teve início no segundo semestre de 2014 e se estendeu até o final de 2017, quando finalmente o Produto Interno Bruto (PIB) do país fechou o ano em um número positivo (+1,00%), podemos concluir que os setores produtivos (indústria, setor agrícola e comércio/prestação de serviços) estão se recuperando e passando a apresentar ganhos. Assim, com a recuperação das atividades produtivas, a expectativa é que as empresas voltem a ter lucros e cada vez maiores. Confira no artigo como investir em ações e quais os riscos.

Desta forma, investir nas empresas comprando suas ações, passa a ser um bom negócio. Mas isto, desde que, essas ações de fato representem a expectativa de lucro e ainda, que estejam sendo oferecidas na Bolsa de Valores – B3 por um valor vantajoso. São considerados baixos os valores de ações cotadas em torno de R$ 3,00 a unidade.

Contudo, apenas o valor da cotação na Bolsa não é o único fator determinante para decidir comprar uma ação e, assim, investir em uma empresa se tornando sócio dela.

Quando falamos sobre “Investimentos em Renda Variável”, comentamos sobre algumas análises que são necessárias para decidir investir em ações (analisar a empresa que emite a ação; o valor, ou seja a sua cotação na Bolsa de Valores; e analisar também as condições do mercado) e também comentamos sobre as possibilidades de ganhos com as ações:

  • pela variação de preço (cotação na bolsa), o que significa comprar barato e vender caro; e
  • pelo pagamento de remuneração aos acionistas, se a empresa apresenta um bom lucros ela paga bons dividendos e juros sobre o capital próprio.

Saiba que quando você compra ações de uma empresa, se torna sócio dela. Existem dois tipos de ações: as ordinárias e as preferenciais. A ordinárias conferem direito de decisão aos seus acionistas (podem votar nas assembleias de acionistas da empresa) e as preferenciais não conferem poder de voto, asseguram apenas o recebimento de lucro (caso a empresa tenha lucro), e podem assegurar outras preferencias de acordo com regras determinadas pela própria empresa.

Para comprar ações de uma empresa você precisa se cadastrar em uma corretora de valores mobiliários, preencher o formulário de perfil de risco e apresentar comprovantes de rendimentos. Você poderá efetuar as compras dando ordens de compra para a corretora (o mesmo para vendê-las) ou poderá fazer isso diretamente acessando uma plataforma de Homebroker que a corretora pode disponibilizar para você (com senha de acesso). Prefira as corretoras que não cobram taxas de administração e tenha em mente que você deverá pagar o Imposto de Renda sobre o lucro que obtiver com este investimento.

Como todo investimento em renda variável, os valores das ações podem variar com grande frequência na Bolsa de Valores. Assim, este tipo de investimento possui um risco de perda elevado (se o valor das ações cai muito, e com isso elas se desvalorizam, você perde o valor que investiu, porque quando vendê-las terá grande chance de vender por um valor mais baixo do que aquele pagou quando as comprou).

Porém, com o passar o tempo, é possível que o valor dessas ações volte a subir, inclusive superando o valor que você pagou na compra. Por isso mesmo, o investimento em ações é recomendável por um longo prazo, devendo-se acompanhar o comportamento desta variação de preço, para se obter um maior lucro. Por isso se diz que vale a pena comprar as ações “na baixa” (quando estão a um preço baixo) e vender “na alta” (por um preço alto, maior do que o da compra).

Considerando esta característica (investimento para o longo prazo) é comum que as pessoas mais velhas (idosos e aposentados), que, portanto, possuem menos tempo para deixar valores investidos e costumam precisar de seus recursos com mais frequência (pela redução de renda após a aposentadoria), evitem investir em ações. E ao contrário, pessoas mais jovens, que possuem muitos anos à frente para resgatar o investimento, invistam nesses papéis pensando em sua aposentadoria.

Naturalmente, tendo em conta o risco alto de perder o valor inicialmente aplicado, o investimento em ações é recomendado para pessoas com perfil de risco de moderado a arrojado e que desejem ampliar seus investimentos em opções com maior rentabilidade, aplicando parte de seus recursos em renda variável, montando uma carteira de investimentos diversificada.

Por Samasse Leal

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