É importante ensinar as crianças a entenderem o valor das coisas e a terem responsabilidade com o dinheiro desde cedo. Isso vai ajudá-las no futuro, não só com seu orçamento familiar, mas também em seus projetos profissionais. A Educação financeira não tem idade.

Ela é tão importante que é uma das novidades da Nova Base Comum Curricular – que determina o conteúdo que deve ser ensinado nas escolas. Antes associada às aulas de matemática, agora a educação financeira será um tema transversal do novo ensino fundamental, devendo ser abordada em diferentes disciplinas, incluindo-se geografia e história. Na verdade, o Brasil ainda está atrás dos países mais desenvolvidos, nos quais esse assunto faz parte da grade curricular de ensino já há muitos anos. A previsão atual é de que a implementação da educação financeira nas redes estaduais de ensino se torne uma realidade somente em 2020. Contudo, os pais podem ajudar a acelerar essa evolução da nossa educação.

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Para ser “bem educado” financeiramente o indivíduo deve saber gerir suas finanças (seu orçamento pessoal), planejar objetivos e projetar seus sonhos para alcançar esses objetivos com segurança, sem se tornar um endividado e sabendo utilizar seus recursos com inteligência emocional. Com isso, serão formados cidadão mais conscientes, responsáveis e com perfil poupador, o que pode ajudar o desenvolvimento do país.

E você está esperando o quê para começar a ensinar seus filhos a lidar com dinheiro? Não sabe por onde começar? Nós ajudamos!

2 anos

Tudo começa na primeira infância. Os pequeninos, a partir dos 02 aninhos, já precisam ser ensinados a dar valor as coisas, cuidando de seus brinquedos, ajudando guardá-los e não os quebrar;

3 anos

Aos 03 anos, a criança já entende regras sobre a quantidade de presentes que recebe, e aprende o valor das conquistas;

4 – 5 anos

Por volta dos 04 anos de idades, já desenvolvem a noção de quantidade e aos 05 começam a aprender as primeiras operações matemáticas como somar e subtrair. É um bom momento para ganhar o primeiro cofrinho. Nessa fase, o risco de engolirem as moedas já é bem menor!;

6 anos

Aos 06 anos já desenvolveram a noção de tempo e adquirem a habilidade de organização mental. Nessa fase já se torna interessante estabelecer um dia certo para ganharem o dinheiro, a famosa mesada! É interessante ajudá-los a administrar o dinheiro ao longo da semana ou do mês, orientando na melhor forma de gastar, de poupar, mostrando a importância de ter objetivos;

7 – 8 anos

Aos 07 anos as crianças vão adorar trocar o porquinho por uma carteira para colocar as notas! Continue ajudando a planejar quanto tempo falta para comprar algum objeto de desejo, tendo em conta quanto elas ganham e o quanto conseguem guardar;

9 – 11 anos

Aos 09 já estarão habituadas a lidar com dinheiro e já podem fazer suas operações financeiras sozinhos comprando o lanche na cantina da escola (longe do olhar e da ajuda dos pais!) e recebendo o troco;

12 anos

Aos 12, já não são mais crianças. Os pré-adolescentes já devem ter noção de limites bem desenvolvida. Assim, já podem ter mais responsabilidade e tomar decisões sobre seus recursos fazendo suas escolhas. Oriente sobre poupar dinheiro para o futuro, gastar com coisas mais importantes como roupas, sapatos, a mochila da moda e outros objetos de desejo;

13 – 15 anos

Aos 15 anos já podem executar tarefas simples do dia a dia, como compras na padaria e farmácia. Entre os 13 e os 15 anos é um bom momento para levar ao banco, ensinar a fazer depósitos na Poupança e explicar que o valor guardado pode render e se multiplicar. O cofrinho passa a ser o banco!

16 anos

O melhor momento para receber um cartão de débito de conta corrente é aos 16 anos, quando já tem responsabilidade suficiente para manuseá-lo. Mas fique sempre atento ao que seu filho compra, como gasta seu dinheiro, que coisas novas começam a chegar em casa e sempre pergunte como e onde comprou. Nessa fase é importante ficar de olho sobre o que os adolescentes estão consumindo e acompanhar as suas escolhas.

Por Samasse Leal

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