A dor emocional pode ter muitas causas. O luto pela perda de um ente querido ou o choque de ser demitido na empresa são alguns exemplos. Traumas como esses podem levar à depressão e à ansiedade e, em casos extremos, gerar dor física, pois as áreas cerebrais que processam a dor emocional são as mesmas que lidam com a dor física. Por exemplo, após a rejeição por um parceiro, é provável que os músculos se contraiam em dor, a frequência cardíaca aumente, e você se sinta tenso e infeliz. Ao obter sucesso nas questões mentais, qualquer dor física simultânea costuma diminuir.

Ansiedade e dor

Quando ansioso, você tende a ser muito sensível a estímulos externos e internos. Os ruídos talvez pareçam mais altos e as luzes superbrilhantes. Isso pode aguçar a percepção de dor e piorá-la. Relaxar e estar bem-informado sobre qualquer possível dor ajudam a dissipar a ansiedade e, assim, reduzir a quantidade de dor vivenciada.

A ansiedade sobre algo além dos próprios problemas, no entanto, pode servir para distrair desse problema. Não é incomum que pessoas com dor crônica nas costas achem que a experiência de dor minimize se um membro da família cai gravemente doente.

Depressão e dor

A depressão pode piorar muito a sensação de dor, sobretudo se for duradoura. Em parte, isso ocorre porque a depressão reduz a capacidade do corpo de produzir endorfinas, que são analgésicas.

Quem sofre de depressão grave talvez se preocupe apenas com os próprios problemas físicos. É possível que acredite que certa parte do corpo esteja prejudicada ou alterada de alguma forma, provocando dor extrema. Nesses casos, a dor é, na verdade, causada por depressão subjacente. Conheça algumas maneiras de lidar com a depressão.

A linguagem dor emocional

A linguagem usada para descrever estados emocionais dolorosos reflete até que ponto as manifestações físicas de dor emocional nos afetam. Declarações como “senti como se o coração fosse se partir” ou “foi um chute nos dentes” indicam o quanto a dor emocional pode ser vivenciada como uma experiência física.

Medo e dor

Quando se desconhece a causa de uma dor, o medo e a incerteza podem reforçar a dor em si. Como a ansiedade, o medo amplia a receptividade do corpo à estimulação, tornando os sistemas de dor bem sensíveis. Às vezes, as pessoas evitam se exercitar por receio de que a atividade enérgica gere uma lesão, mesmo o exercício sendo benéfico.

Pessoas que se recuperam de um ataque cardíaco, por exemplo, costumam ser orientadas a se exercitar. É possível notar que a frequência cardíaca sobe em seguida ao exercício, e, embora seja uma reação supernormal, esse aumento pode ser interpretado como o início de outro ataque cardíaco. O pânico eleva a frequência cardíaca ainda mais, e o indivíduo pode subsequentemente desenvolver sintomas de dor.

Raiva e dor

Preso no trânsito, você está furioso com a perda de tempo – e sente os músculos das costas ou do pescoço se contraírem. A reação à dor não é coincidência. Há anos, estudos têm relacionado a raiva – a reprimida e a externada – à dor crônica, como dores de cabeça e dor nas costas.

Uma pesquisa recente, feita na Universidade de Vanderbilt, em Nashville, descobriu que as pessoas que davam vazão à raiva, de maneira explosiva, ou se irritavam com facilidade tinham mais dores intensas e produziam menos opioides naturais do que as que administravam a dor de modo saudável. Se você se zanga com frequência – sobretudo se reprime a raiva –, pode se beneficiar de uma terapia cognitivo-comportamental. O terapeuta ensinará meios de expressar a raiva de maneira construtiva e de mudar atitudes e pensamentos que o irritam. Tente este: ao sentir que está ficando irado, inspire várias vezes, lenta e profundamente.

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