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Publicado em: 1 de junho de 2020

36 coisas que os animais querem que você saiba

Saiba o que a ciência já descobriu sobre o comportamento animal e entenda melhor o seu pet.

Imagem: GREG MURRAY

A ciência continua descobrindo os segredos mais fascinantes dos seus pets. Veja abaixo algumas dessas descobertas e entenda melhor os seus animais de estimação.

CÃES

cachorro

1 . Basicamente, sou uma criança pequena

“O segredo para entender o comportamento canino é que, em média, a mente do cão equivale à de um ser humano de uns 2 anos”, disse o Dr. Stanley Coren, professor do departamento de Psicologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Em média, os cães compreendem cerca de 165 palavras e podem entender um pouco mais do que “passeio” e “petisco”. Também é mais provável que aprendam palavras associadas a objetos ou atividades, em vez de palavras associadas a emoções, como “Muito bem!”.

2 . Mas há alguns que se destacam

Os “supercães”, que estão nos 20% superiores do espectro de inteligência, chegam um pouco mais perto dos seres humanos de 3 anos e conseguem entender mais de 250 palavras. “De vez em quando, encontramos um Mozart ou Dickens dos cães, capaz de entender mil palavras”, revela Coren. A border collie Chaser do psicólogo John Pilley demonstrou conhecer o nome de 1.022 objetos, de acordo com um estudo que Pilley publicou em 2011 na revista Behavioural Processes. “Mas John trabalhou com ela quatro horas por dia, como o pai de Mozart”, complementa Coren.

3 . Preciso conhecer o mundo

Cães jovens que não encontram pessoas ou outros cães tendem a se tornar assustados e agressivos. Antes dos 6 meses, os filhotes deveriam encontrar 150 pessoas e visitar 50 lugares diferentes. “Não precisa ser Zanzibar”, brinca Coren. “Podem ser cômodos diferentes, oficinas, estacionamentos, qualquer coisa.”

4 . Eu lhe direi quando me sentir sozinho

Os donos atentos sabem que o tom, a duração e a frequência do latido dos cães são diferentes dependendo das circunstâncias, e pesquisadores estão aprendendo o significado de algumas dessas nuances. Por exemplo, quando encontram um desconhecido, os cães latem de um jeito diferente de quando estão com fome ou querem companhia. Dois a quatro latidos agudos indicam que o cão percebeu uma ameaça e avisa a matilha do perigo em potencial, explica Coren. Uma série longa de latidos isolados intercalados com pausas? Provavelmente, quer dizer que o cão se sente solitário.

5 . Também uso minha língua de sinais

Os cães falam com você com latidos e ganidos, mas não ignore a comunicação física do Totó, que bate a pata na parte de baixo do sofá para indicar que sua bola está escondida ali. “Os cães são excelentes em adaptar a linguagem corporal e nos dar pistas de como se sentem e do que querem”, diz a Dra. Monique A. R. Udell, professora assistente do departamento de Ciência de Pastos e Animais da Universidade do Estado do Oregon, nos EUA.

6 . Você pode me deixar estressado

“A tensão passa pela guia”, informa Coren. “Se você estiver tenso e nervoso, seu cão também ficará.” Ele conta a história de uma mulher que não entendia por que seu cão começara a agir de modo agressivo. Quando descobriu que ela estava nervosa porque rompera o namoro, Coren sugeriu que ela fizesse muito exercício e socialização com o animal para ajudar a dissipar qualquer tensão que estivesse passando para o cachorro.

7 .  Seu nervosismo pode me preparar para brigar também

Ao se aproximar de um cão desconhecido, o dono inseguro pode puxar a guia e tirar do chão as patas dianteiras do seu cachorro. Essa postura é ameaçadora para os outros cães, e é por isso que muitos reagem com hostilidade. Com o tempo, o animal restringido passará a esperar essas reações dos cães que encontrar e se aproximará deles também com agressividade.

8 . Posso ser compulsivo

Os cães correm atrás do rabo por muitas razões: sentem coceira, têm irritação intestinal, estão praticando sua natureza predatória ou só se sentem entediados, de acordo com a revista Canine Journal. Mas, em certos casos, correr atrás do rabo pode ser sintoma de transtorno compulsivo canino. A doença pode surgir quando o animal fica frequentemente estressado ou frustrado, disse a veterinária Stephanie Liff ao site petmd.com. Quando o fator estressante for removido, provavelmente o comportamento esquisito cessará.

