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Publicado em: 13 de julho de 2020

Prazer, Sister Rosetta Tharpe, a “mãe” do Rock

Uma mulher, negra e sem medo de encarar a vida: a "mãe" pouco conhecida do Rock, Rosetta Tharpe.

Imagem: Antelope/Mick Csáky/Reprodução

Hoje é Dia do Rock! E apesar de ficarmos em dúvida se o verdadeiro pai do rock é Little Richard ou Chuck Berry, a mãe do rock tem nome e sobrenome: Sister Rosetta Tharpe.

Nascida Rosetta Nubin, em 1915, ela cresceu na cidade de Cotton Plant, Arkansas, à beira do rio Mississipi. Seus pais, Katie Bell e Willis Atkins, trabalhavam na colheita de algodão – “palco” onde os escravos cantavam Blues, uma das influências do Rock’n Roll.

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Rosetta Tharpe e sua guitarra
(Imagem: Michael Ochs Archives/Getty Images)

Após se separar do pai, a mãe Katie, que era pastora na Igreja, levou a pequena Rosetta, com apenas 6 anos de idade para ambas se tornarem evangelistas viajantes da Igreja de Deus em Cristo.

Desde então, ela passou a viver de música, religião e viagens. Há relatos de que com apenas 10 anos, Rosetta já dominava os palcos tocando instrumentos como violão e piano e fazendo alguns passos de dança.

Sister Rosetta era uma mulher à frente de seu tempo. Se casou com o Reverendo Thommy Thorpe (que, por erros de grafia, ela se tornou Tharpe) com apenas 19 anos. Ela o largou quatro anos depois, pois ele se aproveitava de seus dons artísticos para ganhar dinheiro e se sustentar.

Dessa vez foi ela que levou sua mãe para Nova York, em 1938. Sua vida musical decolou após se apresentar em uma casa noturna prestigiada, o Cotton Club.

Sister Rosetta sorrindo com sua guitarra nos braços
(Imagem: Reprodução/Rock Hall)

Apesar de ser forçada a cantar qualquer coisa depois que assinou um contrato de 7 anos com a gravadora Decca Records, aos 25 anos ela estava entre os melhores músicos populares da época, como Lucky Millinder e Duke Ellington.

Em um país assolado pela segregação racial, Rosetta nunca recuou: sua música tinha o objetivo de unir as pessoas – negras e brancas – desde os primeiros acordes tocados por ela nas portas das igrejas.

Em 1944, a cantora lança a música Strange Things Happening Everyday, um marco importante no seu legado porque foi considerada a primeira música do estilo Rock da história. A canção ficou em primeiro lugar na lista de músicas R&B (Rhytm and Blues) da Billboard.

A história oficial diz que o rock nasceu em meados de 1950, com a colisão do R&B com o country branco nos Estados Unidos. O cantor Elvis Presley foi um dos que lançou o estilo, pois era um branco cantando músicas negras – o que levou os americanos à loucura.

Sister Rosetta em oração
(Imagem: Reprodução)

Porém, não há uma data específica para o surgimento do estilo, visto que a “mãe” Rosetta fez seus primeiros acordes nos anos 1940, ou seja, quase 20 anos antes disso acontecer. Por causa de uma das pioneiras ser uma mulher negra, talvez seu nome não tenha sido tão mencionado na história da música.

Sister Rossetta Tharpe era uma artista completa: tinha atitude na voz, tocava diferentes instrumentos, possuía um ritmo dançante, riffs e sonoridades originais de guitarra. Além disso, não era nada comum: casou, separou, viajou sozinha com sua companheira Marie Knight e é uma das criadoras de um dos ritmos musicais mais escutados no mundo.

A mãe do rock é uma boa influência para mulheres dessa geração.

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