Cerca de 2 milhões de brasileiros têm intolerância ao glúten, proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio. Essa condição é causadora da doença celíaca, responsável por provocar, quando se ingere glúten, uma reação autoimune que faz com que o corpo ataque a si mesmo, comprometendo a mucosa do intestino, dificultando a digestão e reduzindo a absorção de nutrientes. Sem tratamento, a doença pode levar à desnutrição.

Saiba mais sobre a doença celíaca aqui!

Quais são os sintomas da doença celíaca?

Os sintomas da doença celíaca costumam variar, mas os mais comuns são indigestão, sensação de inchaço e diarreia. Além disso, nota-se que as pessoas geralmente sentem-se mal ou letárgicas depois de comer e podem perder muito peso.

Há muitos diagnósticos possíveis para esses sintomas; por isso, é preciso fazer pesquisas que confirmem o glúten como agente causador do distúrbio.

Um exame de sangue que identifique níveis elevados de tTG (anticorpos antitransglutaminase), enzima produzida pelas células intestinais atingidas, ajuda no diagnóstico, mas uma biópsia que mostre a extensão do problema no intestino é geralmente definitiva.

Qual é o tratamento para a doença celíaca?

O tratamento para a doença celíaca é simples: não comer glúten. Se você for diagnosticado, porém, logo descobrirá que isso parece ser muito fácil na teoria, mas é complicado se frequenta restaurantes e cantinas.

Você sabe qual é a diferença entre alergia alimentar, sensibilidade e intolerância?

Os alimentos podem não estar corretamente identificados e, às vezes, a família e os amigos que cozinham para você não entendem o que “sem glúten” significa. Por isso, o cuidado deve durar pelo resto da vida.

O que comer em uma dieta sem glúten?

Ao planejar uma dieta sem glúten, é preciso informar-se sobre a enorme quantidade de alimentos saudáveis e nutritivos que pode ser ingerida.

A boa notícia é que a maior parte dos produtos frescos está liberada – frutas e legumes, carne e peixe, feijão e lentilhas, nozes e sementes. Mas atenção! Não deixe de verificar se não foram empanados ou se houve adição de molhos ou preparados com produtos que tenham glúten.

Confira outras recomendações para uma dieta sem glúten:

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Faça substituições inteligentes

Arroz e batatas podem ocupar a vaga dos produtos com amido; trigo-sarraceno e milheto são boas variações. Já maisena ou farinhas de arroz, batata e grão-de-bico podem substituir a farinha de trigo.

Confira 15 benefícios da batata-doce para sua saúde!


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Atenção aos processados!

Alimentos processados são mais difíceis de controlar. Algumas proibições são óbvias: nada de pão, biscoitos, donuts, bolos, massas, pizza ou muitos dos cereais matinais.

Evitá-los é um começo, mas nem sempre suficiente, já que pequenas quantidades de trigo, cevada ou centeio aparecem em diversas comidas, muitas vezes como componentes de outros ingredientes.

Alimentos processados: como são feitos, os prós e os contras


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“Sem trigo” não é o mesmo que “sem glúten”

Alguns produtos que não têm trigo estão livres de glúten, mas outros podem apresentar centeio, cevada ou espelta. Sempre confira o rótulo de alimentos identificados como “sem trigo” e, na dúvida, não compre.


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Foco nos rótulos!

Ler atentamente as embalagens revela exemplos surpreendentes de glúten “escondido”.

Sempre confira a lista de ingredientes: há algum sinal de trigo, cevada ou centeio? Algumas vezes é difícil descobrir, porque, como dissemos anteriormente, produtos como um “mix de especiarias” podem conter pequenas quantidades de farinha de trigo.

Procure também por etiquetas ou símbolos que indiquem um “alerta para alérgenos”.

10 dicas para ajudá-lo a decifrar as informações do rótulo de alimentos.