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Publicado em: 5 de fevereiro de 2021

Odor excessivo pode ser bromidrose; médico explica tratamentos

Popularmente conhecido como "cê-cê", o odor corporal pode ser reduzido com algumas medidas

Imagem: LittleBee80/iStock

Embora seja uma condição ainda pouco conhecida, a bromidrose causa uma série de desconfortos em quem a tem. E isso porque o odor excessivo, característica dessa condição que afeta principalmente homens após a puberdade, pode gerar insegurança e vergonha.

Por causa dessa condição, até mesmo antitranspirantes e perfumes não conseguem disfarçar o odor — o que faz com que as pessoas se sintam ainda mais inseguras e evitem se expor às altas temperaturas.

No entanto, de acordo com o Dr. Alexandre Kataoka*, há algumas opções de tratamento para controlar esse quadro. Confira agora o que é a bromidrose, quais são as causas e cuidados diários para controlá-la.

O que é a bromidrose?

o que e bromidrose
Imagem: eternalcreative/iStock

O odor corporal, na maior parte das vezes, ocorre de forma natural. No entanto, quando ele se torna excessivo e muito forte, pode ser um sinal de bromidrose.

Essa é uma condição que afeta as regiões sudoríparas do corpo, fazendo com que esse suor seja acompanhado de um odor desagradável. Não é grave, no entanto, costuma atrapalhar a qualidade do indivíduo, que pode sentir-se desconfortável.

Por que ocorre?

Esse forte odor está ligado a produção de suor que, ao ter contato com fungos e bactérias, produz o mal cheiro.

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Nós possuímos dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as apócrinas. As écrinas, presentes em toda a nossa pele, são responsáveis por regular a temperatura corporal em torno de 36,5. O suor liberado por essa glândula não tem cheiro, pois é composto basicamente de água e sais minerais.

Já o suor que causa mau cheiro é produzido pelas glândulas apócrinas, que estão localizados em pontos específicos do corpo. Como axilas, mamilos, região genital, couro cabeludo e planta dos pés.

“O suor produzido por essas glândulas possui mais que água e sais minerais. Na maioria das vezes, esse suor tem também restos celulares e quando estão em contato com fungos e bactérias (micro-organismos) ocorre uma ação química e o suor apresenta um forte odor”, relata o cirurgião plástico, Dr. Alexandre Kataoka.

Causas da bromidrose

A bromidrose pode surgir por vários motivos, incluindo:

  • Ação de micróbios;
  • Alcoolismo;
  • Ingestão de alguns alimentos específicos, como alho, pimentas e cebola;
  • Diabetes;
  • Determinados antibióticos e hormônios.

Cuidados diários

bromidrose suor excessivo odor corporal
Imagem: Tinatin1/iStock

Para minimizar os sintomas da bromidrose, alguns cuidados diários devem ser seguidos. São medidas simples que conseguem controlar a situação, sobretudo se forem feitas de maneira rotineira.

No banho e depois dele:

  • Use um sabonete antisséptico;
  • Seque bem a pele com a toalha, para eliminar todos os vestígios de umidade da região (pode usar um secador, se preferir);
  • Converse com o farmacêutico sobre uma formulação de desodorante ou antitranspirante ideal para a bromidrose.

Atenção às roupas:

  • Evite roupas de materiais sintéticos, como poliéster e náilon. Dê preferência aos tecidos de fibras naturais, como algodão, que permitem que a pele respire melhor;
  • Lave as roupas com produtos que ajudem a eliminar os odores (existem produtos para essa finalidade específica. Normalmente encontram-se em supermercados junto aos sabões em pó e amaciantes).
  • Evite usar calçados fechados, que aumentam a umidade dos pés;
  • Caso use sapatos fechados, retire-os ao chegar em casa e deixe-os em um lugar arejado.

Atenção aos alimentos:

Evite a ingestão excessiva de álcool e de comidas condimentadas, que aumentam a sudorese.

Tratamentos para bromidrose

Imagem: Prostock-Studio/iStock

Existem vários tipos de tratamento para a bromidrose. No entanto, para determinar o melhor método, é preciso identificar primeiro qual é a sua causa. E assim, avaliar as opções que se adequem melhor a cada caso.

Para casos mais severos, recomenda-se a cirurgia. A técnica consiste na redução da secreção e do número de glândulas apócrinas por aspiração e/ou remoção direta.

“Em casos em que a toxina botulínica não foi efetiva, a opção é o procedimento cirúrgico. Dentre as cirurgias, podemos realizar duas: a lipoaspiração superficial da região afetada ou a retirada total da região; ou ainda a combinação da duas técnicas”, diz o cirurgião.

Assim como toda cirurgia, é necessário realizar, antes, exames pré-operatórios. Além disso, é fundamental escolher um local de confiança, para evitar complicações.


* Dr. Alexandre Kataoka é cirurgião plástico, médico perito concursado pelo Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo (IMESC), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e diretor do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (DEPRO).

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