Com a expectativa de um lucro enorme e muito rápido, os Bitcoins são uma moeda digital criptografada que pode ser usada como meio de pagamento (por isso possui valor). Funcionam de forma parecida com o mercado de ações: você compra uma unidade ou uma fração de Bitcoin e acompanha a evolução do preço. Se valorizar, você lucra; se desvalorizar, você perde. A grande questão é que essa moeda virtual teve uma valorização muito rápida desde 2009, quando foi criada, e por isso está sendo vista como oportunidade de gerar riqueza.

Investimento de alto risco

Os Bitcoins não são emitidos por uma empresa ou por um governo. São controlados por uma rede de ponto a ponto, através de uma tecnologia criada por uma comunidade na internet. Isso significa que a comercialização não é centralizada e nem regulada por um órgão oficial. No mercado de moedas digitais isso é visto como uma vantagem que assegura a livre negociação, mas, por outro lado, pode significar uma falta de garantia.

O Banco Central do Brasil (Bacen) já emitiu uma nota alertando para o risco de investimentos em divisas virtuais, que não são reguladas por ele ou por outro órgão oficial no Brasil. O Japão foi o primeiro país no mundo a editar uma lei reconhecendo as moedas digitais criptografadas como forma de pagamento. Outros países se organizam para construir uma regulação.

O risco é assumido integralmente por quem paga pela moeda. Em qualquer mercado, quanto maior o risco, maior é a chance de perda, e por isso o retorno oferecido é mais vantajoso, se comparado há produtos de menor risco.

Como comprar

Os Bitcoins são negociados, via internet, através de um site que funcione como um intermediador de moedas digitais (existem outras moedas menos famosas e cotadas, o Bitcoin foi a primeira criada e agregou valor). Em geral, o interessado deverá fazer um cadastro no site intermediador, criar uma espécie de conta pessoal e depositar valores em reais nessa conta, correspondente ao valor da compra de Bitcoins que deseja efetuar. Então poderá negociá-las na plataforma do site quando desejar, tendo em conta a variação de valor. Também poderá transferir Bitcoins para outras empresas como forma de pagamento pela aquisição de produtos ou serviços.

O preço é definido pela negociação dos compradores interessados e vendedores e é informado no site intermediador. Em 20/01/2018, um site referência no mercado de Bitcoins na América Latina informou o valor de venda de cerca de R$ 41 mil para a unidade de Bitcoin (valor da última operação realizada) e R$ 50,00 para a compra de 0,001 Bitcoin (fração negociável).

Quando foi criada, uma unidade de Bitcoin valia apenas alguns centavos de dólar, assim, teve uma valorização acima de todos os padrões dos mercados financeiros em todo o mundo, em menos de dez anos de existência.

Vai investir?

  • Busque informações, entenda como funciona;
  • Procure um site confiável, que possua endereço fixo e seja registrado com CNPJ como uma empresa prestadora de serviços. Essas informações devem constar nos links “quem somos” ou “termos de uso” dos sites;
  • Observe se o intermediador oferece mecanismos de segurança para a negociação como senhas e códigos aleatórios para confirmação de operações de compra e venda;
  • Consulte pessoas que já negociaram Bitcoins e como foi a experiência com o site intermediador;
  • Pesquise os valores de taxas e comissões cobradas pelos sites intermediadores, elas podem variar livremente. Este custo pode ser um dos critérios de escolha por intermediador, além da transparência de informações dele e mecanismos de negociação;
  • Consulte no site http://coinmap.org/ os estabelecimentos que aceitam Bitcoins como forma de pagamento de produtos e serviços no mundo.

Fique atento, fuja de golpistas. Alguns sites oferecem dobrar Bitcoins cobrando valores baixos e depois desaparecem. Também já foram identificados aplicativos de celulares e computadores oferecendo moedas digitais criptografadas falsas! E, como em todo investimento de alto risco, invista um valor que você possa perder sem impactar sua vida. Não invista tudo o que tem na moeda, encare-a como uma diversificação de sua carteira de investimentos.

Por Samasse Leal

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