Quando divórcio for inevitável, procure ter uma separação consensual, pois isso poupará poupará você não apenas de um estresse enorme, mas também de um grande gasto financeiro. Confira as dicas a seguir:

1. Torne o divórcio o mais amigável e gentil possível

Muitas pessoas veem o divórcio como uma batalha em que os cônjuges brigam por tudo, desde a guarda dos filhos até sobre quem fica com os presentes de casamento. No entanto, a maioria das pessoas termina seus casamentos com dignidade, retomando rapidamente suas vidas.
Portanto, assim que você se decidir pela separação, a primeira pessoa com quem deve falar não é seu advogado, e, sim, seu companheiro. A agenda da reunião: podemos cuidar disso juntos? Conseguimos concordar sobre as questões principais e definir os detalhes ao longo do caminho? Conseguimos falar sobre onde os filhos vão morar e quem pagará quanto para mantê-los?
Se seu cônjuge estiver relutante em tentar a abordagem amigável, mostre-lhe a realidade sobre os divórcios litigiosos: eles demoram muito mais, são infinitamente mais caros, criam mais problemas do que soluções e podem fazer de vocês inimigos eternos. Isso pode criar uma vida de encontros tensos em eventos como apresentações escolares, formaturas e  aniversários.
Vocês não têm obrigação de gostar um do outro. Basta serem sensatos e evitarem, se possível, criar hostilidades desagradáveis. No fim das contas, poder compartilhar os triunfos dos filhos é mais importante do que quem fica com um presente de casamento.

2. Mantenha os parentes à parte

Por que pessoas que nunca se interessaram por seu casamento surgem, de repente, como conselheiros indispensáveis logo que você inicia sua caminhada em direção ao divórcio? Porque – dizem eles – estão “totalmente a seu favor”; pois “sabem como você se sente”; porque “conhecem um bom advogado” que você não pode deixar de ver. Porque – alguns dirão – “já passaram por isso”. E porque todos dirão que sempre souberam que seu cônjuge era um canalha.
O que eles parecem não saber é que o divórcio é seu. Apenas você deve lidar com ele. Não importa o quão bem intencionados ou bem informados são os familiares; quase sempre é melhor aceitar seu apoio emocional, deixando-os, no entanto, distantes das providências.
Sim, vá em frente e ouça – seu tio sábio, seus pais, suas irmãs, primas e tias. Ouça seu amigo, seu cabeleireiro… mas, depois, tome suas próprias decisões.

3. Verifique sua situação financeira

Quando você pensar sobre o divórcio, uma das coisas mais importantes a fazer é rever sua situação financeira, aconselham os advogados.

Turma da Mônica e Corpo Humano

Faça um orçamento. Se seu cônjuge for responsável pela maior parte das finanças da família, verifique o status de alguma conta conjunta e se o pagamento conjunto de algum empréstimo está em dia. Tudo deverá ser definido na hora da divisão de bens e fixação da pensão, caso seja necessária. Providencie o cancelamento das contas conjuntas e cartões de crédito adicionais (em alguns casos, só o titular pode fazer isso). Não jogue fora nada que seja relevante – guarde documentos do imóvel, do carro, dos produtos que compraram e ainda estão financiados. Reveja os beneficiários do seu seguro de vida, pois é comum a indicação do cônjuge como beneficiário. É importante que seu advogado tenha uma visão completa da situação.

4. Seja honesto sobre as finanças

A divisão de bens e a decisão sobre pensões alimentícias para os filhos menores e para o ex-cônjuge é, em geral, a parte mais complicada de um divórcio. Os bens incluem as poupanças e os investimentos, a residência da família e os bens pessoais.

A divisão dependerá do regime de bens escolhido antes do casamento. É importante lembrar que, se vocês não chegarem a um acordo, o tribunal decidirá o que fica com cada um e o valor da pensão, levando em conta os filhos e a circunstância de dependência dos cônjuges. Assim, vocês pagarão mais em custas judiciais e acabarão numa situação mais incerta. Seu advogado pode instruir acerca do que seria uma partilha justa, sugerir formas de alcançá-la e redigir um formal de partilha que será reconhecido e executável pelos tribunais.
Tanto o advogado quanto o tribunal precisam saber quanto cada um ganha e quem possui o quê, de modo que os bens possam ser partilhados de maneira justa e as futuras necessidades financeiras avaliadas – em especial se você tiver filhos. Se vocês não revelarem seus dados abertamente, tanto o juiz como os advogados poderão requerer a apresentação de declarações de imposto de renda e comprovantes de rendimentos mensais, além de outros documentos como certidões públicas que comprovem a propriedade de bens. É melhor tanto para você quanto para seu cônjuge que se sentem e, como adultos, acertem tudo. Ambos sairão ganhando tanto financeira quanto emocionalmente.

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