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Dispositivo de rastreio, metrônomo ou submergível: os sinos fazem mais do que produzir sons

Dispositivo de rastreio, metrônomo ou submergível: os sinos fazem mais do que produzir sons

Escrito por:

Julia Monsores

Redator
sino de natal
88a243/iStock
Publicado em: Última atualização:

Os sinos, como os presentes e a boa comida, fazem parte do Natal no mundo inteiro. Há músicas sobre sinos; em miniatura e decorados – e às vezes de chocolate – , são pendurados em árvores de Natal; e, não nos esqueçamos, eles também chamam os fiéis para rezar.

Portanto, é interessante saber que os sinos vieram da China, onde eram a medida de todas as coisas. Seu som ajudava a encontrar a afinação correta, seu diâmetro era uma medida de comprimento, o espaço oco servia como medida de cereais e o peso era usado até para ajustar balanças.

O Almabtrieb. Esse maravilhoso evento alpino ocorre todo ano, no outono, e comemora o retorno do gado dos pastos na montanha. Depois de escolhidas, as vacas madrinhas usam enfeites elaborados na cabeça durante a descida até o vale. O grande cincerro no pescoço anuncia de longe a chegada do rebanho.

Como esses sinos são enormes e pesadíssimos, as vacas só os usam durante algumas horas; os sinos utilizados no verão nos pastos da montanha são muito menores e mais leves. Seu badalar permite que o pastor saiba onde está o rebanho e o ajuda a encontrar animais feridos.

Dançar e dar o ritmo ao mesmo tempo é fácil para as dançarinas indianas, porque, quando se apresentam, têm sempre consigo o metrônomo… nos pés! Os ghungroos são tiras de couro ou de tecido de algodão cobertas de peque-nos sinos ou guizos e amarradas nos tornozelos.

Cada passo de dança cria um som específico, e, como quase não reverberam, os guizos ajudam a definir para o público os movimentos rítmicos da dança.

Apreciar com os pés secos o fascinante mundo submarino do Mar Báltico? É fácil dentro de um dos maiores sinos de mergulho da Europa. Em Sellin, no estado alemão de Mecklenburg-Vorpommern, até 30 visitantes de cada vez podem submergir sob as ondas dentro da gôndola em formato de sino.

Com um pouco de sorte, você conseguirá avistar focas-cinzentas, linguados e enguias. A pressão dentro do sino de mergulho é semelhante na terra e embaixo d’água, até mesmo a uma profundidade de 4 metros.

Verdadeiros artistas da sobrevivência. Na verdade, esses delicados sininhos não vicejam só em clima quente; as flores coloridas também brotam nas regiões árticas. Há cerca de 500 espécies de campânula, e todas têm uma coisa em comum: a forma acampanada da flor, que, sem dúvida, lhe deu o nome.

Maria Gloriosa é um dos maiores sinos de movimento livre do mundo. Vários antecessores seus foram destruídos, geralmente pelo fogo. O Gloriosa de hoje está na catedral de Erfurt desde o século 15. Também já sofreu danos. Em 24 de dezembro de 1984, por exemplo, uma rachadura de 60 centímetros silenciou o sino temporariamente. Foi preciso uma solda especializada para devolver a voz ao Gloriosa.

O carrilhão litúrgico toca três vezes na missa católica, logo antes de o pão e o vinho serem transformados no corpo e no sangue de Jesus Cristo. No passado, era comum tocar a sineta para que os fiéis soubessem a hora de se ajoelhar. A missa era celebrada em latim até a década de 1960.

O padre ficava de costas para a congregação enquanto realizava a cerimônia, e o toque do carrilhão assinalava aos presentes o momento em que a transformação ocorria.

por Cornelia Kumfer