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Publicado em: 5 de julho de 2021

Como surgiram as Olimpíadas?

Descubra como os jogos realizados na Grécia Antiga se modernizaram e permanecem até os dias atuais

Imagem: Kyle Dias/Unsplash

Há eras que os homens alimentam rivalidades em disputas esportivas e buscam superar seus limites. Mas desde os primeiros jogos até hoje muita coisa mudou. Apesar de não existirem indícios concretos sobre o início das Olimpíadas, sabe-se que a ideia advém de muitos anos antes de Cristo.

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Se no princípio a motivação era homenagear os deuses do Olimpo, agora atletas do mundo todo se reúnem para alcançar um só objetivo: a vitória. São anos de treino e aperfeiçoamento para, ao fim, poderem carregar uma medalha no pescoço e ser o orgulho de seu país.

Mas os Jogos Olímpicos também fazem parte da história mundial e da política. São vários os casos em que as Olimpíadas interferiram nos acontecimentos históricos ou foram palco deles. De todo modo, é possível afirmar que essa festa, que acontece de 4 em 4 anos, é muito mais do que só esporte.

Olimpíadas na Antiguidade

pódio nos jogos olímpicos da antiguidade
Antigamente, a maior conquista que o atleta podia ganhar era uma coroa de folhas de oliveira. (Imagem: Florian Schmetz/Unsplash)

Ainda que não haja registros claros sobre os primeiros Jogos Olímpicos, a mitologia grega nos ajuda a ter uma noção. A princípio, conta a tradição mitológica que Hércules, após realizar seus famosos 12 trabalhos, decidiu criar um festival esportivo na cidade de Olímpia, em homenagem ao seu pai, Zeus.

Naquela época, entre os séculos 12 e 9 a.C., os atletas gregos não vislumbravam medalhas, e, sim, riqueza, glória e fama. As modalidades existentes eram: corrida, salto, luta, lançamento de dardo e lançamento de disco. Ao fim das disputas, o vencedor recebia uma coroa de ramos de oliveiras e todas as regalias devidas.

Vale dizer, que somente os homens podiam competir. E como curiosidade, em alguns esportes, eles competiam nus, por não existirem roupas adequadas para a prática.

Porém, depois de 293 edições, as Olimpíadas foram interrompidas. Depois da conversão do imperador Teodosio I ao cristianismo, os jogos passaram a ser proibidos, já que eram considerados práticas pagãs. Entretanto, a importância da Olimpíada já não era mais a mesma, há muito tempo ela já seguia em um processo de decadência.

Jogos Olímpicos nos tempos modernos

atletismo feminino
As mulheres passaram a fazer parte dos Jogos Olímpicos somente na Era Moderna, em 1900. (Imagem: Nicolas Hoizey/Unsplash)

Depois de um grande intervalo - cerca de 1500 anos -, em 1896, realizou-se a primeira Olimpíada da Era Moderna. Graças ao aristocrata suíço Pierre de Fredy, o Barão de Coubertin, em Atenas, os jogos voltaram a acontecer. Ele também foi o responsável pela criação do Comitê Olímpico Internacional-COI.

E, se antes somente os gregos podiam participar, dessa vez não havia mais fronteiras. Nesse grande evento estiveram presentes delegações de 14 países, somando ao todo 241 atletas. Mas as mulheres ainda estavam proibidas de participar. Além disso, os tipos de modalidades esportivas passaram de 5 para 43.

Na Antiguidade, os Jogos Olímpicos determinavam uma trégua universal, ou seja, um período em que não poderiam haver guerras. Já na Era Moderna, eles foram cancelados pelas duas Guerras Mundiais. Aliás, somente 3 eventos históricos interromperam a regularidade do intervalo de 4 anos entre uma Olimpíada e outra: as duas guerras mundiais e a pandemia de Covid-19.

