Você conhece os serviços dos bancos digitais? Eles não possuem atendimento presencial e nem agências físicas. Por isso também são conhecidos como “bancos virtuais”. Da abertura da conta aos investimentos, passando pelo atendimento, todo o relacionamento com clientes acontece por aplicativos ou sites. Com isso eles prometem resolver problemas como:

  • Burocracia do atendimento dos bancos de varejo tradicionais;
  • Agências lotadas, com filas longas e atendimento demorado;
  • Altos custos dos serviços tradicionais como tarifas de pacotes de serviços e tarifas de cartões de crédito. Alguns oferecem serviços totalmente gratuitos;
  • Falta de transparência e objetividade por parte de gerentes;
  • Investimentos com melhores rentabilidades, menores taxas, e mais adequados aos perfis dos clientes. É comum ver melhores opções de investimentos em instituições (bancos e corretoras) menores;

Os bancos digitais costumam oferecer pacotes de contas correntes sem tarifas. Não costumam visar segmentação por perfil de renda. Assim, não costuma haver diferenciação no atendimento dos clientes em razão de sua renda.

Outro produto campeão de aceitação nos bancos digitais são os cartões de crédito sem anuidade. Eles também podem oferecer serviços como investimentos, seguros, consórcios e empréstimos, com taxas e custos mais baixos e mais transparentes. O objetivo é deixar muito claro o que você está contratando e quanto está pagando.

A concorrência favorece todo o mercado de consumo. O número de bancos digitais e plataformas de pagamentos vem aumentando. Atualmente já são mais de vinte. Com isso, a concorrência para captar clientes resulta numa evolução desses serviços.

Veja as principais características de alguns dos mais tradicionais:

Agibank

Já tem mais de 1 milhão de clientes;

Banco Original

Pioneiro, mas não é gratuito. Isenção de tarifa somente para quem investe a partir de R$ 100 mil;

Banco Inter

Sem tarifas até mesmo na rede de bancos 24hs. Primeiro a ter ações negociadas na Bolsa de Valores – B3);

C6bank

Voltado para clientes de alta renda;

Sofisa Direto

Possibilita investimentos em renda fixa a partir de R$ 1,00;

Neon

Depósito mínimo de R$ 25,00 para abrir a conta sem análise de crédito e tem um aplicativo de gestão financeira;

Pagseguro

Começou como uma plataforma de meio de pagamentos, é focada em pequenas empresas e empreendedores;

Mercado Livre (Mercado pago)

A plataforma de revendas pela internet evoluiu para oferecer serviços financeiros. Tem como objetivo criar uma conta digital, conta salário e oferecer empréstimos.

Nubank

Não é um banco, mas está no caminho de se tornar um. Conta digital e cartão de crédito sem tarifas. Plano pago de benefícios do cartão é opcional;

Clientes podem mudar o perfil do varejo

Quando as pessoas conhecem essas novas opções e optam por elas, em massa, os bancos tradicionais podem perder clientes. Com isso, buscam se adaptar a esse novo perfil de consumidor e modificar seus pacotes. Veja a seguir que os bancos já estão oferecendo opções digitais, porém com custos. Quem ganha são todos os correntistas coletivamente. Mas é preciso que os consumidores façam a sua parte cobrando uma nova atitude dos bancos. Basta mostrar que não precisa pagar mais por serviços que também estão disponíveis sem custo.

Serviços digitais de bancos de varejo. Eles também têm!

Para não ficarem para trás, atentos à concorrência e ao novo perfil dos clientes, alguns bancos lançaram serviços digitais. Veja alguns deles:

  • BB Digital é a versão digital do Banco do Brasil para clientes que não usam a agência. Não é gratuita;
  • O Bradesco criou o Banco Next. Comercializava uma conta sem tarifa (Digiconta), mas foi descontinuada;
  • O Itaú Unibanco lançou uma Conta Corrente Online. Clientes com perfil de uso de serviços exclusivamente pela internet são migrados para a plataforma sem agência física. O banco também já teve uma conta digital gratuita, a iConta, mas ela também foi descontinuada;
  • O Santander oferece a conta corrente SuperDigital que também não é gratuita;

Com os bancos virtuais ficou mais fácil pedir ao gerente do banco a isenção da anuidade do cartão de crédito. Negociar o valor da tarifa dos pacotes de serviço também se tornou mais concreto. Conforme a Resolução 3.919 do Banco Central, alguns serviços que compõe cestas mais básicas já não podem ser cobrados; e isso desde 2010. Para quem não valoriza agência luxuosa ou não usa os serviços do segmento diferenciado, não faz sentido pagar mais. Contudo, mesmo esses clientes podem pedir isenções de tarifas aos bancos tradicionais. Eles não vão querer perder clientes que classificam como diferenciais!

Assine a nossa newsletter e receba nosso conteudo em primeira mão!