A maioria de nós paga as compras maiores – de imóveis a carros – com sistema de crédito (prestações), empréstimo pessoal ou cartão de crédito. Dessa forma, a análise de crédito é de extrema importância. Quanto melhor ela for, maior a probabilidade de você obter uma boa taxa de juros. E a diferença de alguns pontos pode significar uma quantia substancial no período de pagamento do financiamento do carro ou da casa. Portanto, nada de se enrolar e atrasar as prestações. E isso, em tempos de crise e grana curta, não é nada fácil! A palavra de ordem é disciplina. Mas, se você já se enrolou, o primeiro passo é pagar as dívidas. 

Veja como lidar com grandes dívidas e não ficar enrolado por causa de pagamentos atrasados:

Lide com as dívidas mais caras primeiro!

Digamos que você tenha um saldo devedor de R$ 2.000 num cartão de crédito que cobra juros altos (de até 18% ao mês). Além disso, você tem um financiamento do apartamento de R$ 100.000 e um crédito educativo de R$ 10.000. Seu dinheiro só dá para pagar os empréstimos mensais, então, qual dessas dívidas deve ser prioridade?

Primeiro pague a dívida de taxa de juros alta – nesse caso, o cartão de crédito. Mesmo sendo a menor quantia devida, explicam consultores financeiros. Lide com os empréstimos mais caros primeiro e pague os mais baratos  em ritmo mais lento. Isso vai ajudá-lo a pagar menos juros a longo prazo. Observe que mais caros e mais baratos aqui não se referem a valores absolutos. Mais caros são os que oferecem condições menos vantajosas para você e mais baratos os que cobram menos juros. Mesmo que o valor da dívida seja maior, neste último caso.

Faça uma oferta!

Se está devendo aos cartões de crédito e seriamente considerando um acordo para quitar o débito, você tem boas chances de conseguir negociar com as administradoras de cartões. Elas sabem que, se você optar por essa solução, as chances de receberem seu dinheiro de volta serão maiores. Elas também sabem que você tem a chance de mover uma ação na Justiça para tentar reduzir a cobrança de juros.

Você pode, então, se adiantar e fazê-los economizar com honorários advocatícios, propondo uma oferta para liquidar a dívida aos poucos, com pequenos valores regulares. Peça à administradora que congele ou reduza os juros enquanto isso – é muito provável que aceitem. Se precisar de ajuda nas negociações, contate o Procon – Serviço de Proteção e Orientação ao Consumidor – de seu estado ou município. Mas o primeiro passo, que é procurar a administradora, você mesmo pode dar.

E se as dívidas não foram contraídas por você, mas herdadas, siga esses conselhos.