Para a maioria dos casais, os primeiros anos de casamento determinam o sucesso ou o fracasso da união, especialmente para os parceiros que já se divorciaram anteriormente ou são viúvos. Quase todos os casamentos – seja ele o primeiro ou o quarto – começam com uma paixão avassaladora. Mas, algum tempo depois, mergulham nas águas monótonas da rotina. O que fazer quando o casamento cair na rotina? Saiba mais sobre o que acontece no primeiros anos de casamento e como encarar essa nova fase.

O efeito “montanha-russa”

Os primeiros 24 meses de seu relacionamento serão uma grande aventura à medida que a empolgação inicial começa a diminuir. Você perceberá que ele é apenas humano, e poderá sentir-se entediado, decepcionado, confuso, irritado, até mesmo traído. E então, talvez, questione sua escolha ou conclua que seu cônjuge não é realmente a “pessoa ideal”.

É muito fácil concluir que algo deu errado logo nos primeiros anos de casamento quando, na verdade, vocês apenas chegaram ao ponto crucial em que a fantasia se confronta com a realidade.

Então, o que fazer quando o casamento chega nesse estágio?

Bem, agora é o momento de encarar com vontade e sabedoria a nova fase da vida que se inicia.

Casais que passaram por esse momento de provação e permanecem felizes e unidos afirmam que ainda se sentem em transformação e aprendendo coisas novas mesmo depois de tantos anos. Apesar da empolgação do começo do relacionamento ter passado, vocês não são as mesmas pessoas que eram quando se casaram. Ainda há muito a se descobrir sobre o parceiro. Seguir evoluindo e conhecendo um ao outro é o melhor caminho.

Michael Hoxsey, de Ohio, EUA, casado há 48 anos, diz achar que parceiros devem se ver sempre “comprometidos” um com o outro, em vez de “unidos para sempre”. Ao longo de sua vida e de seu casamento, você continuará sempre se perguntando ‘Quem sou eu?’, ‘Quem é você?’ e ‘Quem somos nós?’. O período de envolvimento, quando o casal está criando sua realidade, nunca deveria se encerrar.

Mas nem tudo são flores…

E como lidar com os inevitáveis aborrecimentos do convívio diário? Os fundamentos ainda se aplicam, afirma Barbara Christensen, da Virgínia, casada com Chris há 56 anos. “Nutrimos um respeito genuíno pelo outro. Às vezes, ficamos irritados, é natural, mas aprendemos a empregar os mecanismos que adquirimos há muito tempo. Falamos sobre o assunto e nos sentimos unidos de novo”, conta ela.

Comunicação, confiança, intimidade emocional e sexual, disposição para solução de problemas e curiosidade para seguir conhecendo seu parceiro são fundamentais para construir uma ligação forte que resista mesmo após os dois primeiros anos juntos.

Por isso, encare o desafio de cair na rotina após os primeiros anos de casamento como os nadadores e surfistas encaram a travessia da “zona de arrebentação”. Ou seja, a passagem inicial pela a parte do mar na qual as ondas quebram causando grande turbulência para as águas mais calmas e agradáveis.