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Publicado em: 20 de maio de 2021

Doença intestinal inflamatória: quais remédios podem ajudar?

Letícia Taets
Última atualização: 24 de maio de 2021
Por: Letícia Taets

Saiba quais medicamentos podem te ajudar a lidar com a doença e sentir menos dor.

Doença intestinal inflamatória: quais remédios podem ajudar? Imagem: Andrea Piacquadio/Pexels

Se você costuma sentir cólicas intestinais, dores no abdômen, cansaço e tem sangramento no reto, é possível que você tenha uma doença intestinal inflamatória. Por definição, a doença intestinal inflamatória é uma reação imune anormal e inclui a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Após o diagnóstico, existem alguns medicamentos que podem ser usados no tratamento desses distúrbios.

Como esses medicamentos atuam?

Os dois grupos de remédios são encontrados nas formas de comprimidos, enema e supositório e reduzem a resposta inflamatória natural do corpo, embora o façam de modos diferentes. São eles:

  • Aminossalicilatos: esses medicamentos, como a sulfassalazina e a mesalazina, evitam a liberação de prostaglandinas (que fazem parte da resposta inflamatória do corpo) pelo revestimento intestinal lesado. Os aminossalicilatos são usados nas crises agudas de colite (inflamação do cólon), mas sua principal função é evitar crises recorrentes.
  • Corticosteroides: evitam o deslocamento dos leucócitos para a área lesada. Na doença de Crohn ou na colite ulcerativa, os corticosteroides (esteroides, para abreviar) são administrados na forma de supositórios ou enemas de espuma, para que a substância chegue rapidamente ao local de ação. Podem ser usados em altas doses, em curso breve, nas crises graves de doença intestinal inflamatória.

Quais são os efeitos adversos desses medicamentos?

Embora os remédios sejam essenciais para o tratamento, eles também podem causar alguns problemas. (Imagem: Sora Shimazaki/Pexels)

Os aminossalicilatos podem causar diarreia, náusea e cefaleia. Como há pequeno risco de distúrbios do sangue,
quem os toma é sempre instruído a relatar equimoses, sangramentos ou dores de garganta inexplicadas. Os efeitos
adversos do uso prolongado de corticosteroides são diabetes, osteoporose e indigestão.

Em crianças, podem atrasar o crescimento. Em adultos, o uso contínuo de altas doses pode causar síndrome de Cushing – caracterizada por “face de lua cheia”, acne, equimose, edema (inchaço) e deposição de gordura nas costas. Qualquer pessoa em tratamento a longo prazo com esteroides deve sempre portar um cartão informando detalhes sobre a substância e a dose.

Durante o tratamento a longo prazo com esteroides orais, há supressão da produção natural de corticosteroides pelas glândulas suprarrenais. A interrupção do tratamento com esteroides deve ser gradual e orientada pelo médico, para permitir que essas glândulas retomem a produção de esteroides naturais.

Antibióticos

O emprego de antibióticos em doenças gastrintestinais é limitado a infecções específicas, recorrendo-se a eles
somente quando não se conhece a causa. Quase todos os pacientes com úlcera duodenal e 75% dos pacientes com úlcera gástrica estão infectados pela bactéria Helicobacter pylori.

Por isso, hoje os antibióticos fazem parte do tratamento das úlceras. A associação de um medicamento específico para cicatrização de úlceras com dois antibióticos tem grande impacto em prevenir a recorrência de úlceras – um problema importante quando se usam apenas remédios para cicatrização. Esse tratamento triplo é muito eficaz e dura apenas uma ou duas semanas.

Como os antibióticos atuam?

Os antibióticos interferem nas vias metabólicas das bactérias, sobretudo as usadas na síntese das paredes celulares, causando sua desintegração.

Quais são os efeitos adversos?

Eles podem provocar diarreia, embora sem gravidade. Também alteram o equilíbrio da flora intestinal saudável e da levedura Candida albicans. A candidíase ou monilíase, uma infecção vaginal causada por essa levedura, é um efeito
colateral muito comum da antibioticoterapia em mulheres.

Imunomodeladores/Imunosupressores

Estes remédios atuam de diversas maneiras para suprimir a resposta imunológica que libera no corpo substâncias químicas indutoras de inflamação. Uma vez liberados dentro do corpo humano, esses produtos químicos podem danificar o revestimento do trato digestivo.

Alguns exemplos de drogas imunossupressoras incluem azatioprina, mercaptopurina e metotrexato.

Efeitos colaterais

O uso contínuo de imunossupressores pode levar ao desenvolvimento de efeitos colaterais tais como dor de cabeça, sonolência constante, erupção cutânea, náusea e vômito, além de perda de cabelo. Também é importante compreender que, enquanto tomando imunossupressores, a capacidade do corpo de vencer infecções diminui. Por isso, é importante estar atento a qualquer sinal do corpo.

Agentes biológicos

Os agentes biológicos fazem parte de uma nova categoria de tratamento, na qual o foco principal é direcionado para neutralizar as proteínas do corpo que estão causando inflamação. Alguns são administrados por meio de infusões intravenosas e outros são injeções que você aplica em si mesmo.

Os exemplos de agentes biológicos incluem infliximabe, adalimumabe, golimumabe, certolizumabe, vedolizumabe e ustekinumabe.

Efeitos colaterais

Apesar de serem bem mais leves do que a média dos tratamentos para doença intestinal inflamatória, os efeitos colaterais comuns dos agente biológicos são, principalmente: vermelhidão, coceira, hematomas, dor de cabeça, febre, leve dificuldade ao respirar, pressão sanguínea baixa e urticária ou erupções na pele.


Atenção!

O desconforto intestinal leve é tão comum que é quase normal – um adulto pode ter um sintoma por dia. Não é possível nem recomendável ir ao médico a cada vez que se sentir um desconforto ou uma dor leve, mas é sensato evitar o sofrimento desnecessário. Isso significa que o autotratamento com remédios caseiros ou vendidos sem receita médica faz parte dos cuidados com a saúde. Mas é possível haver exagero? É quase certo que sim, e talvez seja aconselhável conversar sobre os sintomas com um amigo ou parente antes de tomar mesmo um remédio simples, como um antiácido. Procure o médico caso você esteja se automedicando regularmente.

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