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Café-conserto inspira o mundo

“Na Europa, jogamos fora coisas demais”, diz Martine Postma (na foto), há muito desapontada com nossa cultura de desperdício. “Eu queria fazer alguma coisa para ajudar.”

O que ela fez foi abrir o primeiro Repair Café em Amsterdã, um espaço social onde é possível aprender a consertar de tudo, de aspiradores de pó e brinquedos a joias e roupas, em vez de jogar fora.

A ideia logo se espalhou. Este ano, o café de Amsterdã completa seu décimo aniversário – e já inspirou mais de 1.500 outros cafés-conserto espalhados pelo mundo.

Por uma pequena taxa, a Repair Café Foundation de Postma ajuda pessoas de outras cidades a abrir seus cafés. A fundação oferece um manual passo a passo, além de dar apoio, e a abordagem básica é a mesma.

Voluntários especializados em consertos mostram aos frequentadores do café como consertar seus itens quebrados. “Eles gostam de dividir conhecimentos e ajudar os outros”, diz Postma. “O importante é fazer algo juntos, aqui e agora.”

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MARTIN WAALBOER/REPAIR CAFÉ

Cortar o uso de água

Uma nova empresa sueca inventou um bico para torneiras capaz de reduzir drasticamente o uso doméstico de água. O bico Dual Flow da Altered se encaixa na torneira existente e atomiza a água numa névoa de milhões de gotículas, reduzindo o fluxo em 98%.

“De uma torneira comum, saem até 10 a 12 litros de água por minuto”, diz Kaj Mickos, que desenvolveu o dispositivo com o genro Johan Nihlén. “Mas só uma pequena parte disso toca suas mãos ou enxágua o prato.”

O bico da Altered também pode ser ajustado num jorro constante, embora ainda com fluxo 85% reduzido quando comparado ao padrão das torneiras. “Para nós, o mais importante é fazer diferença na grave situação da água no mundo de hoje”, diz Johan Nihlén.

Bonde autônomo

O primeiro bonde autônomo da Europa foi bem-sucedido nos 6 quilômetros da rota de teste em Potsdam, na Alemanha. O bonde autônomo Combino parece um bonde comum, mas usa radar, tecnologia a laser e sensores com câmeras como olhos virtuais para perceber o tráfego.

Ele percorre os trilhos a até 50 km/h e pode reagir mais depressa do que um ser humano a riscos existentes a até 100 metros.

Heróis: a pequena Irene salva o dia

O carro estava caído de frente no canal e se enchia rapidamente de água e lama. “Mãe, vamos morrer?”, perguntou Irene, de 8 anos.

Momentos antes, Giorgia Maron prendera a filha na cadeirinha do carro para levá-la à escola. Ela saiu um instante do veículo e, com horror, viu que ele começava a rolar rumo ao canal que passa perto de sua casa, numa aldeia próxima a Legnago, na Itália.

Desesperada, ela pulou de volta no carro enquanto ele caía na água para soltar o cinto da filha e ajudá-la a escapar. Nisso, a pressão da água tornou impossível abrir a porta. Ela tentou quebrar a janela usando os pés, mas não conseguiu.

Rápida como um relâmpago, Irene teve uma ideia melhor. Ela viu o botão da janela elétrica e pulou sobre ele. O sistema ainda funcionava, e, pela janela aberta, mãe e filha conseguiram escapar do carro que afundava.

“Não tive medo, só fiquei um pouco assustada”, disse Irene depois.

Por JAMES HADLEY