Carteiros franceses ajudam idosos

“É uma delícia receber o carteiro porque, geralmente, não vejo ninguém a semana toda”, diz Janine, de 81 anos. Ela participa de uma iniciativa dos Correios franceses cujo objetivo é ajudar idosos que moram isolados, longe dos parentes.

No programa chamado Veiller sur mes parents (Cuidar de meus pais), as famílias pagam a partir de 20 euros por mês para carteiros visitarem seus pais na ronda da manhã. As visitas podem ser semanais ou mais frequentes, e o relatório é enviado à família.

Também há serviços adicionais à disposição, como uma linha telefônica de emergência 24 horas.

Janine mora na região de Vaucluse, no sul da França; o marido morreu há alguns anos, e as filhas vivem em Paris, a 600 quilômetros.

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“Elas ficam preocupadas por eu estar sozinha no meio do nada”, diz ela. Visitada pelo carteiro Nicolas Dezeure, ela adora os 15 minutos de conversa na cozinha toda segunda-feira de manhã.

“Ela sabe tudo sobre mim!”, diz Dezeure, que depois das visitas manda mensagens às filhas de Janine.

“As pessoas estão vivendo mais”, observa Eric Baudrillard, chefe da nova estratégia do serviço postal francês. “E mais gente quer ficar na própria casa o maior tempo possível.”

Estônia cria seu sexto parque nacional

Alutaguse, novo parque nacional na Estônia.

Quase um século depois da ideia proposta pelo botânico e conservacionista Gustav Vilbaste, a Estônia criou um novo parque nacional, o sexto do país.

O Alutaguse se estende por mais de 43 mil hectares no nordeste da Estônia, com uma diversidade extraordinária de hábitats, inclusive a maior área pantanosa do país e uma densa floresta de coníferas, a mais longa praia de areia etc.

É um hábitat importante para muitas espécies notáveis, como as águias-reais, os ursos-pardos, os esquilos-voadores noturnos e o lagópode-escocês, em risco de extinção.

Siim Kiisler, ministro do Meio Ambiente, descreve o parque como “um lindo presente para toda a Estônia”.

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Em Luxemburgo, transporte público gratuito

Luxemburgo pretende se tornar o primeiro país do mundo a abandonar a cobrança de todo o transporte público, numa medida para aliviar os engarrafamentos crônicos. A cidade de Luxemburgo tem 110 mil habitantes, mas outras 400 mil pessoas vão à cidade para trabalhar. A iniciativa deve entrar em vigor em março do próximo ano.

O Muro de Berlim ganha proteção

Muro de Berlim, símbolo da guerra fria

Com a aproximação do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, o futuro da parte mais longa que resta do muro-símbolo da guerra fria foi assegurado.

A East Side Gallery, com 1,3 quilômetro de extensão, na Mühlenstrasse, perto do centro da cidade, enfrentou a possibilidade de demolição em função de uma explosão de obras na área. Mas a Fundação Muro de Berlim, que administra outros monumentos e museus da cidade, assumiu o controle da chamada “maior galeria ao ar livre do mundo”.

Esse trecho do muro se transformou depois de 1989, quando 118 artistas foram convidados a pintar sua superfície de concreto. As pinturas exprimem a euforia e a tremenda esperança de um futuro melhor e mais livre. Um dos murais, do pintor russo Dmitri Vrubel, mostra o beijo entre o líder soviético Leonid Brejnev e Erich Honecker, líder da Alemanha Oriental.

A East Side Gallery é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Axel Klausmeier, diretor da fundação, a descreve como “um símbolo de alegria”.

Milhares de filhotes de enguia resgatados em aeroporto

Os funcionários da alfândega libertaram 5 mil filhotes de enguia no Rio Reno depois de encontrá-los em uma bagagem despachada no Aeroporto de Frankfurt. As enguiazinhas iam para o Vietnã.

Na Ásia, as enguias são consideradas uma iguaria que aumenta a virilidade, e um quilo delas pode ser vendido entre 3 mil e 5 mil euros. Os filhotes estavam em sacos cheios d’água na mala de uma mulher da Malásia.

Hans-Jurgen Schmidt, porta-voz da alfândega, disse que as enguias “gostaram de voltar a seu elemento”.

Empreiteiro bondoso finaliza obra

Quando um construtor fajuto enganou Sarah Ibbotson, ela ficou arrasada e indefesa. Moradora de York, na Inglaterra, ela sofre da síndrome de Ehlers-Danlos, está em estágio terminal e precisa de cadeira de rodas. Por isso, pagou 41 mil libras para fazer uma reforma na casa. Mas o empreiteiro contratado pegou o dinheiro e sumiu, deixando a obra inacabada.

Sarah recorreu ao empreiteiro Roy Allen, que ficou chocado com o estado da casa quando foi orçar os reparos. “Francamente, nunca vi nada como aquilo”, diz ele.

Allen ficou tão chocado que ele e seu pessoal fizeram a obra de graça, repondo janelas e portas e consertando o aquecimento central.

“Fiquei com muita pena dela. Quis fazer o possível para ajudar”, diz ele.

“Passei pelo inferno”, diz Sarah. “Não há palavras suficientes para exprimir como me sinto grata.”

Compilado por James Hadley

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