9 . Não sinto culpa… nunca

Como no caso da inteligência, a maturidade emocional dos cães é semelhante à de crianças pequenas. “Em média, as crianças de 2 a 3 anos sentem todas as emoções básicas, como alegria, tristeza, medo, raiva, nojo e surpresa”, diz Coren. “Mas não têm as emoções sociais complexas, como culpa, vergonha e orgulho.” Quando você chega em casa e descobre que sua cachorrinha fez a maior bagunça e ela enfia o rabo entre as pernas e faz cara de vergonha, na verdade, só está com medo de sua raiva.

10 . Mas sinto ciúmes

Os pesquisadores compararam a reação de cães quando os donos deram atenção a um cachorro de pelúcia ou a outro objeto inanimado, como um livro. Quase três quartos dos animais demonstraram comportamento ciumento com o cachorro falso, mas só 22% reagiram mal ao livro. Os cientistas desconfiam que os ciúmes caninos datam da época em que os cães competiam por comida e outros recursos.

11 . Minha audição pode ser pior se eu tiver pelagem clara

Cães com pelagem predominantemente branca têm maior probabilidade de nascer surdos pelo menos de um ouvido. Na verdade, 30% dos dálmatas nascem com esse problema, de acordo com Coren. Acontece que o gene que faz o animal ter pelo branco está associado à surdez.

12 . Meus sonhos são maiores se eu for um cão grande

Cãezinhos têm sonhos mais curtos e frequentes do que os cachorros grandes. Você pode ver isso acontecer se observar seu animal dormindo: “Quando começam a sonhar, a respiração fica irregular e dá para ver os olhos se mexendo sob as pálpebras fechadas”, diz Coren. Um pug pode ter cinco a seis sonhos de um minuto a cada 90 minutos, mas é mais provável que um são-bernardo tenha um sonho de quatro minutos a cada 45 minutos. Os pesquisadores sabem disso porque examinam o cérebro dos cães como fazem com o nosso.

13 . Consigo perceber cânceres

Vários estudos demonstraram que os cães conseguem perceber se as pessoas têm determinados tipos de câncer, como o de mama, reto, pulmão, ovário, próstata e pele. Como? Farejando a respiração, a urina ou o sangue da pessoa. Dado o olfato aguçado dos cães, os cientistas acham que eles conseguem perceber compostos orgânicos voláteis produzidos pelos tumores. Infelizmente, os cães não se mostraram diagnosticistas confiáveis; eles logo se entediam e perdem o interesse em farejar amostras.

GATOS

gato

14 . Não sei se você é um gato ou um ser humano

Ao contrário dos cães, os gatos não ajustam o comportamento social a nós. “Levantar a cauda no ar, esfregar-se em nossas pernas e sentar-se ao nosso lado para nos limpar é exatamente o que os gatos fazem uns com os outros”, explicou John Bradshaw, antrozoólogo da Universidade de Bristol, na Inglaterra.

15 . Gosto de ficar perto de você

Nem sempre demonstram, mas eles gostam de nós – muito até. “Os gatos podem ser incrivelmente sociais”, comenta Udell. “Em testes recentes, a maioria dos animais domésticos e de abrigos preferiu a interação com seres humanos a brinquedos, comida e até erva-dos-gatos.”

16 . E não gosto de ser ignorado

“Os gatos vão se aproximar e brincar com quem está atento a eles com mais frequência do que com quem os ignora”, diz a Dra. Kristyn Vitale, pesquisadora do Laboratório de Interação Humanos-Animais da Universidade do Oregon, nos EUA. Mas às vezes eles querem ser deixados em paz, complementa ela, explicando que, quando o gato mostra sinais de agressão (pupilas dilatadas, rabo se torcendo depressa, pelo eriçado, sibilo ou rosnado), é só se afastar. “É melhor encerrar a interação antes que ocorra um incidente, adverte ela.

17 . É, estou falando com você

Bradshaw diz que os gatos ferais que estudou raramente miam. Já os gatos domésticos miam o tempo todo para chamar a atenção dos seres humanos.

18 . Ronronar nem sempre quer dizer que estou feliz

Os gatos também ronronam quando estão doentes ou feridos. Em essência, estão dizendo que precisam de sua ajuda ou querem que você fique por perto para consolá-los. Outra teoria é que a ação de ronronar é fisicamente curativa para os gatos. Gary Weitzman, veterinário e presidente da Humane Society de San Diego, disse à BBC que a frequência do ronronar do gato é semelhante à frequência das vibrações associadas à cura de ossos e tecidos.

