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Publicado em: 27 de julho de 2021

Pesquisa do IBGE aponta que home office prejudica a visão

Ficar muitas horas seguidas na frente das telas dos aparelhos prejudica a visão

Imagem: Prostock-Studio/iStock

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o trabalho em home office virou uma realidade mais ampla no Brasil. Com a necessidade de distanciamento social, a presença nos escritórios foi substituída pelo serviço feito remotamente.

Toda a dinâmica de um escritório, desde as reuniões importantes até as interações entre colegas, passou a ser feita através das telas. Sendo assim, diante de tanto tempo olhando para elas, trabalhadores têm sentido o que chamam de fadiga visual.

Também identificada como síndrome da visão de computador (SVC), esse tipo de mal-estar na vista é derivado do uso inapropriado da mesma, e, como sabemos, nunca foi saudável passar tanto tempo diante das telas digitais.

Leia também: As dificuldades do home office

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE apontou na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio COVID-19 (PNAD) que, entre os profissionais que vivem no regime de carteira assinada, o home office subiu de 3% para 12%.

E uma das questões físicas primordiais em relação ao trabalho remoto é a nossa relação com as telas. Passados esses meses, como se comportam os olhos de quem passa a maior parte do dia com o computador e o celular, mediando as atividades que precisam ser executadas? 

Causas da fadiga visual

A fadiga visual ocorre pelo aumento do tempo que se usa olhando para as telas digitais. Isso faz com que a visão seja mais exigida para acompanhar o que acontece nos dispositivos. Com o constante estímulo, acabamos piscando menos vezes e isso resulta na secura dos nossos olhos.

Esse aumento de trabalho exigido dos olhos faz com que eles se cansem e comecem a manifestar sintomas dessa exaustão.

Sintomas

A fadiga visual pode estar associada aos seguintes sintomas:

  • dor de cabeça;
  • percepção de olhos secos; 
  • dificuldade na leitura;
  • ardor e/ou desconforto nos olhos; 
  • vista embaçada;
  • coceira. 

Quanto mais se estiver em contato com os dispositivos eletrônicos, de forma mais intensa esses sintomas vão se manifestar.

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Pode ser necessário o uso de um colírio para combater a fadiga visual. (Imagem: Prostock-Studio/iStock)

Tratamentos 

Como com qualquer mal-estar, o tratamento deve ser individualizado, atendendo às demandas específicas de cada um. O conselho geral é que se procure um médico oftalmologista para que ele analise o caso por meio de exames e indique o tratamento adequado.

Em primeiro lugar, o oftalmologista vai perguntar ao paciente sobre sua rotina e o uso da visão nos seus afazeres. Esse contexto é importante para saber que tipo de influência física existe diante da vista da pessoa. A partir disso, algumas medidas podem ser tomadas e elas incluem:

  • Uso de colírios adequados para melhorar a sensação de ardência e a qualidade da visão. 
  • Terapia ocular, com o intuito de treinar o foco por meio de exercícios estimulantes.
  • Uso de óculos com lentes que vão ajustar o que tiver de inadequado na vista.

Prevenindo a fadiga visual

Algumas medidas podem ser tomadas como prevenção da fadiga da vista. São elas:

  • Reduzir o brilho e aumentar o contraste das telas.
  • Manter distância de aproximadamente 60 cm entre os olhos e a tela.
  • Iluminar o ambiente, de modo que a luz das telas não sejam as únicas acesas.
  • Lembrar de piscar voluntariamente.
  • Dar pausas para descansar a vista longe dos aparelhos.

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