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Publicado em: 24 de abril de 2018

Com antibióticos não se brinca

Iana Faini
Última atualização: 24 de abril de 2018
Por: Iana Faini

Com antibióticos não se brinca Imagem: Ridofranz/iStock

É fato que o brasileiro é adepto da automedicação. São os amigos, vizinhos, conhecidos, parentes e até o balconista bem-intencionado da farmácia, todos sempre muito prestativos na indicação de um “remedinho que é uma beleza” para acabar com o mal-estar. Mas o que é bom para um não é necessariamente bom para o outro. E até mesmo um simples analgésico pode causar sérios problemas alérgicos.  E, quando se trata de antibióticos para crianças, o problema se torna muito maior.

Cuidados com as crianças

Os pequenos ainda não possuem o sistema imunológico totalmente desenvolvido e, por isso, são mais vulneráveis a doenças. Dessa forma, esse costume popular de tomar antibióticos sem consulta ou prescrição médica é bastante perigoso.

Antibióticos mal aplicados geralmente tornam as bactérias mais resistentes, e, como consequência, a doença, quando retorna, vem muito mais forte. A má aplicação consiste, principalmente, no desrespeito aos horários e na suspensão da medicação aos primeiros sinais de melhora.

O risco do emprego equivocado nas crianças é preocupante. É comum uma febre alta acompanhada de irritação alérgica motivar a inadvertida administração de um antibiótico. Na maioria das vezes trata-se de uma virose, que não é combatida por meio desse medicamento. Com frequência, crianças tomam antibióticos desnecessariamente devido ao desconhecimento dos pais sobre o assunto, às vezes até para tratar um simples resfriado.

Antibióticos são medicamentos importantes, que restabelecem a saúde e salvam vidas. Mas, como qualquer remédio, também podem causar efeitos colaterais  sérios. Nunca dê um antibiótico para o seu filho ou filha sem o consentimento do pediatra. Somente o profissional pode recomendar qual medicamento se ajusta ao problema, qual a dosagem indicada e por quanto tempo deve ser ministrado.

Vale lembrar que, desde 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige que as farmácias só comercializem antibióticos mediante a apresentação da prescrição médica. Melhorou muito o controle, mas a consciência dos pais será sempre a ação mais importante.

 

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