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Publicado em: 3 de fevereiro de 2020

O cego que queria ser jogador de futebol – e se tornou um campeão

A filosofia de Anderson, de que "é preciso confiar em você, apesar de tudo e de todos”, o levou aonde queria chegar.

Imagem: Pixfly/iStock

Anderson Dias Fonseca tinha 3 anos quando seus pais o levaram ao médico por causa de uma alergia na pele. Horas mais tarde, ele voltaria para a casa com o diagnóstico de catapora. Apenas 12 horas depois, seria levado novamente ao hospital: estava com o corpo coberto de bolhas. Só então seus pais souberam que os médicos haviam errado.

Os médicos acreditavam que ele não iria sobreviver

Anderson fora vítima de uma doença chamada fogo-selvagem. Passaria um mês em coma.

“Disseram a meus pais que eu não iria sobreviver”, conta Anderson. Ele levou cerca de quatro meses para se recuperar dos sintomas mais grave, período em que não conseguia sair de casa por conta da sensibilidade à luz. Ele se recuperou, apesar do ceticismo dos médicos. No entanto, a dermatose havia afetado as córneas. Anderson estava cego.

O que acontece ao recuperar-se da cegueira depois de anos?

“Três anos depois do incidente eu procurava viver como uma criança normal.”, disse 

Anderson. Foi então que ele descobriu sua paixão: o futebol. Seus amigos envolviam a bola numa sacola plástica para que ele pudesse jogar, orientando-se pelo barulho. Saiu-se tão bem que passou a dizer a todos que seria jogador de futebol quando crescesse. 

“Muita gente ria e dizia: ‘Como um cego vai ser jogador de futebol?’” Anderson também não sabia como, mas tinha certeza do que queria: jogar no Flamengo.

Com exceção da família e dos amigos, todos diziam: “Você não vai conseguir, desista do futebol.”

Sua mãe o enviou ao Instituto Benjamin Constant, uma instituição que atende deficientes visuais no Rio de Janeiro. Tinha 11 anos. Em 1992, já com 13 anos, passou a frequentar os treinos do técnico Ramon Pereira. Três anos depois, estreava como profissional, no campeonato regional de futebol de salão para cegos. Em 2000, foi campeão da Copa Brasil e, após o jogo, mal acreditou quando foi convidado a integrar na Seleção Brasileira. No mesmo ano, foi campeão no Mundial da Espanha, mas quase viu seu sonho ruir: ele rompeu um ligamento do joelho direito num treino. Com exceção da família e dos amigos, todos diziam: “Você não vai conseguir, desista do futebol.”

Mas o jogador de futebol, que em 2004 viveu a maior glória de um atleta – ganhar a medalha de ouro olímpica (na Paraolimpíada da Grécia) –, tinha uma filosofia:

“É preciso confiar em você, apesar de tudo e de todos.”Anderson fez parte da Seleção Brasileira de Futebol de Salão para Cegos e ainda treina no Instituto Benjamin Constant. Hoje, é Diretor da Urece – Esporte e Cultura, uma Associação que trabalha especificamente com pessoas com deficiência, através de projetos pioneiros e relações internacionais.

Por Josiane Nogueira 

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