Curiosidades sobre esse período

tocha olímpica
O revezamento da tocha olímpica é uma tradição que vem desde a Antiguidade e permanece até hoje. (Imagem: Sam Balye/Unsplash)
  • Na abertura da primeira Olimpíada da Era Moderna, o rei George I, da Grécia, proferiu em seu discurso de abertura dos jogos, de forma improvisada, a célebre frase: "Declaro abertos os primeiros Jogos Olímpicos em Atenas". Ainda hoje ela é repetida de forma adaptada.
  • O fogo olímpico também é uma antiga tradição, que surgiu na Antiguidade. Meses antes do início dos jogos, a tocha era acessa em Olímpia e seguia por várias cidades até voltar ao lugar de onde partiu. Porém, somente em 1936, em Berlim, é que retomaram essa tradição. Agora, ela sai de Atenas (Olímpia) e segue em direção à cidade-sede para, enfim, acenderem a pira olímpica, que fica acessa até o fim dos jogos.
  • A bandeira olímpica é um símbolo de união. Ela foi criada pelo Barão de Coubertin e seus 5 anéis coloridos representam os continentes: Europa (azul), Ásia (amarelo), América (vermelho), Oceania (verde) e África (preto). Em 2020, completou-se 100 anos da primeira vez em que ela foi hasteada, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia.
  • Somente em 1900 as mulheres puderam participar das competições. Na Olimpíada de Paris, 22 mulheres representaram seus países, de um total de 997 atletas.
  • O Brasil foi o primeiro país da América do Sul a sediar os Jogos Olímpicos. O Rio de Janeiro foi escolhido como cidade-sede para a Olimpíada de 2016. Na ocasião, o país ficou em 13º lugar no ranking geral, conquistando 19 medalhas no total.

Como surgiu a Olimpíada de Inverno

olimpíadas de inverno
Os Jogos de Inverno reúnem, de dois em dois anos, atletas do mundo todo. (Imagem: Rowan Simpson/Unsplash)

Os esportes praticados no gelo ou na neve também têm uma Olimpíada para chamar de sua. Em 1924, ocorreram na França, mais precisamente em Chamonix, os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno. Mas, a princípio, o evento se chamava Semana Internacional de Desportos de Inverno.

Somente em 1926 é que os jogos obtiveram reconhecimento do COI e passaram a ser considerados Jogos Olímpicos de Inverno. No início, as partidas aconteciam no mesmo ano das Olimpíadas. Depois, a partir de 1994, eles passaram a acontecer de dois em dois anos, sem coincidir com os Jogos de Verão.

Por razões óbvias, os países de clima tropical não têm tradição nesse evento esportivo. Entretanto, assim como a Jamaica - que competiu, em 1993, no bobsled -, o Brasil também esteve presente, quebrando paradigmas. Sua primeira participação foi nos jogos de Albertville, na França, em 1992.

Em 2022, nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, o Brasil competirá pela nona vez. Entre os esportes que os atletas brasileiros buscam se classificar para concorrer a uma medalha olímpica estão: bobsled (masculino e feminino), skeleton, patinação artística, patinação de velocidade e curling.

A origem das Paraolimpíadas

paraolimpíadas
As Paraolimpíadas acontecem no mesmo país que os Jogos Olímpicos, graças ao Comitê Paralímpico Internacional. (Imagem: Seth kane/Unsplash)

Se por um lado a Segunda Guerra Mundial resultou no cancelamento da Olimpíadas de 1940 e 1944, por outro ela foi o motivo de criar uma Paraolimpíadas. Em 1948, em Stoke Mandeville, na Inglaterra, surgiram os Jogos Internacionais de Stoke Mandeville.

Realizados com o objetivo de criar competições nas quais os veteranos de guerra mutilados pudessem competir, o evento inglês foi o embrião para as Paraolimpíadas. Em 1952, os jogos passaram a ter competidores de outras nacionalidades.

Em 1960, o evento foi realizado pela primeira vez fora da Inglaterra, em Roma, e passou a ser chamado de Jogos Paraolímpicos. No início, acontecia anualmente. Depois de Roma, passou a ocorrer de quatro em quatro anos. Além disso, somente em 1988, a Paraolimpíada começou a ser realizada na mesma cidade-sede da Olimpíada.

O número de competidores, que não se restringia mais aos veteranos de guerra, também aumentou com o tempo. Se em Roma participaram 400 atletas de 23 países, atualmente já são mais de 4 mil competidores de diversas nacionalidades.

O Brasil nos Jogos Paraolímpicos

O Brasil está presente nos Jogos Paralímpicos desde 1972, quando o evento aconteceu na então Alemanha Ocidental. Desde então, vem aumentando o número de esportistas e diversificando sua participação nas modalidades existentes. Até o momento, já conquistamos 301 medalhas, sendo 87 de ouro, 112 de prata e 102 de bronze; a primeira foi em 1976, em Toronto.

Em breve, acontecerá a Olimpíada de Tóquio. Será, sem dúvida, um evento que marcará a história dos Jogos Olímpicos. Por causa da pandemia, as arenas e estádios receberão apenas 50% da capacidade de público; e somente cidadãos japoneses. Mas algumas competições poderão ocorrer sem público.

Como a campanha de vacinação mundial ainda está em andamento, os cuidados serão redobrados. Mas apesar de tudo, nada apagará o brilho desse evento milenar.

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