A epilepsia é um distúrbio crônico com crises recorrentes causadas por impulsos elétricos anormais no cérebro. Algumas crises epilépticas são tão leves e rápidas que mal são percebidas; em outras, que duram alguns minutos, a pessoa perde a consciência e apresenta movimentos convulsivos. A frequência das crises também varia entre as pessoas.

Em geral, os neurologistas descartam qualquer ligação entre a alimentação e a epilepsia, mas há exceções. Muitos pacientes epilépticos que sofrem de enxaqueca ou dor de cabeça por causa de determinados alimentos param de ter crises quando cortam esses itens da alimentação.

Considere a dieta cetogênica

Na dieta cetogênica, os grupos de alimentos permitidos abrangem frutas, legumes, verduras, carnes, queijos, ovos e oleaginosas (castanhas, macadâmia, nozes, etc.)

Neurologistas do Hospital americano Johns Hopkins aperfeiçoaram um tratamento alimentar para casos graves de epilepsia. A dieta cetogênica faz com que o corpo use as gorduras em vez dos carboidratos para obter energia. Para crianças, essa dieta começa com dois a três dias de jejum no hospital. Depois, os alimentos são introduzidos gradualmente.

Essa dieta fornece cerca de 75% das calorias recomendadas para crianças saudáveis; a maioria vem das gorduras. Para garantir o crescimento, acrescenta-se uma pequena porção de proteínas, mas os carboidratos são restritos ao mínimo possível.

A ingestão de líquidos é restrita. A dieta tem de ser cuidadosamente personalizada e seguida à risca, porque até pequenas mudanças podem causar crises convulsivas. Embora essa dieta seja difícil, há uma recompensa: a maioria dos pacientes retoma a alimentação normal e tem uma vida sem crises epilépticas depois de dois ou três anos.

Faça mudanças na alimentação

Os adultos também podem recorrer à dieta cetogênica quando os medicamentos não fazem efeito. Só que, por ser muito restritiva, essa dieta não é recomendada para os adultos. Pesquisadores do Johns Hopkins também elaboraram uma dieta Atkins modificada, pobre em carboidratos e rica em gordura. Segundo alguns estudos, essa dieta baixa a taxa de crises epilépticas em quase metade dos adultos que a seguem.

Atenção! Antes de mudar seus hábitos alimentares, converse com o seu médico sobre. E, se quiser mais informações sobre o assunto, consulte o site Eplepsia Brasil.

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