19 . Meu ronronar também ajuda você

A frequência do ronronar do gato também traz benefícios à saúde dos seres humanos próximos. “O ronronar nos acalma e nos agrada, como olhar as ondas batendo na praia”, disse o Dr. Weitzman à BBC. “Reagimos ao ronronar do gato como um estímulo calmante, e podemos até ter geneticamente selecionado gatos com mais propensão a ronronar.”

20 . Eu me preocupo com o que você pensa

Num estudo de 2015 publicado na revista Animal Cognition, os pesquisadores montaram um cenário desconhecido e levemente assustador (para um gato): um ventilador elétrico com fitas amarradas. Quando entraram na sala com os donos, 79% dos gatos olharam para a pessoa e para o ventilador, indicando que tentavam perceber se o humano estava com medo. Metade dos donos foi instruída a agir com confiança e se aproximar do ventilador; a outra metade, a agir como se estivesse nervosa e se afastar dele. Os gatos cujos donos pareceram assustados, em maior número, voltaram os olhos para a saída da sala.

21 . Mas ainda posso tratá-lo como se você não existisse

Pesquisadores japoneses verificaram, num estudo recente, que os gatos reconhecem o próprio nome. Não importava quem falasse; a maioria dos gatos reagiu da mesma maneira, movendo a cabeça ou espetando as orelhas quando seus nomes eram ditos. Portanto, se Bijou não vem quando você chama, ela só está ignorando você.

22 . Guardo rancor

Seu amigo felino, além de se lembrar do barulho do abridor de latas e do tilintar do brinquedo preferido, também se lembra de quem o borrifou com a pistola d’água para tirá-lo da mesa de jantar. “Os gatos não perdoam, e assim que percebem que alguém lhes causa ansiedade ou dor, mantêm distância”, diz Bradshaw.

23 . Não estou tentando irritar você

Os gatos estão se alongando, se exercitando, removendo células mortas das garras e marcando território quando arranham os móveis, segundo a Humane Society. Também há uma razão por trás de urinarem no lugar errado; ao contrário de nós, eles acham o cheiro confortador, e borrifam urina para se sentir mais seguros em situações estressantes. “Os gatos gostam de controlar tudo”, explica Cathy Lund, veterinária especializada em felinos de Providence, no estado americano de Rhode Island. “Eles gostam de se sentir no comando.”

24 . Aprendo para a vida inteira

Depois de aprenderem uma habilidade essencial, como caçar, eles não a esquecem mais, de acordo com o canal Animal Planet. Mesmo quando passam anos dentro de casa comendo ração, os gatos que aprenderam a matar quando pequenos ainda caçarão o jantar caso haja necessidade.

25 . Seus cuidados afetam minha natureza

Assim como as crianças podem ser influenciadas pelo ambiente onde crescem, a personalidade do dono pode passar para o gato. Um estudo constatou que gatos com donos neuróticos tinham mais propensão a apresentar estresse, medo e até agressividade.

26 . Você vive me treinando, sabendo disso ou não

Muita gente acha que os gatos são totalmente independentes, mas reforçamos seu comportamento, conta Sarah Ellis, coautora de The Trainable Cat (O gato treinável). Por exemplo, sua gata tem inteligência suficiente para saber que você não quer que ela ande na bancada da cozinha, mas gosta da atenção que recebe toda vez que você corre e a tira lá de cima. Ellis diz que você pode usar petiscos para ensinar a Bijou a vir quando for chamada, afastando-a de lá de forma positiva.

27 . Eu me sinto seguro em espaços confinados

É por isso que gatos entram em malas e caixas. Pesquisadores holandeses que estudaram 19 gatos recém-chegados a um abrigo viram que os que puderam se esconder em caixas exibiram muito menos estresse do que os gatos que não tinham esconderijo.

28 . Não sou tão cara de pau quanto você pensa

Os gatos exprimem emoções no rosto, de acordo com um estudo de 2017 publicado na Behavioural Processes. Os pesquisadores fizeram vídeos curtos num abrigo canadense para acompanhar e codificar as expressões faciais dos felinos. Eles verificaram que piscar e semipiscar estão associados ao medo. Os gatos demonstram frustração sibilando, erguendo o lábio superior, lambendo e franzindo o nariz e mostrando a língua. E, quando estão relaxados, costumam olhar para a direita.

