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Publicado em: 1 de abril de 2021

Saúde mental: mulheres são as mais afetadas na pandemia

Confira algumas estratégias para lidar com a tensão deste momento

Imagem: iStock

É fato que a pandemia do Covid-19 tem gerado inúmeras complicações não só na saúde física, mas também na saúde mental das pessoas. Seja pelo luto da perda de um ente ou amigo querido; pela sobrecarga dentro de casa ou pela dificuldade financeira enfrentada no momento.

No entanto, há uma parcela da população mais afetada: as mulheres. Segundo o levantamento realizado pelo dr.consulta, as mulheres têm tido sua saúde mental mais afetada na pandemia. Fatores como sobrecarga de funções dentro de casa podem estar influenciando.

Leia também: depressão em mulheres -- estudo revela que apenas 30% recebem diagnóstico

O que o levantamento apontou sobre a saúde mental das mulheres?

(Imagem: fizkes/iStock)

De abril de 2020 a fevereiro de 2021, o dr.consulta realizou mais de 88 mil consultas (online e presenciais) entre psiquiatria e psicologia, o equivalente a mais de 350 atendimentos por dia. Desses, 27,41% dos pacientes procuraram a healthtech pela primeira vez. Do total, foram realizadas 77 mil consultas em psiquiatria, especificamente, 40.016 pacientes - mais de 50% - receberam diagnóstico de depressão ou doenças relacionadas, como transtorno de humor ou ansiedade.

A psiquiatria também é a especialidade mais procurada em telemedicina, com 22,44%, seguido por ginecologia e dermatologia. De acordo com o levantamento, a maior parte dos pacientes são mulheres, com 65% no total. Da faixa etária, a maior parte está entre 21 e 30 anos, com 30%, seguido dos 31 a 40 anos, com 24%. (confira aqui o que é a telemedicina)

Burnout em mulheres

saude mental das mulheres na pandemia
Imagem: asetsr/iStock

O cansaço excessivo e o desânimo frente às atividades diárias podem ser sinais de Burnout. Essa doença, que já foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é caracterizada por um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema resultante do acúmulo excessivo de trabalho.

E na pandemia, com as crianças em casa, o home office e os cuidados com a casa -- que nem sempre são bem distribuídos com o parceiro -- muitas mulheres podem estar vivenciando situações de acúmulo de funções. E assim, podem estar sofrendo com Burnout.

Segundo o psiquiatra Bonifácio Rodrigues, integrante do corpo clínico do dr.consulta e especialista da Associação Brasileira de Psiquiatria, historicamente, no Ocidente, as mulheres têm a tendência de acumular funções dentro de casa.

"Quando a mulher conseguiu se emancipar e começou a trabalhar fora, por exemplo, não veio acompanhado com a mudança de comportamento do homem. Em tempos de pandemia, quando foi necessário acumular várias tarefas, como trabalhos externo e interno, a maioria das mulheres sentiu a pressão de tentar fazer tudo dar certo ao mesmo tempo. Assim, isso pode ocasionar transtorno de adaptação, com sintomas depressivos e de ansiedade, resultando em Burnout", avalia Rodrigues.

Os sinais mais comuns de Burnout, geralmente, são:

  • Irritabilidade;
  • Insônia;
  • Sono excessivo;
  • Falta de apetite ou excesso de fome;
  • Perda de concentração;
  • Pessimismo;
  • Desânimo;
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

Atividades que estimulam a saúde mental

ser feliz sozinho
Imagem: iStock

Desse modo, é importante que, neste período, as mulheres realizem atividades que estimulem a saúde mental. Segundo o psiquiatra Bonifácio Rodrigues, algumas estratégias podem ser adotadas. Como por exemplo: estabelecer uma rotina diária de divisão de tarefas domésticas com o parceiro, de forma igualitária; ter intervalos regulares de descanso; manter uma rede de apoio familiar ou de amigos com quem possa desabafar; separar momentos de lazer e, por fim, não colocar sobre si mesmo o peso de cuidar da casa e ainda os afazeres do home office sozinha.

Além disso, também é importante procurar um atendimento psiquiátrico caso você esteja se sentindo muito sobrecarregada.

"A mulher se sente mais culpada em não conseguir cumprir as tarefas do lar. Ou depois da maternidade, quando volta ao mercado de trabalho, e pode centralizar a responsabilidade do lar. Há uma percepção maior de se sentir culpada quando não consegue dar conta e tem dificuldade em pedir ajuda. Assim, tirar essa crença de que é necessário dar conta de tudo é importante", pondera Rodrigues.

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