Quem tem filhos precisa ficar atento e sempre procurar ter um diálogo aberto. Hoje, muitos jovens consideram a Internet o melhor local para encontrar tudo o que sempre quiseram saber sobre sexo e sexualidade. Palavras-chaves inocentes podem levar a imagens explícitas e filmes pervertidos. Muitas páginas não trazem sequer a advertência “conteúdo impróprio para menores de 18 anos”. A Internet está substituindo os amigos, os livros e as revistas de banca de jornal como fonte principal da busca de respostas para as perguntas sobre sexo. É facílimo ir à Internet para satisfazer, com imediatismo, a curiosidade sobre sexualidade.

Embora exista uma orientação nos parâmetros curriculares do MEC para que o assunto seja tratado pelos professores, a educação sexual não é obrigatória nas escolas brasileiras. A responsabilidade de falar sobre sexualidade e sexo é papel dos pais. Se não o fizerem, os filhos aprenderão com a pornografia e com fontes inadequadas.

Mas como falar de sexo com os filhos?

É provável que seu filho não queira falar do assunto com você, mas é necessário que você insista. Explicar questões relacionadas ao controle de natalidade e DSTs é fundamental. Não tenha medo de entrar em detalhes em assuntos específicos, como por exemplo: como colocar uma camisinha corretamente.

Quando surgem os primeiros questionamentos, é hora de os pais aproveitarem para conversar.

É bastante comum que crianças mais novas façam perguntas. Nesses casos os pais devem responder só o que foi perguntado. Sem entrar em muitos detalhes. Segundo a sexóloga e psicóloga Laura Muller, não existe hora certa para começar a falar de sexo. Quem define isso é sempre a criança, quando ela começa a fazer perguntas.

Outra questão importante a ser tratada é o abuso sexual. Explique ao seu filho que o corpo dele é só dele. E que ninguém pode tocá-lo por baixo da roupa ou de forma inapropriada. Oriente-o a procurá-lo caso algo aconteça. “Essa é uma forma de evitar abusos com as crianças”, afirma a especialista.

É comum que os pais fiquem muito ansiosos ou com receio quando o filho (ou filha) apresentam alguma tendência homossexual, e tendem a evitar o assunto. Mas o diálogo nesses casos é de extrema importância. Não só para orientar o seu filho a respeito da prevenção de doenças, mas também pelas questões emocionais e psicológicas que podem afetá-lo.

A conversa costuma ser bastante delicada nesses casos e deve ser tratada com extrema paciência e carinho. Tenha em mente que será um momento difícil para ambos. Deixe claro que a homossexualidade não é uma doença e que você o ama acima de tudo! Ter o apoio e respeito da família é muito importante para o desenvolvimento saudável da criança ou adolescente homossexual.

Livros que podem ajudar na conversa sobre sexo e sexualidade

Para discutir a sexualidade com os filhos, os pais podem consultar alguns livros como Conversando com seu filho sobre sexo e Tribo adolescente: sexo, namoro, camisinha, gravidez e outras dúvidas, ambos do sexólogo Marcos Ribeiro, ou Sexualidade – um guia de viagem para adolescentes, de Cristina Vasconcellos. Outro título que pode ser útil é Mitos e tabus da sexualidade humana, de Jimena Furlani.