29 . Não gosto de dividir

Dividir comida, o prato d’água ou a caixinha de areia deixa os gatos ansiosos, segundo Katrina Warren, veterinária e colaboradora de Seleções. Se tiver muitos gatos, mantenha pratos e caixinhas de areia separados para cada um. Dê-lhe também um lugar para se empoleirar, porque os gatos gostam de autonomia e de lugares altos.

30 . Consigo conviver com cães… às vezes

Pesquisas mostram que é mais fácil levar um cão para a casa onde já há um gato do que o contrário, diz a Dra. Warren. Mas faça isso aos poucos. Deixe primeiro que se acostumem com o cheiro um do outro por uma porta fechada, depois dê a seu gato um abrigo seguro onde o cão não consiga entrar.

31 . Meus miados mudam com a idade

Os gatos podem vocalizar cada vez mais quando envelhecem. Por quê? A demência ligada à idade e a perda de visão são duas possíveis explicações, disse o Dr. John Wright, behaviorista animal aplicado da Universidade Mercer, ao site humanesociety.org. Gatos ansiosos podem vocalizar mais, e o felino que está perdendo a audição também mia mais alto.

PEIXES

peixes

32 . Reconheço os seres humanos

Peixes-arqueiros caçam jogando um jato d’água nos insetos. Pesquisadores aproveitaram essa habilidade especial para testar sua capacidade de reconhecer rostos humanos. Os peixes aprenderam que, quando jogassem água na imagem de um rosto específico numa tela de computador, receberiam um petisco. Mais tarde, quando os cientistas mostraram aos peixes vários rostos na tela, eles só jogaram água nos que resultaram em comida.

33 . Posso mesmo ser um peixe-palhaço

O psicólogo Richard Wiseman diz que, numa pesquisa pela internet para seu site Quirkology, mais da metade dos donos de peixes disse que estes tinham muito senso de humor. Na verdade, a pesquisa revelou que os peixes apreciam o humor mais do que gatos, cavalos e aves, mas não tanto quanto os cães.

PAPAGAIOS

34 . Imito bem os seres humanos porque sou bom imitador de papagaios

Em ambiente selvagem, os papagaios vivem em grandes grupos coesos e grasnam constantemente, para avisar uns aos outros onde há mais comida. Timothy F. Wright, coautor de Parrots of the Wild: A Natural History of the World’s Most Captivating Birds (Papagaios selvagens: história natural das aves mais cativantes do mundo), disse ao New York Times que é raro papagaios selvagens imitarem os sons de outras espécies. Mas, em cativeiro, imitarão o latido dos cães, o alarme dos carros e a fala humana, na tentativa de fazer parte de seu novo bando.

CAVALOS

35 . Consigo avaliar seu humor

Um estudo publicado em Biology Letters mostrou que os cavalos sabem a diferença entre expressões humanas felizes ou zangadas. Quando olharam fotografias de pessoas fazendo cara feia, seu ritmo cardíaco aumentou e eles viraram a cabeça para focalizá-las com o olho esquerdo. Pesquisadores acham que esse “olhar esquerdo” acontece porque o hemisfério direito do cérebro é melhor para processar emoções negativas. Os cavalos não são os únicos com essa habilidade: um estudo de 2016 constatou que os cães conseguem identificar, em fotos e gravação de vozes, se a pessoa em questão estava feliz ou furiosa.

36 . E lembro que você estava furioso na última vez que o vi

Em outro estudo, várias horas depois de verem fotografias de pessoas com expressões felizes ou zangadas, essas mesmas pessoas visitaram os cavalos ao vivo, com o rosto neutro. Quando tinha visto uma foto da pessoa zangada, o cavalo exibia o olhar esquerdo e outros sinais de estresse, como arranhar o chão com a pata. Mas os cavalos visitados por pessoas que estavam felizes nas fotos não ficaram nem um pouco estressados.

POR KRISTA CAROTHERS E JEN MCCAFFERY

FONTES: THE NEW YORK TIMES, THE WASHINGTON POST, NATIONAL GEOGRAPHIC, NEW SCIENTIST, BBC, ANIMALPLANET, THECUT.COM, HORSE AND HOUND, CATSTER

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