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Publicado em: 14 de agosto de 2021

12 exames de coração que podem salvar sua vida

Descubra quais são os exames que podem dar pistas precoces sobre doenças cardiovasculares.

Imagem: AlexRaths/iStock
Iana Faini
Por: Iana Faini

Embora seja mais comum em pessoas mais velhas, o número de casos de infarto na faixa etária mais jovem, dos 20 aos 39 anos, vem aumentando de maneira considerável. Casos como o de Danilo Feliciano de Moraes, filho mais velho do pentacampeão de futebol Cafu, estão se tornando cada vez mais comuns. Mas os jovens precisam fazer exames de coração?

Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) do Ministério da Saúde, em 2013, houve um aumento de 13% no número de infartos entre adultos de até 30 anos. Contudo, há exames que podem ajudar a descobrir se uma pessoa é mais suscetível a desenvolver doenças cardíacas.

Um estudo do Centro Médico da Universidade Texas Southwestern, envolvendo um grupo de pessoas saudáveis por mais de dez anos, descobriu que aquelas que se saíram mal em cinco exames de coração simples eram 20 vezes mais suscetíveis a desenvolver doença cardíaca do que aquelas com bons resultados.

Leia também: 35 coisas que os médicos fazem para evitar doenças cardíacas

Estes testes não são padrão, por isso talvez não sejam cobertos pelos planos de saúde. Mas os resultados fornecem uma percepção melhor do risco de doenças cardíacas do que os mais tradicionais. E podem ajudá-lo a mudar seus hábitos conforme necessário para proteger seu coração para o resto da vida.

Para uma melhora significativa da saúde do seu coração também vale conferir 18 superalimentos para ajudá-lo nesta missão. Se você fuma, está acima do peso, tem histórico familiar de problemas cardíacos ou outros fatores de risco, pergunte a seu médico sobre estes exames.

1. Eletrocardiograma

O eletrocardiograma não é invasivo e tem respostas bem rápidas
O eletrocardiograma é realizado de uma maneira rápida e não invasiva. (imagem: peakSTOCK/iStock)

Um eletrocardiograma padrão, com 12 derivações, também conhecido como ECG, não é invasivo, é indolor e, em geral, leva apenas de 5 a 10 minutos.

Ele é considerado uma das melhores maneiras de avaliar o risco de doença cardíaca. São posicionados dez eletrodos nos braços, nas pernas e no tórax, que medirão a atividade elétrica do coração e irão detectar ritmos ou padrões anormais associados a infarto, arritmia e outras doenças cardiovasculares perigosas.

2. Exame de cálcio das coronárias

É feito por meio de uma tomografia computadorizada de baixa radiação, que revela a quantidade de cálcio acumulado nas suas artérias coronárias.

“Quando vemos cálcio nas coronárias, significa que há algum nível de aterosclerose”, o que pode impedir o fluxo de sangue e levar a um infarto ou a um AVC", diz o Dr. Andrew M. Freeman, diretor do departamento de cardiologia clínica do hospital National Jewish Health e organizador do grupo de trabalho em nutrição e estilo de vida da Faculdade Americana de Cardiologia.

3. Exame de sangue para medir a proteína C-reativa

A quantidade de proteína C-reativa (PCR) no sangue aumenta com um nível maior de inflamação no corpo, que o Dr. Freeman diz ser uma condição subjacente de vários problemas de saúde, inclusive de doença cardíaca. Se possível, faça o teste de alta sensibilidade em vez de fazer o exame de sangue padrão para detectar PCR; ele é melhor para detectar inflamação relacionada ao coração.

4. Exame de sangue para NT-proBNP ou BNP

O peptídeo natriurético cerebral (BNP) é um hormônio liberado pelo coração em resposta ao estresse cardiovascular. O NT-proBNP é um precursor do BNP. Como Dr. Freeman explica, níveis elevados de NT-proBNP ou BNP no sangue é um alerta de enrijecimento ou de enfraquecimento do músculo cardíaco; em geral, resultado de falta de exercício físico. Conhecida como disfunção diastólica, essa condição pode ser um indicador precoce de insuficiência cardíaca.

5. Exame de sangue de alta sensibilidade para troponina T

A troponina T é uma proteína liberada quando o coração enfrenta um estresse significativo ou sofre uma lesão. Um exame típico de troponina pode detectar apenas grandes quantidades da proteína; como as produzidas durante eventos que exigem muito do coração; como correr uma maratona ou sofrer um infarto.

