Mito ou verdade: Petrolato faz mal? Dermatologista responde

É bem provável que você já tenha ouvido falar no petrolato. Ou então, em algum de seus outros nomes: vaselina, parafina líquida e óleo mineral. Substância

Julia Monsores | 15 de Junho de 2021 às 10:00

brizmaker/iStock -

É bem provável que você já tenha ouvido falar no petrolato. Ou então, em algum de seus outros nomes: vaselina, parafina líquida e óleo mineral. Substância muito utilizada em produtos de beleza, sobretudo para os cabelos, seu uso é desaconselhado por muitas pessoas, que afirmam que, assim como os parabenos, essa substância deveria ser evitada.

Mas afinal, o petrolato realmente faz mal? Para explicar melhor esse cenário, conversamos com a Dra. Kate Koetz, que atua em Dermatologia na na clínica For All Group, em São Paulo. Continue acompanhando!

O que é o petrolato?

“Petrolato é um derivado do petróleo amplamente utilizado em formulações cosméticas em razão da sua natureza hidratante. Pode ser conhecido por vários nomes, como óleo mineral, vaselina, parafina líquida, óleo branco, petrolato líquido”, explica.

Após sofrer um processo de desparafinação (retirada de parafina) de óleos pesados, essa substância, de baixo custo, torna-se incolor e gelatinosa.

Segundo a dermatologista, ele atua formando uma barreira protetora que retarda a perda da água da pele para o ambiente. Assim, cria-se uma espécie de película de filme em torno dos fios capilares que bloqueia a perda da água na área em que o produto foi aplicado, garantindo por mais tempo a hidratação.

“Antes de ser utilizado em cosméticos, o petrolato passa por um processo de refinamento, além de rígidos testes de eficácia e segurança”, acrescenta a Dra. Kate.

Petrolato faz mal?

Como comentamos, o petrolato é mal visto por muitas pessoas. Mas afinal, por que isso ocorre?

“Popularizou-se o mito de que o petrolato seria altamente comedogênico, ou seja, capaz de formar comedões (cravos) e espinhas. Porém, estudos mostraram que é um componente totalmente seguro para ser utilizado na pele humana, inclusive na pele que apresenta irritações”, explica.

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No entanto, isso não quer dizer que você irá se adaptar a ele. “A pele é um órgão extremamente complexo e se comportará de maneira única, dependendo de cada pessoa. Logo, é importante não generalizar sua experiência pessoal com produtos que contenham petrolatos”, conclui a Dra. Kate.

Vale destacar que o possível perigo dos petrolatos está no fato de que eles podem ser contaminados durante o processo de refinamento por hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs). Desse modo, em alguns países, o petrolato acaba sendo enquadrado como uma substância tóxica.

Uma solução para quem não quer abrir mão do petrolato é checar na embalagem se o fabricante indica que o material foi refinado como “white petrolatum” (seguro).

Substitutos

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Caso você não queira correr o risco, e esteja em busca de cosméticos e produtos de beleza mais naturais e livres de parabenos e petrolatos, uma solução é optar por marcas veganas. Essas, em geral, são mais naturais e usam substâncias alergênicas.

Outra solução é apostar nos cosméticos que incluem óleos vegetais. Afinal, eles são ricos em ácidos graxos, hidratam e podem oferecer efeitos terapêuticos.


Fonte: Dra. Kate Koetz, formada em Medicina pela Universidade Luterana do Brasil, pós graduada em terapia intensiva pelo Hospital Albert Einstein, dermatologia, estética e cosmetologia pela Unifesp. Atua na clínica For All Group, em São Paulo.