Pedimos a 10 oftalmologistas brasileiros que nos falassem dos problemas mais comuns no consultório: por que os óculos custam tão caro? O que precisamos mesmo saber sobre as cirurgias a laser? E o que estamos fazendo agora e que vai nos causar arrependimento depois? As respostas a baixo mudarão o modo como tratamos os olhos:

Por Cristina Azevedo
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1.

“Infelizmente existe uma certa semelhança entre os frascos de colírio e os de tratamento de doenças do ouvido ou de micoses da pele e das unhas. Não é raro as pessoas pingarem esses medicamentos nos olhos. Pior ainda é usarem os frascos vazios de colírios para armazenar, por exemplo, fluido de isqueiro. Já atendi a uma paciente que, não avisada pelo marido, pingou o fluido nos olhos e teve uma severa descamação da córnea.”

Miguel Padilha

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2.

“Tem gente que acha que colírio é uma aguinha qualquer. Se usar colírio com corticoide por muito tempo, pode ter glaucoma e predisposição à catarata. Já vi dois casos de pessoas que tiveram perda de visão porque usaram colírio de outra pessoa, como um rapaz que usou indiscriminadamente o colírio do avô. Um caso conseguimos recuperar. O outro tem baixa visão até hoje.”

Leôncio Queiroz Neto

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3.

“Lente de contato em geral é muito segura. O problema é quando abusam da vida da lente ou das horas de uso. Nadar com elas, por exemplo, aumenta o risco de infecção. O uso inadequado pode levar a complicações graves, inclusive com indicação de transplante de córnea.”

Renato Ambrósio

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4.

“Quem dilata a pupila deve usar óculos escuros e aguardar o retorno do tamanho para voltar a dirigir e ter bom desempenho nos estudos ou no trabalho. Dependendo da droga utilizada, da dose e da sensibilidade e metabolização pessoal, a leitura pode ficar inviabilizada por 6 a 8 horas. Caso não obedeça, a pessoa poderá causar (ou mesmo sofrer) um acidente.”

Ruth Cytrynbaum Cwajgenberg