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Publicado em: 16 de março de 2021

Entenda o que é cultura maker e qual a sua importância

A cultura maker é um estilo de vida que faz das pessoas mais independentes e criativas

Imagem: Imagem: Prostock-Studio/iStock

Cada vez mais popular, a cultura maker vem ganhando adeptos e defensores a cada dia que passa. Apesar disso, talvez você nunca tenha ouvido falar dela. Mas calma! Estamos aqui para mudar isso. 

A cultura maker, como já é muito difundido por aí, é algo muito próximo do que conhecemos por faça você mesmo, o famoso “do it yourself”. E caso você tenha alguma intimidade com o inglês, sabe muito bem que a palavra maker pode ser traduzida como criador. Mas em um bom português, poderíamos dizer que, neste caso, maker é fazedor

E por que isso? Pelo simples fato de que a cultura maker prega justamente isso: pôr a mão na massa. Mas para que você possa entender melhor o que significa esse conceito, vamos destrinchá-lo para que você possa compreender por que ele é tão sedutor para tanta gente.

Vamos nessa!

Mas afinal, o que é essa tal de cultura maker?

Cultura maker
Imagem: PIKSEL/iStock

A cultura maker é um estilo de vida que prega a criatividade, a sustentabilidade, o não consumismo, a colaboração e a democratização de conhecimento. Tudo em prol de uma qualidade de vida melhor. Tudo isso com o auxílio das mais diversas tecnologias. 

Em outras palavras, a cultura maker nada mais é do que a concepção de que qualquer pessoa pode dar vidas às suas ideias, construir e consertar coisas, desenvolver soluções para diversos problemas e por aí vai. Tudo o que se precisa para isso é ter tanto os conhecimentos quanto as ferramentas necessárias para tal.  

É por isso que tem gente que diz que o movimento da cultura maker possui influência da cultura punk. E isso faz muito sentido quando se pensa na autonomia que existe neste movimento, que por sua vez é uma herança libertária. E essa autonomia também faz parte da essência da cultura maker. 

Afinal, é a partir dessa liberdade que as pessoas que aderem à cultura maker criam, experimentam e aprendem a partir da prática. 

E com as novas tecnologias e o acesso mais democratizado à diversas ferramentas, a cultura maker vai se espalhando, chegando ao conhecimento de mais e mais pessoas. Mas não é só isso: com essa maior facilidade e maior dedicação de muitos, a cultura maker vai adquirindo contornos mais profissionais. 

E é impressionante quando se pensa que às vezes tudo o que você precisa para fazer parte desse movimento é boa vontade. Claro que o acesso a instrumentos como impressoras 3D ou ferramentas mais sofisticadas ajudam que é uma beleza. Entretanto, muitas vezes assistir a um bom tutorial no YouTube mais as coisas que você já tem em casa é o suficiente para começar a pôr a mão na massa. 

A cultura maker e a educação

Cultura maker
Imagem: ijeab/iStock

A cultura maker tem conquistado tanta gente que há quem acredite – e até mesmo defenda – que ela possa fazer a diferença até mesmo na educação. 

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Isso se dá porque como se vê ser bastante discutido por aí, o ensino escolar tende a ser conservador, engessado e, não raro, enfadonho para os alunos. E isso acaba por desmotivar tanto os estudantes quanto os próprios professores. 

Aqueles que defendem que a educação pode ser mais “fazedora” costumam argumentar que ela pode revolucionar a educação justamente por ser desafiadora e incentivar a experimentação e a busca pelo conhecimento a partir da prática. 

Afinal, é muito mais divertido e estimulante aprender por meios criativos e que incentivem a pró-atividade, não é mesmo? Coisa que já podemos ver em feiras de ciência, em gincanas escolares etc. E que também pode ser implementado ao colocar alunos em situações mais diversas, como construir um horto ou aprender programação, vendo seus projetos ganharem vida, por exemplo. 

Mas é importante frisar que a situação da educação brasileira tem influência de muitas coisas, que às vezes fogem do poder do professor e às vezes, até mesmo da escola. Pois o que não falta são professores dedicados e sedentos por uma outra prática escolar. 

Portanto, não basta querer implementar a cultura maker só porque quer. Até porque temos diversos profissionais da educação qualificados, como os pedagogos, que estudam e pesquisam a educação há tanto tempo e que melhor podem decidir sobre ela.

De todo modo, é perceptível que a cultura maker tem muito a contribuir para o ensino de nossas crianças e adolescentes. Sabendo fazer, eles só têm a ganhar. 

A importância da cultura maker

Imagem: monkeybusinessimages/iStock

A cultura maker vem se mostrando um movimento muito importante para se pensar os rumos da sociedade. Sobretudo quando se pensa no impacto que ela pode causar a esse estilo consumista que faz do mundo refém. 

Pessoas como Chris Anderson, editor da revista Wired e autor do best-seller A cauda longa, acredita que a cultura maker pode ocasionar uma nova revolução industrial, tendo até escrito um livro de enorme sucesso sobre isso. Além disso, a cultura maker é levada tão a sério que há até mesmo uma revista especializada no tema, a Make Magazine, criada por Dale Dougherty. 

Portanto, não dá para simplesmente ignorar um movimento como esse. Ainda mais se levarmos em conta o tanto que ele pode fazer pelas pessoas, tornando-as mais autônomas, criativas e por que não, mais vivas. 

Ao menos, vale muito a pena saber da existência de uma perspectiva de mundo como essa. Portanto, por que não tê-la no horizonte?

Isto tudo posto, uma pergunta: que tal tirar um tempinho e aprender aquela coisa que você sempre teve vontade de saber? Nunca é tarde!

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