Porém a nova versão de alta sensibilidade, aprovada em janeiro de 2017, é capaz de detectar níveis muito mais baixos de troponina T. Permitindo, assim, que os médicos comecem o tratamento mais cedo.

6. Raios X de tórax

A radiografia de tórax é feita de trás para a frente, mas às vezes também é necessária uma incidência lateral para ver o coração por mais de um ângulo.

O paciente costuma ficar de pé, com os braços levantados para afastar as escápulas. A única instrução necessária é para respirar fundo, possibilitando a expansão dos pulmões e do tórax. O exame em si só leva alguns minutos.

Este exame é uma radiografia simples e oferece aos médicos uma imagem básica, porém nítida, do coração e dos pulmões. O formato e o tamanho do coração como um todo podem indicar ao médico onde está o problema.

Os raios X do tórax possibilitam ver muitos aspectos de formato e tamanho necessários para um primeiro diagnóstico. (imagem: DragonImages/iStock)

7. Ressonância magnética (RM) do coração e dos vasos

A RM produz imagens de alta qualidade utilizando fortes campos magnéticos. Não é invasiva e é indolor. Nela, o paciente permanece deitado em uma mesa móvel que desliza para o interior de um tubo magneto, onde será feito o exame.

A RM ajuda a mostrar a irrigação sanguínea do coração e avaliar o fluxo sanguíneo através dele. Também pode oferecer imagens precisas sobre a espessura do músculo cardíaco e a estrutura das valvas; é um dos exames mais precisos disponíveis.

8. Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (M.A.P.A.)

Este é o exame que mede a pressão arterial a cada 20 minutos, durante 24 horas, e o objetivo é acompanhar a pressão arterial durante o dia e enquanto o paciente estiver dormindo; e até mesmo durante eventuais sintomas como tontura, dor no peito e desmaio, e como o corpo reage sob efeito de possíveis antidepressivos.

O processo é bem simples. No dia agendado, é colocado o equipamento (um monitor leve e pequeno - na cintura - e conectado por um tubo plástico fino a uma braçadeira colocada no braço não dominante) no paciente, que permanece com ele durante 24 horas. A cada 20 minutos o monitor insufla a braçadeira e registra a pressão obtida.

Após 1 dia, o paciente retorna ao local do exame para a retirada do equipamento. Assim, um computador gera um gráfico com os resultados obtidos pelo monitor.

9. Holter

O holter fica com o paciente por pelo menos 24h e analisa seus batimentos ao longo do dia. (imagem: AndreyPopov/iStock)

O exame Holter, diferentemente dos outros exames que são realizados em alguns minutos, é realizado no período mínimo de 24 horas. Um monitor é colocado na cintura do paciente, de forma não invasiva, por 1 dia ou o tempo necessário.

O monitor incomoda o mínimo possível e a finalidade do exame é detectar, registrar, analisar e calcular a variação do ritmo cardíaco durante as atividades diárias habituais do paciente.

10. Ecocardiograma

Este exame fornece dados detalhados sobre a estrutura e a função do coração. O ecocardiograma não é invasivo e não exige exposição à radiação, além da possibilidade de ser realizado em uma clínica ou no leito do hospital.

Usando uma sonda manual conectada a uma unidade de processamento grande, mas dotada de rodas, com uma tela, esta técnica é capaz de detectar áreas de suprimento sanguíneo insatisfatório ou lesão muscular.

11. Cintilografia do miocárdio

Para todas as cintilografias são injetadas na corrente sanguínea doses mínimas de substâncias radioativas que circulam no sangue que entra e sai do coração, emitindo um tipo de radiação (raios gama). Esses raios são detectados por um aparelho especial, que pode ser posicionado acima e abaixo do corpo do paciente.

Este exame é relativamente simples e destaca anormalidades além de ajudar a definir o suprimento sanguíneo do músculo cardíaco.

12. Angiografia digital

Na angiografia, um corante radiopaco, chamado de contraste, é injetado na corrente sanguínea antes da radiografia, permitindo delimitação clara dos vasos. O objetivo deste exame é analisar artérias e veias que possam estar obstruídas e normalmente não são visíveis. Esta técnica também pode indicar a localização e o tamanho exatos de uma área enfraquecida da artéria, que também pode não ser vista por exames normais.

POR ABBEY SCHUBERT E REBECCA HENZE

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