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Publicado em: 26 de junho de 2021

Transfusão de sangue: entenda o que é e quando fazer

A transfusão de sangue é um procedimento médico importante e que pode salvar vidas.

Imagem: ThitareeSarmkasat/iStock

Chamamos de transfusão de sangue o procedimento médico no qual o sangue, ou partes constituintes do mesmo, são colocados no organismo de um paciente que esteja precisando. Em alguns casos, a transfusão pode ser indispensável, já que o sangue é um fluido de extrema importância para o funcionamento do nosso organismo. Um sangue deficiente ou em pouca quantidade no corpo pode ser fatal.

Quando é preciso fazer uma transfusão?

A necessidade da infiltração do novo sangue pode surgir de várias formas. Dentre elas, as mais comuns são:

  • Anemias profundas
  • Cirurgias com muita dispersão sanguínea 
  • Hemorragias com grande perda de sangue
  • Transplante de órgãos ou medula
  • Doenças renais
  • No tratamento de pacientes com câncer em quimio ou radioterapia (pois esses afetam a produção sanguínea)
  • Doenças específicas do sangue, como a leucemia ou hemofilia

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O nosso corpo produz sangue de forma natural, então a transfusão funciona como um método paliativo, até que chegue o momento onde o nosso corpo consiga fabricar sangue saudável por ele próprio. Um médico deverá fazer esse acompanhamento de perto e a quantidade de transfusões varia de acordo com a necessidade de cada paciente.

Como é o procedimento de transfusão?

A transfusão de sangue é um procedimento importante e que pode salvar vidas. (Imagem: vladm/iStock)

Antes de ocorrer a transfusão, é necessário que o sangue a ser implantado seja correspondente ao sangue biológico do paciente. Ou seja, os tipos sanguíneos precisam ser os mesmos e isso é muito importante, pois o sistema imunológico pode dar respostas negativas ao sangue que seja diferente. 

Checado os tipos sanguíneos, a transfusão é feita de modo injetável, como no recebimento de soros e remédios por via venosa. Esse procedimento dura entre 3 e 4 horas e, por isso, é importante que ocorra rapidamente em casos graves, pois uma hemorragia muito forte pode ser fatal. A transfusão é indolor e não necessita anestesia.

Tipos de transfusão

De acordo com a necessidade de cada paciente, a equipe médica vai avaliar qual o tipo de transfusão é necessária. Nos casos mais graves será preciso a reposição completa do sangue. Em casos menos graves, os médicos podem transferir apenas alguns dos vários componentes biológicos que existem no sangue humano. Dentre eles: 

  • Plaquetas: Nosso sangue precisa ter níveis determinados de plaquetas para estarmos saudáveis. Caso haja uma baixa de plaquetas, é necessária a transfusão das mesmas.  
  • Glóbulos Vermelhos: Também chamadas de hemácias, esses glóbulos são células de extrema importância no funcionamento do organismo. Portanto, na ausência de uma quantidade saudável, é preciso que se faça a transfusão.
  • Plasma: O plasma é o componente líquido do sangue. Geralmente, precisa da transfusão dele os pacientes carentes das proteínas presentes na corrente sanguínea.

Transfusão de sangue pode dar complicações?

Em alguns casos, sim. Num aspecto geral, a transfusão é um procedimento com baixo risco, mas quadros sem sucesso podem acontecer e quando isso ocorre, damos o nome de Reação Transfusional. Elas podem ser imediatas, ou seja, ocorrem em até 24 horas depois do término da transfusão, ou tardias, quando ocorrem depois desse prazo de um dia. Alguns sintomas comuns dessa reação adversa são:

  • Febre
  • Calafrios
  • Náusea
  • Vômitos
  • Dor no local da aplicação
  • Dores no tórax ou abdome
  • Incômodos na pele, como urticárias e pruridos
  • Tremores

Caso o paciente sinta alguma reação fora do comum, é preciso se consultar urgentemente com o médico responsável pela transfusão sanguínea para que o mesmo o oriente sobre como proceder. Essa reação pode ocorrer por falha da equipe médica envolvida na transfusão, por isso, é preciso sempre que o procedimento ocorra em um lugar seguro e com profissionais especializados.

De onde vem o sangue?

O sangue que vai ser inserido no corpo de um paciente pode ter duas origens: 

  • Transfusão autóloga: é a transfusão do sangue do próprio paciente. Ocorre após tratamentos de saúde agressivos ao sangue ou cirurgias programadas. O material é recolhido num momento anterior e reposto quando o paciente necessitar do mesmo. 
  • Transfusão alogênica: é a que ocorre com o sangue de uma terceira pessoa. De acordo com cada caso, esse sangue pode vir de alguém próximo (familiar ou amigo), mas em muitos casos ele vem do banco de sangue do próprio hospital ou de institutos de saúde especializados em hematologia. Por isso, é importante a prática da doação de sangue, para que os bancos estejam sempre cheios, fazendo com que sempre haja estoque disponível para quem precisar de uma transfusão.

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