O prazo para o pagamento de financiamentos habitacionais foi ampliado novamente pela Caixa Econômica Federal. O período, que já havia sido aumentado em maio para 120 dias, mudou para 180 dias. A informação foi confirmada pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, na quarta-feira, dia 22 de julho.

Em meio a uma crise econômica mundial por causa da pandemia do novo coronavírus, seria agora o melhor momento para conquistar o sonho da casa própria?

Existem diversas formas de financiar um imóvel, direcionadas a diversos tipos de clientes, levando em consideração o seu padrão socioeconômico.

O banco mais procurado pelas pessoas é a Caixa Econômica Federal, pelas diversas modalidades de financiamento, tanto para construir quanto reformar ou comprar um imóvel novo ou usado.

Em março de 2020, houve uma baixa histórica da taxa Selic, que chegou aos 3,75% ao ano. A taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil, e sua redução significa que torna as taxas de juros, incluindo juros de crédito imobiliário, mais baratas.

Portanto, esse é um ponto positivo para quem está procurando um imóvel neste momento.

Foto: Drazen Zigic/iStock

Antes de começar os trâmites de um financiamento, os bancos possuem algumas exigências:

  • É necessário que o cliente seja maior de idade, brasileiro nato ou naturalizado;
  • O imóvel escolhido deve estar localizado no município onde o cliente atesta morar há mais de um ano;
  • É preciso ter uma comprovação de capacidade de pagamento, ou seja, uma renda superior ao valor da parcela estipulada no financiamento (o percentual é determinado pelo banco).

Tipos de financiamento

No Brasil, atualmente existem dois tipos de financiamento:

  • Sistema Price: parcelas fixas e a maior parte da primeira prestação é composta de juros;
  • SAC – Sistema de Amortização Constante: o valor das parcelas diminui gradativamente ao longo do tempo.

A diferença entre as duas é que as primeiras parcelas do Price são mais baixas em relação às do SAC. Porém, em um determinado momento, as parcelas do SAC ficam menores, pois vão diminuindo. Então, o SAC é geralmente o modelo mais barato de financiamento.

É possível, ainda, utilizar o FGTS para comprar ou construir um imóvel. O dinheiro pode ser aplicado como entrada do financiamento, fazendo parte do pagamento ou do valor total.

Foto: Drazen Zigic/iStock

Mantenha as contas em dia

Os bancos têm um programa do Serasa Experian, que verifica se o cliente é um bom pagador ou não.

Portanto, para aumentar as chances de ser aprovado em um financiamento, é necessário ter as contas em dia. Isso faz o cliente seja visto com “bons olhos” diante de instituições financeiras.

Para ter um controle dos gastos, basta acompanhar seu controle financeiro se cadastrando no site do Serasa Consumidor.

Porém, outra maneira de ter uma boa imagem é abrir uma conta no banco em que deseja pedir o empréstimo e movimentá-la com segurança e responsabilidade.

Dessa forma, a instituição verá que o cliente está ativo e fazendo bom uso da conta, o que aumenta as chances de uma aprovação.

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Cuidados na hora de escolher um imóvel

Antes de procurar um banco, é fundamental pesquisar imóveis que estejam à venda. Mas, além disso, é preciso ter cuidados extras.

Caso o imóvel seja usado, é necessário saber se está com as contas e a documentação em dia ou se faz parte de trâmites de inventário de herança. Isto pode ser uma dor de cabeça a mais na hora da negociação.

Portanto, fuja desses casos!

Formalize o pedido de financiamento

Ao escolher o imóvel, procure um banco de sua preferência e demonstre o interesse de contratar o empréstimo. É necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência e de renda mensal atualizado.

Enquanto isso, o proprietário do imóvel precisa apresentar uma Certidão de Inteiro Teor do Imóvel, que deve estar devidamente registrado em cartório.

Então, todas as informações e documentos serão analisados pelo banco, e, ao ser aprovado, a instituição entrará em contato para prosseguir com o processo de aquisição do imóvel.

É importante lembrar que, por causa da pandemia, os bancos mudaram sua forma de atendimento. Agora, estão atendendo via aplicativos, e-mails e ligações.