A Caixa Econômica Federal, banco responsável pelo maior volume de financiamento imobiliário no país divulgou, em 16 de abril de 2018, novas regras para os financiamentos de imóveis residenciais, reduzindo a taxa de juros e ampliando o valor de financiamento dos imóveis. Com isso, comprar um imóvel ficou mais fácil a partir de abril 2018.

Desde 2016 a Caixa não alterava a taxa de juros do crédito imobiliário, que estava fixada em 10,25% ao ano. Agora, para financiamentos no Sistema Financeiro de Habitação – SFH a taxa caiu para 9% ao ano. No Sistema Financeiro Imobiliário – SFI a taxa de juros anual caiu de 11,25% para 10% ao ano.

Outra diferença entre SFH e SFI é o valor limite dos imóveis que podem ser financiados. No SFH só podem ser financiados imóveis avaliados em até R$ 950 mil situados no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal; nos outros estados o limite de valor dos imóveis e de R$ 800 mil. Os financiamentos de imóveis avaliados acima desses valores são enquadrados no SFI.

Além disso, a Caixa também aumentou o valor que pode ser financiado para imóveis usados, passando de 50% do valor do imóvel usado para 70%. Assim, para comprar um apartamento usado o interessado deverá dar uma entrada equivalente a 30% do valor do apartamento, sendo que antes teria que pagar de uma vez a metade do valor do imóvel. Essa é uma boa notícia tanto para quem deseja comprar como para quem deseja vender seu imóvel usado, já que agora ficou mais fácil a obtenção do crédito.

Para imóveis novos permanece o financiamento de 80% do valor do imóvel, devendo o interessado dar uma entrada de 20% do valor do imóvel novo. Esta diferença existe para incentivar a construção de novos empreendimentos para ampliar a oferta de imóveis e também beneficiar a geração de empregos no setor de construção civil.

A transferência de financiamentos também volta a ser aceita pela Caixa Econômica. Assim, quem possui um financiamento de uma casa em um banco com taxa de juros fixada acima dos novos percentuais fixados pela Caixa, pode transferir seu financiamento. Ou, se uma pessoa não está conseguindo arcar com as parcelas e deseja revender o imóvel antes de quitá-lo, também poderá se beneficiar desta nova regra. É importante procurar o banco para se informar e negociar. Ambas as possibilidades, bem como a obtenção do crédito, dependem de análise de perfil e de renda na Caixa.

Pessoas que já possuem financiamento com a Caixa Econômica com contratos anteriores as novas regras devem procurar negociar seus contratos para tentar baixar a taxa de juros, mesmo que seja necessário contratar um advogado para fazer isso, já que a redução do valor da dívida, decorrente da redução da taxa de juros, pode compensar a contratação dele.

No começo de abril de 2018, antes do anúncio das novas regras pela CEF, uma pesquisa identificou que as taxa de juros era cobrada pelos bancos ficava em torno de 9,3% e 9,7%. Com essas mudanças adotadas a expectativa é que outros bancos também reduzam suas taxas de juros ou ofereçam outros benefícios, por exemplo reduzindo as taxas de seguros, aumentando a competitividade entre eles.

Como os financiamentos envolvem muito tempo, podendo chegar a 35 anos de prazo, qualquer redução dos juros causa um impacto importante na diminuição da dívida. Mas fique atento, pergunte sempre pelo percentual da CET – Custo Efetivo Total, porque o crédito imobiliário envolve outras taxas e cobranças e não apenas a taxa de juros anual do empréstimo.

Por Samasse Leal

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