Sim, é verdade. Pode até se tornar uma compulsão e atrapalhar a vida social, se a sua meta não tiver um equilíbrio. Já diziam os sábios conhecedores dos ditados populares: tudo nessa vida precisa ter equilíbrio, porque nada em excesso faz bem.

E sabe por que quando você começa a juntar dinheiro não quer mais parar? Porque você acompanha suas reservas aumentando, o dinheiro se multiplicando sozinho, somente com os juros das aplicações. Então você experimenta as mesmas sensações que uma pessoa é capaz de sentir quando tem um vício. Sente prazer, satisfação, segurança e até mesmo orgulho, poder e excesso de autoconfiança.

Pelo menos, nesse caso, o resultado é positivo. O vício por acumular cada vez mais dinheiro não faz mal e nem prejudica a outras pessoas. Pelo contrário, ele será capaz de garantir sua independência financeira, a realização de sonho ou a conquista de um objetivo. Contudo, pode acabar prejudicando a você mesmo.

Cuidado com os sintomas!

É lógico que nenhuma ação pode ser compulsiva, porque nada que é compulsivo ou sem limites é bom. Então é preciso tomar cuidado para:

  • Não se tornar um mão-de-vaca ou mão fechada;
  • Não excluir o lazer e a diversão totalmente da sua vida pensando em nunca gastar um centavo;
  • Pensar sempre e somente em acumular dinheiro e passar a ter um comportamento não sociável;
  • Viver traçando estratégias de como acumular mais dinheiro e não ter outros pensamentos;
  • Não ter outros interesses e assuntos para conversar, a ponto de se afastar os amigos;
  • Sentir angústia ou medo se precisar usar um valor que esteja aplicado;
  • Imaginar somente cenários negativos para o futuro desenvolvendo fobias. Pode até mesmo acabar agindo de forma a atingir esses cenários;
  • Nunca gastar nada do que acumulou, mesmo já tendo uma reserva de emergência e para o futuro. Ou seja, deixar de aproveitar a vida quando já conquistou a independência financeira e continuar acumulando.

Comportamentos como esses, quando são excessivos ou compulsivos, podem indicar que existe um problema. Até mesmo um problema psicológico.

Já ouviu falar da síndrome do Tio Patinhas?

O Tio Patinhas é o famoso personagem mão-de-vaca da Disney. Já com idade avançada, passou a vida toda preocupado em acumular riqueza se tornando, de fato, muito rico. Porém, vive sozinho em sua mansão, mal conhece os sobrinhos, não se relaciona com familiares e não possui amigos. Acredita que todos que querem se aproximar estão interessados na sua fortuna. E está sempre se protegendo de bandidos que tentam roubá-lo a todo tempo. Ou seja, o Tio Patinhas é na verdade muito sozinho, de personalidade amarga e até infeliz na sua solidão.

Por isso esse comportamento do poupador extremo que chega a prejudicar seu relacionamento com as pessoas recebeu esse apelido.

Talvez o medo de um aperto financeiro futuro ou um acontecimento passado de restrição severa, possam justificar esse perfil. Se você se identificou com o Tio Patinhas, vale a pena investigar e tentar compreender melhor seus medos. Assim, poderá buscar soluções para superá-los e alcançar um equilíbrio nas suas metas.

Evite riscos

Pessoas compulsivas acabam agindo mais por impulso. Por isso estão mais sujeitas a serem enganadas por estelionatários com promessas de ganhos rápidos e altos. Isso mesmo. Estão mais vulneráveis a golpes. É preciso tomar cuidado com promessas vantajosas demais.

Também é comum passarem de um perfil mais conservador (aquele que prefere investimentos com menor risco e de menor rentabilidade projetada), passando a se encorajar a fazer mais investimentos de maior risco e com maior rentabilidade esperada (característicos de um perfil de investidor arrojado). Se você ainda não sabe o seu perfil, descubra no nosso post ‘Qual o seu perfil de investidor?‘. 

Seja um investidor saudável:

Aquele que consegue gastar menos do que o que ganha; Traça metas possíveis e consegue poupar para ter uma reserva de emergência, para conquistar um objetivo ou para garantir conforto no futuro (após a aposentadoria).

Torne-se capaz de equilibrar as fianças pessoais, conquistar a independência financeira e não depender de trabalho para o resto da vida.

Por SAMASSE LEAL

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