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Publicado em: 2 de outubro de 2018

Doença celíaca: o que é e como se alimentar

Entenda o que é a doença celíaca e como se alimentar melhor para conviver com ela

Imagem: ChesiireCat/iStock
Você já ouviu falar em intolerância ao glúten? Essa síndrome é conhecida como doença celíaca, mas também como espru celíaco ou espru não tropical. Ela é um distúrbio causado pela gliadina, uma das proteínas conhecidas coletivamente como glúten, encontrada em diversos grãos. Essa proteína interfere na absorção de muitos nutrientes e danifica a mucosa intestinal. Atualmente, 1% da população global sofre com a doença celíaca. No Brasil, não há estatísticas oficiais de celíacos, o que pode dificultar a descoberta e, consequentemente, o tratamento de pessoas afetadas. Muitos médicos podem reconhecer os sintomas como pertencentes a outros males e não de algo maior.

Uma doença que pode começar cedo

A doença celíaca é autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico de pessoas afetadas atacam e destroem as células saudáveis do corpo. Além disso, é crônica, e pode se desenvolver desde cedo. As crianças portadoras dessa doença em geral apresentam:
  • desconforto gástrico;
  • diarreia;
  • cólicas abdominais;
  • distensão abdominal;
  • aftas;
  • aumento da suscetibilidade a infecções.
As fezes geralmente apresentam um aspecto claro, além de odor fétido e boiam na água do vaso sanitário por causa do alto teor de gordura. O crescimento da criança também pode ser prejudicado. Além disso, algumas crianças desenvolvem anemia e problemas de pele, principalmente dermatite. Um médico pode chegar a um diagnóstico através de uma biópsia intestinal ou exames de sangue. Em geral, as pessoas que desenvolvem a doença celíaca na vida adulta tiveram uma forma leve ou sem sintomas aparentes da doença na infância. Nos casos mais incomuns, adultos sem história de sensibilidade ao glúten apresentam o distúrbio depois de passarem por alguma cirurgia no sistema digestivo. Segundo o site da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), alguns desses sintomas podem aparecer na vida adulta como indicação de doença celíaca:
  • depressão;
  • osteoporose;
  • mancha nos dentes;
  • esterilidade;
  • irritabilidade.
Depois que a doença é identificada, o paciente é aconselhado a eliminar da alimentação todos os itens à base de glúten. Felizmente, esse tipo de dieta ganhou mais adeptos nas últimas décadas e vários produtos livres de glúten já estão disponíveis no mercado.

O que comer para conviver com a doença celíaca

As recomendações a seguir podem facilitar um pouco a vida de quem sofre de doença celíaca, mas não substituem uma dieta específica para o seu caso. Consulte um médico antes de seguir qualquer uma!

Investigue se há glúten

Muitos alimentos consumidos habitualmente contêm glúten, tais como:
  • pães;
  • bolos;
  • muffins;
  • misturas prontas para bolos e tortas;
  • massas;
  • linguiças que levam farinha de rosca;
  • alimentos empanados;
  • molhos;
  • sopas engrossadas com farinha de trigo.
Além disso, a maioria dos cereais matinais, bem como alguns doces, sorvetes e sobremesas, também podem conter quantidades consideráveis. Várias papinhas para bebê são engrossadas com glúten, embora a maioria das marcas de alimentos infantis para os primeiros meses não contenha. Fique atento às informações nutricionais dos produtos.

Não se prive

Embora as restrições da dieta sem glúten sejam severas, é possível mantê-la. Diante da demanda por alimentos sem glúten, o mercado lançou vários produtos para atender essa necessidade. As pessoas com doença celíaca podem comer massas, pães, biscoitos e outros produtos feitos com farinha de milho, arroz, batata ou soja. Portanto, monte um cardápio personalizado e não se prive do que for do seu gosto.

Prepare em casa a maioria das suas refeições

Em geral, o ideal é cozinhar em casa para garantir uma alimentação saudável sem o risos de ingerir glúten. Na rua, provavelmente será difícil encontrar alimentos que façam bem. Salvo restaurantes que ofereçam as opções sem glúten, preste atenção aos pratos. Entenda como preparar marmitas em casa e adapte para o seus gostos!

Leia sempre os rótulos dos alimentos industrializados

Evite ingredientes e recheios à base de farinha de trigo e amido modificado. Desconfie quando o rótulo do alimento indicar "outros tipos de farinha", pois é provável que contenha pelo menos um derivado do trigo. A cerveja, sobretudo dos tipos feitos à base de cevada, deve ser evitada. O mesmo vale para outras bebidas com malte. Existem, no entanto, cervejas produzidas sem glúten no mercado que podem ser consumidas sem problemas.

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