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Publicado em: 6 de abril de 2021

Infecção urinária na gravidez pode trazer riscos ao bebê

Confira causas, sintomas e tratamentos

Imagem: iStock

Dor e queimação ao urinar são alguns dos principais sintomas da infecção urinária, que também pode ocorrer na gravidez. A infecção urinária tem como causa o deslocamento de bactérias que vivem entre a vagina e o ânus em direção à bexiga, podendo até chegar aos rins. Quando a infecção chega aos rins, e recebe o nome de pielonefrite, torna-se mais grave, e é geralmente acompanhada de fortes dores na lombar e de febre.

Na gravidez, as mulheres se tornam mais suscetíveis a ter infecções urinárias, dadas as mudanças que ocorrem em seu corpo. E assim, se não for tratada, pode trazer riscos para o bebê, incluindo a chance de ocorrência de um parto prematuro.

“Mudanças hormonais da gestação e a queda no sistema imunológico são algumas das principais causas do problema. Os efeitos da progesterona no trato urinário causam um relaxamento da musculatura da uretra, o que encurta o caminho das bactérias até a bexiga e os rins. Outros fatores, como diminuição da contração da bexiga e aumento da eliminação de glicose na urina propiciam a proliferação de micro-organismos e a compressão da bexiga pelo feto”, explica o ginecologista e obstetra Bruno Haddad Ranciaro, que atende no dr.consulta.

Riscos para o bebê e para a gestante

ronco na gravidez
Imagem: iStock

Segundo o obstetra, para o bebê, os riscos da infecção urinária na gravidez são grandes. E isso porque, caso não seja tratada de forma adequada, “as toxinas liberadas pelas bactérias na infecção podem propiciar o aumento do risco de trabalho de parto prematuro”, explica.

Mas além disso, pode haver ainda outras complicações para o feto:

  • Ruptura de membranas;
  • Baixo peso ao nascer e
  • Infecção neonatal.

Já para a saúde da gestante, os riscos são: “infecção na bexiga (cistite) ou nos rins (pielonefrite) e, em casos mais graves, sepse materna”, explica.

Sintomas da infecção urinária na gravidez

Além da dor ao urinar, a infecção urinária na gravidez também apresenta outros sintomas bem característicos, como dificuldade e sangramento ao urinar, micção em pequenas quantidades e dor pélvica. No entanto, é importante ressaltar que nem sempre a infecção urinária na gravidez vem acompanhada de sintomas.

“A forma assintomática é comum em 20-30% das gestantes e principalmente no primeiro trimestre”, explica o obstetra Bruno Haddad Ranciaro.

Por isso, a realização dos exames no pré-natal é muito importantes, de modo que a gestante possa checar sua saúde, que nem sempre dá pistas de que não vai tão bem. Assim, geralmente são realizados três exames de urina, um em cada trimestre, de modo que seja possível identificar de forma precoce qualquer alteração.

Tratamentos para infecção urinária na gravidez

infeccao urinaria na gravidez
O teste de urina é importante para checar a infecção urinária na gravidez (Crédito: TolikoffPhotography)

Após identificada a infecção urinária na gravidez, por meio de um diagnóstico clínico, é importante começar imediatamente o tratamento, para que a infecção seja controlada e os sintomas acabem. Quando a paciente tem infecção urinária, geralmente é feita a coleta de uma cultura de urina, para saber qual é a bactéria responsável pela infecção. Assim como nas demais infecções urinárias, o tratamento é feito à base de antibióticos.

“O tratamento é realizado com antibiótico, sendo reservado uso de algumas classes com segurança para o feto”, acrescenta o médico.

No entanto, aqui cabe um alerta: para tratar a infecção urinária na gravidez não é recomendado realizar uma automedicação, sem antes consultar o seu médico. E isso porque quem toma remédio por conta própria pode acabar favorecendo a resistência dessas bactérias no organismo.

Como evitar infecções urinárias na gravidez?

Algumas dicas podem ser seguidas se você quer evitar a infecção urinária na gravidez. Segundo o Dr. Bruno Haddad Ranciaro, o ideal é:

  • Realizar acompanhamento pré-natal;
  • Realizar os exames de urina de rotina;
  • Beber bastante líquido, de preferência água;
  • Não segurar urina, especialmente após as relações sexuais;
  • Fazer a limpeza da região íntima passando o papel higiênico sempre de frente para trás;
  • Tomar, corretamente, os antibióticos quando receitados.

Fonte: Dr. Bruno Haddad Ranciaro – CRM 149823, ginecologista e obstetra do dr.consulta.

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