Você provavelmente já chegou ao final do mês e se perguntou onde foi parar o seu dinheiro. Essa dúvida é muito comum, principalmente para quem não tem um planejamento financeiro. Veja abaixo 9 hábitos que podem estar acabando com o seu dinheiro sem você perceber!

1. Manter um padrão de vida acima do que seu orçamento permite

Muitos brasileiros acabam mantendo um padrão de vida acima do que podem manter. Esse tipo de comportamento é um dos principais motivos de endividamento e do “sumiço” do dinheiro no final do mês. Para saber se você comete esse erro, o ideal é mapear os seus ganhos e gastos mensais.

Descubra aqui 5 sinais de que você mantém um padrão de vida acima da renda!

2. Usar o limite do cartão como parte da renda

O cartão de crédito pode ser útil em várias situações, mas também pode ser uma grande armadilha. Ele nos permite comprar mesmo antes de ter o dinheiro em mãos, e isso pode nos levar a gastar mais do que podemos sem perceber.

É muito comum utilizarmos o cartão de crédito como uma extensão do nosso salário, o que pode gerar uma bola de neve no futuro. O cartão de crédito pode ser utilizado para concentrar os pagamentos em uma data adequada ao seu fluxo de caixa, mas nunca deve ser utilizado como uma extensão do seu salário.

O ideal é que você tenha uma planilha de gastos para registrar cada compra efetuada, acumulando o valor total a ser pago na fatura.

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3. Realizar pequenos gastos diários sem controlá-los

Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, mesmo entre as pessoas que realizam algum tipo de planejamento financeiro, o controle dos gastos extras e não essenciais acaba ficando em segundo plano.

Pode parecer besteira não controlar o gasto com o docinho após o almoço ou a pizza do final de semana. Mas esses pequenos gastos ao longo do mês podem estar levando uma boa parcela do seu salário.

Pense em uma pessoa que todos os dias após o almoço compra um doce de R$ 2,00 e de tarde um pacote de biscoito amanteigado no valor de R$ 2,50. Ao final do mês essa pessoa terá gasto R$ 135,00 só com os lanches – isso é quase 13% do salário mínimo. E aqui não contabilizamos os gastos maiores como manicure, um passeio ou uma garrafinha de água num dia quente.

O problema não é você fazer essas pequenas compras, o problema é não ter consciência do impacto delas no seu orçamento. Uma vez que você tenha esses gastos em mente e tenha noção da porção que eles irão ocupar no seu orçamento, você poderá se planejar.

4. Comprar por impulso

crédito para o Natal
Imagem: ipopba/iStock

Todos nós já compramos por impulso. E todos nós já nos arrependemos depois de realizar uma compra por impulso; seja por perceber o impacto da compra em nosso orçamento ou por perceber que não queria ter adquirido aquele produto específico.

Tanto uma promoção na black friday quanto uma do tipo “leve 3 pague 2” no supermercado pode impactar o seu orçamento. Para evitar compras por impulso, evite sair com o cartão de crédito ou muito dinheiro na carteira.

Veja abaixo alguns fatores que influenciam nas compras por impulso e fuja dessas armadilhas:

  • mercadorias com preços abaixo da média ou liquidações;
  • problemas emocionais do consumidor (evite comprar quando estiver muito feliz ou triste);
  • a lábia dos vendedores;
  • produtos atrativos e propagandas;
  • desejo de ter um produto apenas porque outra pessoa comprou e gostou sem realmente precisar.

5. Pagar contas com atraso

Pagar contas com atraso às vezes é inevitável, mas boa parte das pessoas apenas esquece a data de vencimento. Alguns serviços podem até não ter juros muito altos como no caso das contas de água e luz, mas eles podem acabar virando uma bola de neve quando somados a juros de outras contas. Alguns cartões de crédito podem ter juros de até 10% o valor da fatura. Portanto, procure evitar atrasos e pagar mais do que deveria.

6. Deixar de pedir desconto

Desconto
Imagem: shironosov/iStock

Algumas pessoas tem receio de pedir desconto. Esse é um medo que você deve perder imediatamente. Muitas empresas colocam o preço de seus produtos um pouco acima para que possam ser aplicados desconto.

Sempre peça descontos e evite pagar mais do que precisa. Em alguns casos você pode conseguir descontos de até 20% do valor original do produto ou serviço; principalmente se for um cliente fiel ou antigo. Isso quer dizer que ao invés de pagar R$ 100,00 por um produto ou serviço, você poderia estar pagando R$ 80,00

Uma boa dica é perguntar “Qual o desconto para mim?” ao invés de perguntar se o produto tem desconto. Ao fazer uma pergunta direta você estabelece uma relação com o vendedor e torna mais difícil dele negar o desconto.

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7. Ir comer quando está com fome

Diversas pesquisas já provaram que ir ao supermercado com fome faz você gastar mais. A mesma lógica vale para o restaurante ou pedir comida por aplicativo.

Procure sempre planejar o que vai comer com antecedência e faça ou peça antes de ficar com muita fome. Você pode economizar alguns reais que poderão ser usados em outras coisas.

8. Deixar de planejar os grandes gastos

Muitas pessoas não estabelecem metas e não fazem um planejamento a longo prazo para gastos maiores. É muito importante planejar as compras mais caras, isso vai permitir que você possa monitorar os preços e juntar o dinheiro necessário (ou parte dele).

Se você quer trocar o celular no próximo ano ou fazer uma viagem, comece a pesquisar os preços agora e procure juntar ou investir o dinheiro que será usado para a compra. Isso irá ajudá-lo a evitar dívidas e pagar juros sem necessidade.

9. Desperdiçar energia elétrica

A energia elétrica é um dos principais gastos de toda família. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a conta de luz pode comprometer mais de 20% do salário mínimo. E essa porcentagem pode ser ainda maior no verão.

Economizar energia elétrica é essencial para controlar o seu orçamento. Veja aqui 8 dicas de como economizar energia elétrica!

Outra dica importante que pode ajudá-lo a economizar energia é ficar atento aos selos dos aparelhos. Os selos informam a eficiência energética de cada produto e avalia qual apresenta o melhor desempenho energético dentro de sua categoria. Os eletrodomésticos mais eficientes recebem o selo Procel