O surto de coronavírus chegou à Internet e pode “infectar” o seu computador ou celular. Especialistas em cibersegurança da Kaspersky alertam para o uso da doença como isca para a disseminação de documentos maliciosos, que podem conter malware – programas que são capazes de roubar dados e realizar ações em uma rede de computadores.

De acordo com as informações da empresa, os arquivos podem vir em formatos .pdf, .mp4 (vídeos) e .docx (Word), que são repassados como dicas sobre como se proteger do coronavírus – ou mesmo diagnosticá-lo.


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Imagem: usanpetkovic/iStock

A tática é a mesma utilizada pelos cibercriminosos há anos: eles identificam um assunto muito popular e começam a esconder os malware em arquivos sobre o tema. É importante esclarecer que nem sempre estes arquivos são falsos. Em alguns casos, é possível que você consiga acessar o conteúdo prometido, no entanto, sem que seja percebido, o vírus se instala na sua máquina para atuar de forma clandestina.

“Até agora vimos apenas 10 malware exclusivos usando o tema do coronavírus. Como golpes usando temas populares na mídia são comuns, acreditamos que esses ataques só tendem a aumentar conforme as infecções e repercussão sobre o surto crescem”, explica Anton Ivanov, analista de malware da Kaspersky.

Até o momento, os malwares relacionados ao coronavírus identificados pela Kaspersky têm os seguintes nomes:


  • Worm.VBS.Dinihou.r
  • Worm.Python.Agent.c
  • UDS: DangerousObject.Multi.Generic
  • Trojan.WinLNK.Agent.gg
  • Trojan.WinLNK.Agent.ew
  • HEUR: Trojan.WinLNK.Agent.gen
  • HEUR: Trojan.PDF.Badur.b

Imagem: anyaberkut/iStock

Como se proteger de golpes e vírus na Internet?

Uma das práticas fundamentais para uma navegação segura é a cautela ao receber arquivos ou links suspeitos, ainda que compartilhados por familiares ou pessoas conhecidas. Pergunte sempre a origem do conteúdo e verifique sua veracidade em canais oficiais.

A Kaspersky aconselha ainda a verificação da extensão de arquivos baixados pelo celular ou computador. Um vídeo não deve ter formato .exe ou .Ink.

O uso de um antivírus também pode auxiliar na detecção e no bloqueio de programas maliciosos.

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Ana Marques
Ana Marques
Jornalista formada pela UFRJ, Ana é entusiasta de tecnologia, dos dispositivos móveis e da inteligência artificial, mas também defensora das relações humanas e das conexões feitas por meio de encontros. Sua relação com a cobertura tecnológica teve início em 2016, no TechTudo, ainda como estagiária. Em 2018, passou a integrar a equipe de Conteúdo do site Zoom.com.br, onde atualmente é a editora de Mobile (Celulares, Tablets e Wearables) & Eletrônicos.