Todo final de ano fazemos as famosas resoluções, mas depois da primeira semana boa parte das promessas já foi esquecida. Divirta-se com a crônica da humorista francesa Anne Roumanoff sobre a sua lista de ano-novo:

Um ano atrás, fiz uma longa lista de resoluções de ano-novo: praticar mais exercícios, parar de me revoltar com engarrafamentos, estabilizar o peso, desistir do chocolate, me divorciar de forma harmoniosa, encontrar um novo homem… As resoluções parecem promessas de políticos em campanha: são feitas com sinceridade na hora, mas, quando a realidade bate, a gente percebe que não vai ser fácil pôr em prática.

Os exercícios, por exemplo: desde janeiro passado, fiz três sessões de meia hora de aquaciclismo (depois de contratar dez sessões), pedalei 15 quilômetros de uma só vez (é, eu estava mesmo animada aquele dia), oito sessões de ioga-pilates (mas paguei o ano inteiro) e três aulas de zumba. Graças a um aplicativo que conta meus passos, hoje sei que dou de 211 a 11.796 passos, dependendo do dia. É melhor do que nada, mas muito menos do que eu tinha planejado.

Quanto a estabilizar o peso, tive um certo sucesso. Eu pesava 60 quilos em janeiro passado e agora, um ano depois, ainda peso 60 quilos, só que nos meses intermediários perdi e recuperei uns dez quilos. Abrir mão do chocolate se mostrou impossível.

Ainda estou trabalhando com afinco no divórcio harmonioso, sempre que não estamos no meio de uma briga de foice. Quanto a achar um novo homem, o desafio não é achar, mas manter.

Portanto, eis minhas resoluções para 2019: telefonar mais para os velhos importantes para mim, ter tempo para respirar, gritar quando ficar zangada, chorar quando ficar triste, só sorrir quando tiver vontade, cuidar de mim e, acima de tudo, parar com as metas impossíveis.

Por ANNE ROUMANOFF