Parece uma sopa de letrinhas, mas conhecer esse cardápio de investimentos pode te ajudar a ficar rico. Se você é nosso leitor assíduo, mais precisamente da área de Economia, uma dessas siglas você já deve conhecer, o TD (Tesouro Direto). Mas muitas outras podem ajudar nas suas finanças. Saiba mais!

TD – Tesouro Direto

Saiba mais em “Como funciona o Tesouro Direto” e em “Passo a Passo para investir no Tesouro Direto”.

LCs – Letras de Crédito

Títulos de investimentos em renda fixa que não pagam imposto de renda, o que garante uma rentabilidade maior. Garantidas pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Costumam render mais do que a poupança, mas é preciso ter um valor mínimo de ingresso, em regra acima de R$ 10 mil. Esses títulos podem ter rentabilidade pré-fixada (o juros são combinados na data da contratação) ou pós-fixada (a rentabilidade depende da variação dos juros praticados no mercado). Nem todos os bancos disponibilizam este tipo de investimento.

LCA – Letra de Crédito Agrário

Criadas para captação de recursos para aplicação especificamente no financiamento de empréstimos para o agronegócio.

LCI – Letra de Crédito Imobiliário

Essas letras de crédito visam a captação de recurso para financiamento de empréstimos imobiliários.

CDB – Certificado de Depósito Bancário

É um título de renda fixa que os bancos emitem para se capitalizar, ou seja, o investidor empresta dinheiro ao banco em troca de uma rentabilidade diária. Também é garantido pelo FGC, mas neste investimento incide o imposto de renda. O CDB pode ter três tipos de rentabilidade: pré-fixada; taxa de juros pré-fixada e mais um índice de inflação ou pós-fixada.

Fundos DI

São fundo de investimento em renda fixa que aplicam a maior parte de seu patrimônio – no mínimo 95% – em títulos públicos federais do Tesouro Direto (atrelados ao CDI ou Selic) ou em títulos privados de baixo risco. Também podem ser denominados “Fundos de Renda Fixa Referenciado DI”.

COE – Certificado de Operações Estruturadas

É um investimento em renda variável, cuja rentabilidade está atrelada a índices, ações, moedas, commodities, à inflação, juros ou ativos internacionais, e pode ser estruturado de duas formas: com ou sem capital protegido. Sobre ele incide o imposto de renda (regressivo, como na renda fixa) e não tem a proteção do FGC. Este tipo de investimento possibilita diversificar a carteira e obter ganhos expressivos, minimizando os riscos. Sabe-se desde o início da aplicação quais serão os possíveis cenários de ganho, perda ou de retorno nulo. Possuem baixa liquidez porque o prazo para resgate é fixado, devendo-se aguardar até o final para o resgate, caso contrário, é possível absorver perdas.

CDI – Certificado de Depósito Interbancário

Não é um título de investimento para as pessoas físicas, mas como ele é utilizado para referência de rentabilidade de investimentos em títulos pós-fixados, acaba confundindo os investidores iniciantes. Por isso vale a pena explicar. O CDI é o título negociado entre os bancos todos os dias, que realizam empréstimos de dinheiro entre si. E essa negociação tem uma taxa média de juros calculada, a Taxa DI. Então, na verdade, a rentabilidade que é utilizada como referência dos investimentos é a Taxa DI. Mas popularmente é chamada de CDI no mercado financeiro.

E então, já sabe em qual tipo de investimento aplicar suas economias? Se ainda tiver dúvidas, descubra antes o seu perfil de investidor. Bons ganhos!

Por Samasse Leal