Conhecemos a iniciativa solidária que aproveita comida não utilizada dos restaurantes para alimentar moradores de rua no Rio de Janeiro em 2015.

Mas há outras iniciativas, dessa vez com o lixo orgânico. Ou seja, muita gente na cidade está atenta a essa questão. Afinal, pequenas iniciativas de pessoas preocupadas com o futuro ajudam a melhorar o presente, e essa história será contada agora.

Em 2016, os engenheiros ambientais Lucas Chiabi e Tomé de Almeida criaram a startup Ciclo Orgânico, um serviço de coleta domiciliar que redireciona o descarte de alimentos para o processo de compostagem.

Compostagem é o processo de decomposição da matéria orgânica (restos de frutas, verduras e legumes). Isto é, o resultado desse processo é o adubo, que é usado para a fertilização do solo. Torna a terra rica em nutrientes para plantas, melhorando a qualidade do solo, e retém água em solos arenosos.

Como funciona?

Em primeiro lugar, o usuário se cadastra na página e, por  um valor de inscrição e uma pequena taxa de manutenção, recebe um balde para recolher todos os resíduos orgânicos da cozinha. Semanalmente – e de bicicleta, para reduzir ainda mais o impacto ambiental – a equipe de Lucas e Tomé recolhe esse material e leva até uma das sete composteiras localizadas no Parque do Martelo, zona sul do Rio de Janeiro.

No fim do mês, o usuário recebe um balanço do quanto de CO2 e lixo deixou de produzir no planeta por destinar corretamente os resíduos orgânicos e tem direito a uma recompensa: uma mudinha de hortaliça ou o próprio adubo gerado (que também pode ser doado para um agricultor parceiro do projeto).

O que pode ir no baldinho?

Cascas e restos, café e chá (pó, coador de papel e sachês), cascas de ovos e guardanapos sem tinta. Não podem alimentos cozidos, óleos, gordura, carne e ossos. Os idealizadores garantem que o acúmulo não produz mau cheiro nem atrai insetos. Para obter mais informações e participar: cicloorganico.com.br.

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