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Publicado em: 23 de maio de 2019

Dublês: desafiando a morte para ganhar a vida

Imagem: Acervo pessoal/ The Rock

As cenas de ação, das sequências de pancadarias às incríveis façanhas em desfiladeiros, sempre constituíram um importante ingrediente do cinema. E, praticamente desde o início da utilização desse tipo de cena, foram empregados dublês. Esses profissionais treinados para atuarem em cenas perigosas no lugar dos atores geram gratidão e admiração pelos seus companheiros de set. Por isso, não à toa, o ator The Rock presenteou seu dublê com uma caminhonete de presente.

“Ao longo da minha carreira, meu dublê (e primo) Tanoai Reed quebrou vários ossos, machucou tendões e rompeu tendões. E simplesmente tem sido durão e recebido vários prêmios de “dublê do ano”. Tudo isso feito com um objetivo em mente – fazer o melhor filme possível para o mundo.” (The Rock)

Nos primórdios da indústria cinematográfica, imediatamente após a Primeira Guerra Mundial, os dublês eram conhecidos em Hollywood como “o pessoal dos tombos”. Eles constituíam um grupo de antigos cowboys, pilotos da força aérea e de carros de corrida e acrobatas, cada qual com sua especialidade. 

Ossos do ofício de dublês

Na década de 1920, à medida que a celebridade das estrelas de cinema aumentava, os dublês eram cada vez mais solicitados para executar proezas que os estúdios consideravam demasiadamente perigosas para serem efetuadas pelos atores. Embora os intérpretes dos filmes de ação gostassem de dizer que eles próprios executavam as cenas arriscadas, em geral não era verdade. Até mesmo o atlético Douglas Fairbanks era por vezes substituído. 

Geralmente, o pior que podia acontecer aos dublês eram contusões, hematomas e ossos partidos – acidentes mortais eram raros. Os dublês desenvolveram rapidamente técnicas para executar o seu trabalho de modo espetacular e seguro. No entanto, os acidentes ainda ocorrem e o trabalho dos dublês é por isso muito valorizado e bem remunerado.

O caso Mantz

Entre as proezas mais lendárias está a extraordinária aterrisagem de uma fortaleza-voadora, um B-17 pilotado por Paul Mantz no filme Almas em Chamas, de 1950. Mantz, dublê de Gregory Peck, ganhou 6.000 dólares pela cena, soma considerável na época.

Entretanto, Mantz morreu 15 anos mais tarde num acidente. Sua morte ocorreu ao tentar executar uma aterrissagem igual para o filme O Vôo da Fênix.

Outro feito impressionante foi realizado com êxito por Dar Robison ao lançar-se em queda livre de uma torre de 360m de altura no filme High Point. Robison, que treinou intensamente para esse salto, ganhou 150.000 dólares pelo risco da operação.

Momento em que a aterrissagem do dublê Paul Mantz dá errado.

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